a. c.r.a.t.e.r.a

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e a cratera se rompia novamente,
deixando tudo aberto,
para que a solidão adentrasse,
sem ao menos pedir licença.

doía, ah se doía.
Mas sorria,
fingindo que aquilo
era um grande nada.

sorria, esperando que a cratera
se fechasse novamente,
como se em um passe
de mágica estaria recuperada.

— sete de outubro. 2017.

Cor MortemOnde histórias criam vida. Descubra agora