Capítulo 06

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Queria primeiramente, pedir paciência, estou escrevendo pelo celular e é muito provável que hajam erros de português. Então, perdoem por favor, assim que eu usar meu computador de novo, prometo que irei revisar o capítulo.

—Acorda Hasel, já é a terceira vez que te chamo

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—Acorda Hasel, já é a terceira vez que te chamo. —Ouvia uma breve voz da minha irmã, mas continuei dormindo.— Hasel! —Disse novamente, porém, dessa vez me batendo.
—Acordei! —Disse já irritada, esfregando as mãos em meus olhos.
—Você ainda continua com os mesmos hábitos. —Riu fraco.— Principalmente o de dormir como uma pedra. —Bufou para me provocar, apenas dei risada, a fazendo levantar uma sobrancelha.
—Bom dia. —Sorri alegremente.
—Tudo bem?
—Sim sim, você está bem?
—Estou. —Disse me estranhando.
—Que ótimo. —Sorri, me sentando.
—Você está bem mesmo? —Me olhou como se não estivesse me reconhecendo.
—Por que não estaria?
—Normalmente você acorda mal-humorada, com o rosto fechado.
—Milagres acontecem. —Ri.
—É, pode ser. —Riu, suspirando logo em seguida.— Você está atrasada para o café.
—Estou descendo. —Sorri, e ela assentiu, saindo do quarto.

Por alguns momentos eu pensei na frase que eu mesma havia dito, "milagres acontecem", até onde eu sei, é algo tão comum de se falar, mas me trouxe uma reflexão imensa. Pelo que minha mãe e meus irmãos explicaram, um milagre é algo que parece ser impossível, mas que acontece.
Em meio a esses devaneios, me lembrei de algo que ouvi muitas vezes depois que acordei, "estávamos perdendo as esperanças", "os médicos disseram que era impossível você acordar", "as chances quase não existiam".
Também me explicaram que quem ter poder para curar e realizar milagres, é Deus, eu ainda não sei muito sobre ele, mas o que eu sei, me deixou fascinada.
Então, eu seria um milagre? Era considerado impossível que eu fosse acordar, mas acordei. Eu sou um milagre? Existe possibilidade de uma pessoa ser um milagre?
E então, a minha mente teve um colapso, e eu só podia me perguntar uma coisa, se Deus é o único que pode curar, e fazer milagres, então, ele me fez acordar, mas por que Deus quis que eu acordasse?

Foram cinco minutos pensando nessas perguntas que pareciam ter respostas, mas que eu não enxergava. Apenas fui até o banheiro, olhei-me no espelho e disse para mim mesma:

—Antes de descobrir porque acordei, preciso saber quem eu era. —Sorri me consolando e lavei o rosto.

Depois de pentear meu cabelo, desci para a cozinha, me deparando com todos sentados mesa, servindo-se.

—Bom dia. —Me olharam sorridentes.
—Bom dia. —Sorri olhando para uma garrafa.-?— É café? —Assentiram.— Queria sentir o gosto de novo, mas, sou alérgica. —Suspirei.
—Como você sabe? —Minha mãe perguntou desconfiada.
—Não sou?
—Sim, mas... —Um sorriso esperançoso brotou em seu rosto.— Quem te contou?
—Ninguém. —Sorri.— Apenas senti que era.
—Você lembrou. —Seus olhos brilhavam.— Você está lembrando. —Sorriu se levantando e indo me abraçar.

Me senti estranha, feliz e chateada ao mesmo tempo. Era bom saber que havia lembrado de algo, mas muito triste em saber também, que eu lembrei de uma única alergia, enquanto haviam milhares de fatos sobre mim mesma que eu ainda não havia descoberto.

Retribui o abraço dela e ignorei meus próprios pensamentos, sentei na mesa e comecei a comer.

Algum tempo depois, me troquei e fui visitar o jardim da casa, vi que havia uma roseira de rosas brancas, observei-as de perto, de vez em quando acariciando suas pétalas e propositalmente, colocando levemente meus dedos sob os seus espinhos.
Sentei-me na grama e fechei os olhos, sentindo a leve brisa que batia contra meu rosto, fazendo meu cabelo loiro apenas dançar a favor do vento.
Abri meus olhos novamente e colhi uma rosa, me fascinando com seus detalhes, olhei para o lado e avistei um balanço de madeira na árvore do jardim, fui até ele e comecei a me balançar, pensando na pessoa que eu era, no que eu fiz e o que poderia ter realmente acontecido naquela festa, aquela tal festa que me trouxe cinco anos deitada em uma cama de hospital.

—Hasel? —Minha mãe me chama, aparecendo no jardim.— Atrapalho?
—Não. —Sorri.
—Tem uma visita pra você. —Sorri.— Está te esperando na sala. —Piscou e se retirou, eu apenas estranhei, e curiosa, fui rumo ao encontro dessa tal pessoa.

Chegando lá, vi apenas um homem sentado no sofá de costas, forcei os olhos, e desistindo de adivinhar quem seria o sujeito, me dirigi até sua frente.

—Hasel, como você está? —Disse sorridente assim que me viu. A i
—Doutor Miguel?

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Autora/ Capista Bianca Ribeiro
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⏰ Última atualização: Jan 06, 2018 ⏰

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