– TORD COMMIE POV ON –
A realização de ter terminado meu experimento foi seguida pela cena mais desgostosa que eu poderia ter tido. O fato da minha arma de portais funcionar era incrível, um grande passo para tecnologia eu diria, mas me deixou confuso, ou melhor, assustado.
– Seus sinais estão estáveis – Ouço um dos enfermeiros responsáveis pela ala médica tentando acalmar os outros dois indivíduos resgatados á pouco. – Mas, acredito que não possamos recuperar seu olho ou reestruturar seu maxilar completamente –
– Ele vai ficar vivo? – Comentou Tom (Au) enquanto retorcia o rosto numa careta toda vez que o algodão com álcool, aplicado por outro enfermeiro, tocava sua boca machucada.
Eu observava a situação e me questionava sobre o que poderia ter acontecido para as coisas terem que chegar a aquele ponto, pois era difícil de aceitar que eu... Não. Uma versão minha foi quem causou todo aquele estrago e ainda mais com Tom (Au) e Matt, (Au) principalmente. Ele estava horrível.
– Isso meio que te abalou, não é? – Disse Tom (C) me abraçando carinhosamente por trás. – Aquele não é você Tord – Ele acomodava seu rosto contra minhas costas.
Ele sabia exatamente o que eu estava pensando, o que me deixava com medo. E se aquele fosse eu, digo, e se aquela dimensão... Nem sei se posso chamar assim, mas e se aquele lugar refletisse o que as pessoas daqui realmente são. Eu já fiz muita coisa... Cometi erros insanos, mesmo que fosse para proteger outras pessoas, e se aquele fosse realmente eu, e se...
–Tord!!! – Tom (C) mexia os braços na minha frente para ver se eu conseguia fazer algo além de tremer inconscientemente. Ele me olhou de cima a baixo e retraiu os lábios. – Acho melhor vir comigo – Disse de maneira áspera enquanto puxava meu braço me fazendo segui-lo.
Tom (C) caminhava depressa como uma criança entusiasmada num parque de diversões, mas sem os pulinhos e contaroleios. Chegamos ao meu escritório e lá foi onde ele me jogou contra a cadeira e se colocou a sentar na ponta da mesa a minha frente, ficando bem próximo ao meu corpo.
– No que você está pensando tanto? – Ele colocou a perna direita no braço da cadeira e dobrou a outra encima da mesa apoiando seu cotovelo sobre ela para adquirir sustentação e apoiar seu rosto em sua mão. – Eu falava contigo e você não me respondia, então começou a tremer e antes que eu notasse você estava pálido como um defunto. Eu sei que a situação é delicada, também estou assustado – Seu corpo encurvou-se um pouco e ele alcançou a gaveta lateral da mesa de onde retirou seu cantil e deu uma longa golada.
A forma descontraída e sempre aleatória dele me deixava mais calmo e vendo aquela cena não pude conter o riso.
– Desde quando tem um cantil na minha gaveta do escritório? – Perguntei sorridente e suspirando aliviado.
– Desde que todos os lugares deveriam ter – Seu olhar se jogou contra o teto – E desde que no meu criado mudo apareceram charutos – Sussurrou.
– Ehrrr... Xeque, você me pegou – Franzi o cenho e cocei a cabeça.
A atmosfera estava mais calma e meus pensamentos mais alinhados.
– E então? – Indagou Tom (C) sério. – O que tanto te aflige pequeno Commie? –
– Eu estava pensando que talvez, aquele pudesse ser eu, ou... –
– Ou? –
– Tom. E se eu for um monstro? E se na verdade aquilo não for outra dimensão e sim o futuro. Eu posso ter feito outra máquina do tempo pensando ter conseguido outra coisa. – Disse segurando seu ombro.
Ele me observava imóvel parecendo pensar sobre o assunto de maneira profunda, sua boca se mexia, mas nenhum som era audível, talvez ele estivesse escolhendo as palavras certas.
– Olha... – Ele suspirou. – Eu prefiro acreditar que tudo aquilo não passou de uma inoportuna situação desastrosa em outra dimensão e não uma amostra do futuro – Sua voz parecia carregar uma dor gigantesca em cada palavra. – E eu estou contigo, jamais vou deixar que algo como aquilo aconteça com você. Mesmo que a minha vida seja arrancada –
– NÃO! – Meus braços passaram pela sua cintura e meus dedos se entrelaçaram atrás de suas costas. – Nunca mais repita isso. Se você morre, não vai ser por minha causa.
– Você está dizendo isso para o seu guarda costas, poxa e como fica meu trabalho – Comentou retribuindo o abraço e tentando quebrar o clima.
– Você é horrível Thomas – Brinquei.
– Eu sou – Respondeu afagando meus cabelos.
Encarei seus olhos e lá me perdi em pensamentos e memórias, mas logo fui arrancado delas pelo alarme de segurança da base.
– Mas que merda é essa – Ambos nos levantamos e nos posicionamos defensivamente antes de sair da sala e seguir correndo pelo corredor.
TORD COMMIE POV OFF
By: FallAustin
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Mega crossover
FanfictionAtenção Isso é um crossover entre minha historia a historia de PKYOUTUBER ,Gabrielle e tia_duds. boa leitura