Saindo do Armário

1.4K 179 446
                                        


   — Bom dia! — A mãe diz com um sorriso juntamente com o seu pai que lia um jornal em sua poltrona velha. Bem, se eles estão reagindo assim então é porque ainda não viram a foto. — Está tudo bem? Você parece pálido. —

   — Ahh! Eu só estou com fome! — Kageyama se sentou na mesa onde tinha a comida preparada para ele comer. — Vocês já comeram? — Ambos dos pais concordaram em um uníssono. — Desculpa, eu não dormi bem ontem à noite. — Kageyama disse enquanto pegava uma quantidade de arroz colocando em sua tigela preta.

   — Aconteceu alguma coisa, querido? — Tobio congelou se lembrando de seus pensamentos e movimentos sujos sobre Hinata, mas apenas limpou a garganta negando a pergunta.

   — Ah! Não! São só os treinamentos e as partidas. — Ele se ajeitou na sua cadeira começando a comer. — Elas me deixam ansioso. —

   A mãe sorriu durante seus dedos que se movimentavam na tela de seu celular. Ela parou de mexer quando algo lhe chamou atenção. — Oh! Tobio! — O mirtilo se assustou por um momento mas o sentimento acabou quando ela mostrou a tela. — Essa garota não linda? — Tinha uma imagem de uma garota com cabelos loiros e olhos esverdeados, obviamente rica por causa da bolsa dourada que ela carregava, mais especificamente Lana.J Marks, Kageyama aprendeu algumas coisas com o Hinata sobre as bolsas mais caras do mundo e essa seria a quarta. — Bonita, não? — Tobio levantou os ombros voltando a comer. A moça riu e voltou para o seu celular olhando discretamente o rosto de seu filho. — Está interessado em alguém? — O mais novo se engasgou com o seu leite e foi rapidamente respondê-la.

   — O que? Não! Eu estou concentrado nos meus treinos, mãe. —

   — Mas não tem alguém que te desconcentra, hm? —

   — Não. — A não ser o Hinata, pensou o maior.

   — Espera, tem sim, eu conheço essa cara! Deixa eu adivinhar... — A mulher coloca os seus dedos nas têmporas tentando forçar sua mente a adivinhar. — Ah! Já sei! Você tem uma gerente linda em seu time, acertei? —

   — Não temos gerente... —

   — Oh! Mas eu sei o tipo do meu filho, hm? — Kageyama estranhou.

   — As loiras! Acertei né? — Normalmente eu prefiro uma banana ao contrário de um pêssego, mãe. Pensou Kageyama.

   — Não... —

   — Eeh?? Mas eu me lembro de você trazer uma garota loira pra cá! — A moça sorriu com um olhar sabe tudo. — Qual era o nome dela mesmo? —

   — Ahmm...Você está falando da Yachi-san? — Tobio perguntou com uma sobrancelhas arqueada.

   — Ooh! Sim, sim! Eu me lembro de vocês dois indo pro quarto e irem "estudar". — A mãe faz aspas com as mãos.

   Kageyama não sabia de ria por sua mãe achar que teria um relacionamento com sua amiga que preferia o gênero feminino ou surtava por ela achar que sua primeira vez foi com Hitoka.  — Mãe, ela é lésbica. — Disse na simplicidade, isso seria uma base para saber como seus pais reagiriam à homossexualidade.

   — Ah...— A mãe não parecia assustada, apenas surpresa.

   — Que desperdício. — O homem finalmente largou o jornal e o dobrou colocando na mesinha da frente. — Uma garota bonita e inteligente, nem parece que é gay. — Tobio sentiu raiva, com uma enorme vontade de socar a mesa e bater boca com seu pai, mas ele tinha que ter mais tempo até se assumir.

— Querido, não fale essas coisas, amor é amor. — A moça insinua com os olhos voltados para o seu celular.

— Não é amor, é doença! — Se é assim, então Kageyama é doente por Hinata, ela revirou os olhos e resolveu não bater boca com seu marido. — Ei, eu estava pensando de sairmos juntos, só nós dois...— O homem disse para seu filho com um sorriso pouco destacado no rosto e uma de suas mãos pousadas em seus ombros.

The ChangesOnde histórias criam vida. Descubra agora