- O quê? Como assim Tasha? Se tá brincando né, como você vai ir trabalhar? E seu braço?
- Ele está enfaixado, só isso, nada de mais, ainda consigo fazer as coisas.
- Mas você está de atestado, e mesmo se não estivesse eu ligava pro meu pai para falar que você não ia trabalhar.
- Mas eu quero ir, já não fui ontem e ainda não dei explicações, apenas não fui.
- E dai? Meu pai não vai se importa, te garanto.
- Não quero ficar faltando e muito menos tirar proveito pelo fato dele ser seu pai.
- Você não está fazendo isso amor, e aposto que meu pai vai te mandar embora se você parecer por lá.
- E você?
- O que tem?
- Vai ir trabalhar ou vai ficar aqui também?
- Gostaria muito de ficar aqui, nessa cama com você pro resto do dia... Na verdade, não só o dia... - Digo beijando seu ombro. - Mas tenho que ir trabalhar, eu peguei dois dias para ir com o Dy na cabana, então tenho que ir.
- Tudo bem, eu entendo. Que horas você vai? Já está indo?
- Não, ainda tenho um tempinho. O que acha de irmos fazer algo para comer?
- Vamos, mas você quem vai cozinhar?
- Sim, bom pretendo.
- Não tenho mais tanta certeza se eu quero ir agora.
- Haha. Muito engraçadinha você. Sempre comeu minhas comidas. Vai, não sou tão ruim assim... Ou sou? Eu sou?
- Na cama você é melhor.
- Você mudou de assunto, isso quer dizer que eu sou, se não você teria me falado que não sou. Eu não acredito, porque você nunca me falou que eu cozinhava mau?
- Ei amor, calma só estou brincando com você, você cozinha bem igual sua mãe, você sabe disso. Vem, vamos colocar uma roupa e descer para fazer algo.
***
- O que pretende fazer?
- Não sei bem. Meus cookies não são muita coisa, Dy não quis comer eles, então tem que ser outra coisa. O que acha de waffle?
- Adoraria
- O.k., waffle então.
- Você gosta mesmo dele né
- Como?
- Dylan
- Sim, ele se tornou uma pessoa muito importante para mim do dia para noite, mas...
- Mas... - Disse me incentivando a terminar.
- Agora não vou poder mais cuidar dele.
- Como assim? Não entendi. Agora mais do que nunca você tem que cuidar dele.
- Não... Lógico que vou cuidar dele. Digo, no hospital, ele agora é meu filho, então não posso atender ele, o máximo que vou poder fazer é ficar do lado dele
- E isso vai bastar, e ele vai entender e te garanto que prefere te ter assim, porque ele sabe que se for do outro jeito você não pode ser a mãe dele.
- Eu sei, mas...
- Mas nada amor, ele vai preferir assim, serio não precisa se preocupar.
***
- Olha só quem decidiu dar o ar da graça. - Julie disse me dando um abraço.
- Se você adivinhar aonde ela estava eu te dou um beijo.
- Olha Bah, você é gostosa e tudo mais, mas não quero um beijo seu, muito obrigado.
- Não sei não vocês duas... Acho que ainda da em casamento.
- Vocês estão cheias de gracinha hoje né, e respondendo a sua pergunta, com esse sorriso no rosto só pode significar uma coisa...
- Você sabe que se responde a essa pergunta vai ganhar um beijo da Bah né.
- Doutora Julie Johnson, comparecer à emergência por favor, doutora Julie Johnson.
- Salva pelo gongo.
- Aaah cala a boca vai.
- Tá sabendo que eu sei né.
- Sabe o quê?
- Sobre os seus sentimentos por ela. Porque você não conta para ela?
- O quê? Tá louca né Bea, bateu a cabeça? Pois, é o que está parecendo.
- É serio, você devia contar, o máximo que pode acontecer é ela falar um não.
- Não estou falando que eu gosto, tá entendendo né? Não estou falando que gosto dela, mas... Se por acaso, eu gostasse e eu falasse para ela que eu gosto dela e ela me desse um fora, isso ia acabar com a nossa amizade e eu gosto muito dela para perde isso... Quer dizer, da amizade dela sabe, como eu também gosto da sua, um pouco menos sabe, pelo fato de você ser chata e tudo mais, e você é irritante às vezes.
- Se você não tentar você nunca vai saber, e eu vou estar aqui do seu lado independente de qualquer coisa, sabe disso né.
- Sim, eu sei, preciso ir agora, tenho uma cirurgia daqui a pouco.
- O.K. também tenho que ir... - Começo a andar em direção a ala pediátrica. - Eii Bah.
- Meu Deus você ainda está aqui, fala coisa chata.
- Eu também te amo.
- Babaca.
Eu sempre fui ciente dos sentimentos da Bárbara pela Julie, acho que todos próximos de nós sabemos que eles existem.
Não sei como a Julie não sabe deles, as vezes acho que ela sabe, mas tem medo te tentar algo e acabar não dando certo e perder a amizade.
Elas se conheceram graças a mim, Julie e eu somos velhas amigas e quando a Bah entrou aqui no hospital e começou a morar comigo eu a apresentei.
Mas Julie sempre foi reservada, não é de demonstrar seus sentimentos, principalmente se eles forem amorosos, conheço ela a quase dez anos e ela nunca me falou sobre as pessoas que amava ou que um dia amou. Já a Bárbara não, sempre me contou essas coisas.
Tenho que bancar uma de cupido aqui. Primeiro vou procurar saber se a Julie senti algo pela Bah, e se a resposta for sim vou colocar meu plano em prática logo logo.
E o melhor elas não vão nem descobrir, pode ser que depois de tudo der certo e elas estiverem juntas eu conto, mas por enquanto elas nunca vão saber, primeiro de tudo descobrir se é recíproco, depois inventar uma pequena mentira. Vou precisar de ajuda nisso. Disco o número dela e estou quase desligando quando ela atende.
- Oi! - Diz com uma voz sonolenta. Tá isso é bem sexy, muito.
- Oi te acordei? Desculpa-me, é por uma boa causa.
- O que você está aprontando?
- Vamos ajudar uma amiga.
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O Reencontro
RomanceBeatriz Miller, uma mulher de 25 anos, seguindo os passos de sua mãe, Susan no ramo de medicina, uma das mais renomada cirurgia plástica, mas não seguindo a mesma especialização, Bea escolheu ser cirurgia pediátrica e mesmo sendo tão nova já conqui...
