Capítulo vinte e cinco

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Eu sei que esse pedido tinha que ser mais romântico, ter preparado tudo, ter levado ela para jantar fora, elogiar ela a noite toda, mostrar o quanto eu a amo e no fim da noite levar ela em um lugar especial, me ajoelhar em seus pés e dar uma linda aliança.

Invés disso estamos deitadas com o Dy no nosso meio e sem uma aliança para colocar em seu dedo, para caso a resposta for um sim. Seu silêncio começa a me corroer, e se eu me precipitei e não é isso que ela quer no momento, não quer dizer que vamos terminar, apenas que ela não esta pronta para se casar.

- Esta falando serio? - Tasha se arrumar melhor na cama ficando sentada.

- Sim, quero me casar com você, sei que não preparei nada, nem comprei as alianças, mas se for o que você quiser também, isso vai ser apenas um mero detalhe.

- Sim, é claro que quero me casar com você, o que eu sempre quis a minha vida inteira, passar o resto da minha vida ao seu lado.

A felicidade não cabe em meu peito, eu morri e fui pro céu, não é possível, me levanto e beijo sua boca, um beijo calmo, demonstrando o tanto que se amamos.

- Quero construir uma família com você, foi o que eu sempre sonhei. - Tasha diz com a sua testa colada na minha, suas mãos uma de cada lado do meu rosto fazendo um carinho.

Se você me perguntasse hoje de manha, jamais ia dizer que estaria pedindo a Natasha em casamento.

Como já estava tarde e às duas teria que trabalhar no outro dia resolvemos nos deitar novamente e dormimos.

***

Na manhã seguinte, sou acordada com alguém me sacudindo.

- O que foi? - Pergunto sem consegui identificar quem esta tentando me acordar.

- Acorda, preciso falar com você. - Reconheço a voz. Barbara. - Espero que não tenha rolado nenhum sexo lésbico na minha cama.

- Barbara não sei se você percebeu, mas meu filho se encontra nessa cama, você pensa que eu sou o quê?

- To brincando sua grossa.

- Espero que seja algo importante para me acordar tão cedo. - Olho no relógio e meu queixo cai. - Barbara não são nem cinco horas ainda.

- Eu sei, desculpa, mas precisava de você, conversar, contar como foi. - Sento-me no sofá e Bah vem logo atrás se sentando ao meu lado.

- Ela me levou para jantar fora, comemos em um lugar super chique.

Seu sorriso era de orelha a orelha

- Caminhamos por um tempo quando resolvemos ir para casa dela, ficamos assistindo um pouco quando começamos com alguns carinhos.

- Ecaa, me poupe dos detalhes.

- Relaxa, não vou te dar detalhes, mas nessa parte não esta tendo nada de mais, nossos carinhos que temos trocado durantes esses dias.

- Hmm, sei.

- Mas ai sim! Começou a esquentar, e Bea foi perfeito, muito mais que isso, ela foi carinhosa a todo momento, não poderia ter pedido coisa melhor.

- Foi passivinha dona Barbara? - Digo dando risada.

- Aai não sei porque ainda tento ter uma conversar civilizada com você.

- Desculpa Bah. - Digo tentado controlar minha risada. - Porque você veio embora tão cedo?

- O hospital ligou para ela, como não queria ficar la sozinha pensei em vim para ca e dormi com vocês dois, mas pelo visto já tem outra ocupando meu lugar.

- Ele quis ela, pensei que seria nossa noite.

- Dy gosta muito dela, espero que ela goste dele também.

- Gosta sim, conversamos sobre isso ontem, antes de eu pedir ela em casamento.

- Aah que bom não quero que ela... - Bah para de falar quando finalmente a ficha cai. - O quê?? Você pediu ela em casamento?

- Sim. - Digo sorrindo.

- Estávamos conversando justamente sobre ela não magoar ele, e eu tinha que fazer o pedido, é ela que eu quero ao meu lado ao resto da minha vida.

- Aai meu Deus, estou tão feliz, parabéns Bea, você merece, bem às duas merecem, conheço ela a pouco tempo, mas tenho certeza que ela também merece.

- Obrigado Bah.

- Tadinha dela, ter que aturar você pro resto da vida, ela devia ter curtido a vida mais, não só você, acho que vou fazer uma despedida de solteiro para ela.

- O que você disse? - Pergunto sem acreditar no que ouvi.

- Vou fazer uma despedida de solteiro para ela, ter que dormi como você do lado para sempre vai ser um saco.

- Nao, a outra coisa que você disse.

- Eu não disse mais nada, só isso, você esta ouvindo coisas.

- Nao estou Barbara, ouvi muito bem, porque você disse isso?

- Esquece isso Bea, se ela não te falou não sou eu que vou.

- E ela falou para você?

- Bem, não exatamente, naquele dia na casa dela eu liguei os fatos e ela confirmou. - Bah chega mais perto de mim e beija minha testa.

- Deixa isso para la, não muda nada o que ela sente por você, pelo contrário, espero que você seja muito boa na cama, pois você vai ser a única experiência dela.

- Vou fingir que não ouvi isso, pois nós duas sabemos que eu sou e te garanto que ela não tem do que reclamar.

- Sera mesmo?

- Ela está no quarto, é só perguntar.

- Quantos em uma noite?

- Serio isso?

- Sim, ué, se você realmente é o que esta falando, prova.

- Quatro.

- Meu Deus! Bea, ta dê brincadeira?

- Você perguntou, essa é a resposta, se não acredita confirma com ela depois, agora estou com sono, vamos volta a dormi?

- Se você não reparou a cama ta cheia

- A gente dá, um jeito, vamos.

Me levanto e voltamos pro quarto, Dy se mexeu um pouco na cama vindo um pouco mais pro lado que eu ocupava. Bah deita naquela ponta e Dylan logo se ajeita ao seu lado, Tasha acorda, mas o sono ainda é nítido em seu rosto, me deito atrás dela e beijo seus cabelos e me agarro a ela.

- Volta a dormi, esta cedo ainda, amo você.

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