Capítulo 32

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Laura

Aquela idiota da Maria Clara achou mesmo que eu ia desistir do Heitor, ela e muito bobinha, e foi super fácil me aproximar dela, me fazer de boazinha e fazê-la acreditar que eu sairia fácil da vida deles. E depois de pedir um abraço a Maria Clara, a feri com a tesoura que estava na minha bolsa, e antes que alguém me pegasse saí correndo da frente da escola o mais rápido possível, e fui pro hotel arrumar as minhas coisas pra fugir dali, porque logo Heitor viria atrás de mim.

Heitor

Eu estava tenso com a presença da Laura perto de nós, tinha medo dela fazer algo grave contra mim ou ate mesmo com Maria Clara. Depois que sai do trabalho estava indo pra casa, quando meu celular tocou, olhei no visor e era Maria Clara ligando. Atendi non segundo toque: - Oi minha linda,  que surepresa boa você me ligar. -
Termino de falar e espero sua resposta, mas quem responde e outra pessoa.
- alô, Heitor, qual seu parentesco com Maria Clara Ribeiro Queiroz? 
- Quem está falando? Onde está Maria Clara? Oque aconteceu com ela?  - perguntei nervoso.
- Por favor se acalme, Maria Clara foi atacada por uma mulher na saída da escola hoje a tarde. Ela foi ferida com uma tesoura e foi trazida para o hospital central. Precisamos que seus pais venham até aqui para autorizarem uma cirurgia de emergência. - a moça do hospital acaba de falar e eu ja estou em choque com a notícia. Busco palavras para responder a moça para dizer:- faça oque for necessário, mas salvem sua vida, por favor.
Ela concorda e encerra a ligação, e eu fico atordoado com a notícia, sem saber oque fazer e como falar com os pais dela. Dona Marta e senhor Sebastião vão tomar um susto então decido ligar para meus pais e conto tudo a eles e peço que falem com os pais de Maria Clara, e depois dirijo pro hospital para ter mais notícias de Maria Clara. Chego na recepção e pergunto por ela, e a moça me diz que Maria Clara está sendo operada e que devia esperar o médico aparecer para dar mais detalhes sobre o estado de saúde da minha Maria Clara. Fiquei sentado na sala de espera observava o entra e sai de pessoas aqui dentro. Foi aí que percebi um casal vindo da UTI neonatal completamente desolados, e amparados por outro casal que saiu de lá com eles. Fiquei observando esse casal, e imaginei que haviam perdido um filho, por um momento imaginei dona Marta e senhor Sebastião nessa situação também. Me arrepiei com esse pensamento, e não percebi que a mulher estava parada em minha frente me olhando como se pudesse ler meus pensamentos. Ela então me disse: - Se acalme, tudo vai acabar bem.
Olhei pra ela e não consegui responder, mas senti uma vontade de lhe dar um abraço, e quando a envolvi em meus braços ela desabou em lágrimas e repetia a todo momento que Marina sempre estaria em seu coração.
Então eu disse a ela: - Eu não sei quem é você mas senti necessidade de falar, essa dor vai passar, tenha fé.
A mulher desabou em lágrimas e se soltou de mim, se virou para um dos homens que estava com ela e disse: - meu amor esse rapaz me disse coisas lindas, me sinto tão leve depois desse abraço que ganhei desse rapaz desconhecido.-
O homem que também estava com lágrimas nos olhos me olhou como agradecimento e se apresentou:- muito prazer, somos Henrique e Melinda Bragança. Obrigado por consolar um pouco minha esposa. Acabamos de perder uma de nossas princesas, você pode imaginar como nos sentimos. - disse Henrique com a voz embargada.
Respirei fundo e disse: - Lamento muito pela perda de vocês. Não sei oque dizer. 
Henrique apenas disse:- o seu gesto foi mais valioso do que qualquer palavra. Muito obrigado mais uma vez. E quem você está acompanhando...?
- Ah me desculpe. Me chamo Heitor. Estou esperando minha namorada sair de uma cirurgia. Ela foi ferida por uma tesoura, e está em estado grave. - eu disse e me entreguei as lágrimas.
- Se acalme, logo ela estará bem. E vocês serão tão felizes quanto eu e Melinda. Por favor fique com meu número e não hesite em ligar caso precise. Nos conhecemos aqui mas sinto que nos veremos novamente. Se nos der licença, temos que ir. - disse Henrique.
- Obrigado Henrique, e receba meus sinceros sentimentos pela perda de sua filha. Eu não tenho filhos mas imagino sua dor, e desejo que Deus console a você e sua esposa. - eu disse olhando pra ele e Melinda.
Me despedi deles e fiquei sozinho ali esperando por notícias de Maria Clara, logo depois meus pais chegaram trazendo os pais de Maria Clara com eles e ficamos ali aguardando notícias.
Quase três horas depois o médico apareceu, mas sua expressão me preocupou. Ele se aproximou de nós e disse: - Boa noite, sou o doutor Alexandre Vidal e estou cuidando do caso de Maria Clara Ribeiro Queiroz. Fizemos uma cirurgia de emergência, e conseguimos conter a hemorragia, porém agora ela precisa de doadores porque perdeu muito sangue até chegar no hospital. Por enquanto ela esta com uma bolsa de sangue mas ainda precisamos de mais doadores. O estoque do Banco de sangue está baixo e pode nao ser suficiente pra ela, e também para outros que precisam. Aproveito para pedir que mobilizem seus amigos e familiares para doarem sangue, seria ótimo termos um banco de sangue com capacidade para atender toda a região.
- Claro doutor, iremos nos organizar, e quando podemos fazer as doações? Perguntou meu pai.
- amanhã de manhã, senhor. Para  esta noite temos estoque necessário para Maria Clara já que seu tipo sanguíneo recebe apenas dele mesmo. O tipo O- que recebe somente de O-. Aproposito ela já está no quarto, mas agora não é permitido visitas, aconselho  que vão para casa e voltem amanhã de manhã, para as doações.
Acabei concordando com o médico e nos fomos para casa, mas eu tinha um lugar pra passar antes. Fui ao hotel onde Laura estava mas fui informado que ela havia saído no final da tarde. Essa diaba, só voltou pra me fazer sofrer. Ainda bem que ela não está mais aqui ou então eu a matava, decidi ir pra casa, e descansar, amanhã cedo estarei no hospital para doar sangue pro meu amor. O destino nos uniu e temos muita coisa em comum , até nosso tipo sanguíneo é o mesmo. Não nos encontramos por acaso, e com tanta coisa que aconteceu percebi que não posso mais ficar longe dela.

Alguns dias depois...

Faz uma semana que Maria Clara está internada, mas já está fora de perigo. As doações de sangue foram fundamentais para que ela se recuperasse. Mobilizamos todos nossos amigos para ajudar. Ate mesmo Melinda e Henrique vieram, esses dias eles sempre estavam em contato para saber  de Maria Clara e quando souberam que ela precisava de doações de sangue se prontificaram a ajudar, e quando comheceram Maria Clara nossa amizade so aumentou.
Eu não poderia estar mais feliz nesse momento, mas ainda faltava achar Laura. Para fazê-la pagar pelo que fez com maria Clara, só assim ficaria tranquilo, mas isso não demora, contei para Henrique sobre Laura e ele prometeu ajudar. Não falei pra Maria Clara, mas estava perto de achar Laura e a mandaria para um hospital psiquiátrico porque ela está fora de si, e se tornou um perigo para a sociedade.  Laura procurou isso, e logo ela vai ficar presa para sempre, e se bem a conheço ela logo tira a vida, porque odeia se sentir presa. Não gosto de falar isso mas a morte de Laura vai ser um alívio pra nós. 

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