7º Capitulo (Diego)

330 23 0
                                    

Observava como ela olhava atentamente para as algemas e fazendo seu trabalho com as mãos, cada movimento parecia organizado e decorado. 

- Você é muito boa com as mãos, Fico aqui imaginando as coisas que você não deve fazer com ela a noite. Digo mordendo os lábios inferiores
- Você está querendo ficar preso, Só pode... Ela fala soltando uma risada abafada

Viro minha cabeça para o lado e observo aqueles homens que pareciam estar hipnotizados com as meninas

- Cuzoes... murmurei.
- Eu...?. Ela fala olhando profundamente em meus olhos, aquilo me deixava um pouco constrangido.
- O que? Não.. tá loca. Digo rindo.
- A que bom, seria idiota da sua parte por que eu to aqui arriscando a minha vida para salvar a sua vida e recebo um "cuzão". Ela fala soltando uma risada abafada e movimentando as mãos bruscamente.
- Você sempre faz isso? Salva pessoas no meio da madrugada? você é tipo um super heroína. Digo encostando minha cabeça no banco e olhando pra ela
- Sempre, Toda noite. É tipo meu emprego sabe? Ela fala debochando de mim. - Agora vai doer.
- Doer o que?. Pergunto assustado e logo sinto que as algemas prendem meu pulso fortemente me fazendo gemer de dor, e logo em seguida elas quebram.

Olho para o lado assustado e vejo que meu gemido chamou a atenção deles. mas logo as meninas os agarraram e os beijaram agressivamente.

- Eita... murmurei.

Ela abre a porta do carro sem chamar a atenção. Desço devagar ficando abaixada ao lado dela, Olhando fixamente em seus olhos que agora pude ver que eram verdes

- Oi... sussurrei. - Obrigada por me ajudar, mas agora preciso voltar por hotel antes que eles percebam. Digo me movimentando devagar e olhando através da roda do carro os homens 

- Você tem problema?. Ela fala me puxando pra trás.
- Não.. eu acho. Digo voltando meus olhos a mão dela que segurava minha blusa. - Eu preciso sair daqui se você não percebeu, logo logo eles vão notar que eu sumi.
- É mesmo? e você pretende fazer isso como? Não sei se você é cego ou se faz, mas não tem nenhum carro estacionado na entrada do hotel, aonde você possa ir abaixado e entrar sem ser percebido. A menos é claro, que você queira chamar bastante atenção e entregando a gente. Ela fala olhando profundamente em meus olhos bem de perto. - Então ao invés de eu ter grampo pra soltar você, eu vou ter que me soltar, pra depois soltar você, mas pensando bem eu deveria ter deixado você preso. Ela termina a frase me puxando pelo colarinho da blusa me deixando hipnotizado e bastante assustado.
- Tá bom Sherlock... eu esqueço que você é uma menina mafiosa que abre algemas então provavelmente sabe fugir também. Digo fazendo ela revirar os olhos e sorrir abafado.

Observamos em volta outra forma de sairmos dali.

- Alguma ideia Sherlock?. Digo virando minha cabeça em direção a ela.
- Bom... nós podemos ir para o meu carro e ficar lá até eles irem.

Acento com a cabeça e andamos abaixados até a porta do carro dela.
Ela abre a porta silenciosamente sem chamar a atenção.

-Vai para o banco do passageiro, só toma cuidado com a buzina tá!?. Ela sussurra para mim com um olhar de brava
- Relaxa gata, eu sou mestre do silêncio. Digo entrando no carro olhando para trás, e sem perceber bato o joelho na buzina.
- É...eu to vendo o mestre do silêncio que você é... Ela diz sentando no banco do motorista e olhando atentamente para mim como se fosse um boneco de vodoo que estava prestes a pegar fogo.

UM ACASO DO AMOROnde histórias criam vida. Descubra agora