Minha vida não fazia tanto sentido pra mim, nunca fez, mas por mais estranho que esses últimos meses pareçam, eu estou me sentindo em "casa", uma parte de mim foi completa.
Dean e Sammy passaram duas semanas tentando conciliar tudo. Para Dean era mais difícil, assim penso, já que sempre foi ele e seu irmão mais novo, eu sou mais uma pessoa com quem ele tem que se preocupar. Eu vejo como ele olha pra mim, eu sei que sente um afeto por mim, no fundo talvez, fosse o que ele sempre quis, sei que por dentro dessa "casca dura" tem um homem que só quer sentir, talvez chorar às vezes, um homem que tem a vontade de fazer tudo isso, mas tem medo, de se sentir fraco.
"Você está bem?" Essa é a pergunta mais frequente que o Dean me faz, na maioria do tempo. "Sim, estou, apenas exausta."
Sammy na maioria das vezes fica nos observando, acho que ele tem medo, medo de eu me magoar, ou do seu irmão, que tanto ama, se magoar.
"Dean, você me ama?" Essa pergunta sai da minha boca sem nem ao menos eu ter pensado nela antes de perguntar. O susto em seu rosto é imperceptível, ele não tem uma resposta pra essa pergunta, talvez seja cedo, ou talvez... ele nunca irá me amar, apenas sentir um carinho. Ter um pai, me fez falta, eu nunca fui muito "menininha", eu sempre tive um jeito mais de "homenzinho", sempre gostei muito de ficção, e viver tudo isso, não me assusta, não me assustou desde o início, afinal, eu pude sentir uma proteção junto a mim, o tempo todo.
O Sam, ficou olhando para nós dois. Eu não consegui parar de encarar meu pai...bom, aquele homem em minha frente.
"Tudo bem, Dean. Está tudo bem você não me amar." Dei as costas, e sai.
Deitei no colchão de uma casa abandonada, onde íamos passar a noite, diante de todos os acontecimentos. Talvez o Dean ainda me leve para casa de minha mãe amanhã, admito que não gostaria de ir embora, gostaria de ficar, eu o amo... Eu sei que ele não me criou, mas eu o amo. E tudo que eu queria, era conhecê-lo melhor, saber de suas caçadas, de sua infância, qual a sua cor favorita, e saber que não terei nada dessas coisas, me deixa triste.
Quando adormeço, começo a ter pesadelos, do inferno, acontecimentos, vejo meu pai...o Dean, acorrentado, implorando por ajuda, queimando. Acordo suando, gritando, é quando o Dean entra pela porta, assutado, vendo meu rosto cheio de lágrimas, eu estava tremendo, ele me abraçou, e deitou comigo, meu corpo relaxou. Quando acordei de manhã, tinha uma refeição preparada para mim, ao lado do meu colchão, e um bilhete, nele estava escrito "arrume suas coisas, você irá pra casa hoje". Foi o que eu fiz, sem dizer nada, nem reclamar, arrumei minhas coisas, entrei no carro, e nem se quer olhei para eles, se eles não me querem aqui, eu devo ir embora. Minha mãe me liga e manda mensagens todos os dias, ela sente minha falta.. Irei sentir falta de tudo, por mais que tenha sido pouquíssimo tempo, o Sam, tem um coração que não cabe no peito, as covinhas no meu rosto, são iguais as dele. Quando chegamos na frente da minha casa, pego minhas coisas e vou saindo, o Dean pede para me ajudar a carregar, mas eu o ignoro. Entro em casa, e o cheiro é tão familiar, eu amo esse aconchego, um pouco.
"Eu não ganho nem um abraço?" O Sam grita da porta. Eu vou até lá e o abraço, e a minha vontade é não soltar nunca mais, meus olhos começam a marejar, não consigo controlar minhas lágrimas, e quando vai me soltar, ele diz " eu te amo, sentirei sua falta, nós sentiremos, não duvide disso". O Dean já estava no carro, nem se quer me pediu um abraço, o afeto que eu achava que ele sentia por mim, era falso, tudo bem. Eu já estava acostumada a não ter um pai, e eu continuo não tendo.
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A filha de Dean Winchester
AcakQuando seu irmão, Sam Winchester, ficou preso na jaula, Dean vai morar com Lisa, a única mulher pela qual ele realmente se apaixonou, quando Sam volta, e os demônios vão atrás da Lisa, ele pede a Castiel que apague ele das memórias de Lisa e Ben, ma...
