O Olimpo III

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– Deixa eles aí. – Melly interrompe. – Vamos lá pro bar.

Os dois saem me olhando com ódio. E ver quem eu mais amo, me

olhando daquela maneira, simplesmente me destrói. Capoto no sofá.

Jélly senta ao meu lado e questiona, tirando o cabelo dos meus olhos.

– Por que você faz isso Be? – Fico em silêncio, apenas olhando para o

teto. – Já está na hora de esquecê–la, não acha?

– Eu tento todos os dias.

– Olha em volta. Veja quanta garota está afim de você. Dê uma oportunidade

pra elas.

É quando me dá um estalo em minha cabeça, meu coração começa a

acelerar, a ponta dos meus dedos treme, primeiro penso que é pira das drogas,

mas nunca senti isso. Levanto imediatamente e corro pro bar do Olimpo.

– O que foi, Bernardo? – Jélly grita preocupada com minha atitude.

Melly e Jorge não estão lá, vou pra fora d Casa de shows e chego a

tempo de ver tudo.

– Você não passa de uma piranha!

– Para com isso, Jorge! – Melly tenta acalmá–lo, segurando em seu braço.

– Não encosta em mim! – Ele a empurra e acerta um tapa em sua face.

Não sei como chego até ele, mas o puxo pela jaqueta e ao se virar, ele

arregala os olhos, tomando um susto em me ver ali. Um soco, carregado

com toda minha raiva acerta a cara do maldito, nunca senti tanto prazer

em bater em alguém. O filho da puta desaba e logo todos seus amiguinhos

vêm pra cima de mim. Uma multidão surge lá fora, todos pra assistir

a briga que muitos previam.

– Tá maluco? – Grita um deles. – Cê tá morto agora!

– Ninguém vai encostar um dedo nele! – Marcão grita e tenta me segurar

ao mesmo tempo, que sem pensar queria ir pra cima e quebrar, ou

pelo menos tentar, a cara de todos eles.

Jorge se levanta, com a cara coberta de sangue, eu abri um corte na

sobrancelha dele. E isso me abre um sorriso de orelha a orelha. O covarde

então tira da cintura uma pistola e aponta em minha direção.

– Sai da frente, Marcos! – Ele grita, enquanto todo mundo em volta

começa a se afastar e berrar desesperado. – Essa bala é pra ele.

Marcos fica paralisado, e eu pulo pra frente dele. 

– Vai, cara! – Grito chegando mais perto. – Senta o dedo nessa porra!

Covarde dos infernos.

Jorge me olha nos olhos, nunca tinha esperado tanto daquele merdinha,

não consigo acreditar no fato de que um cara desses ia me matar.

– Tá esperando o que? Atira!

– Para com isso! Não atira não! – A multidão grita desesperada. – Alguém

A Epifania de BernardoOnde histórias criam vida. Descubra agora