Havia duas palavras para resumir os dois últimos dias da sua vida. Caos e barulho.
O primeiro vinha com o despertar na mansão dos Son, descobriu sobre o contrato louco, mirabolante e insano que ele mesmo ajudou a criar enquanto estava bêbado, contudo aparentemente genial e então saber que não apenas três famílias, mas outras duas queriam ele e que por causa do contrato feito às pressas sem a família Park e Im saberem, deu margem para uma confusão dos demônios onde ele nem sabia direito como foi se meter no meio.
O fato era que o caos estava ali, seu contrato estava sendo revisado para encaixar mais duas famílias e Baek só assistia a tudo chocado o bastante para nem se dar ao trabalho de discutir. Primeiro porque os valores subiam mais do que se fosse um leilão, algo que até mesmo para ele era irracional e outra porque aqueles homens todos queriam uma só coisa dele, e não, não era sexo alucinado em superfícies horizontais, verticais e inclinadas, não, eles queriam casamento, para sempre, um baby forever e a bizarrice toda era que ele, depois de dizer para Kim Jongin que queria daddys e um relacionamento como do Channy, estava envolto na situação até o pescoço.
Porque a verdade era uma só, Channy era baby de casamento e ele foi tomado como um também e aquele ponto era o único que não estava em discussão desde que ele leu seu próprio contrato uma hora depois de despertar na mansão dos Son e surtar sozinho no escritório luxuoso deles e depois ligar para Zitao e surtar de novo. Ligando do telefone do escritório inclusive, pois além de tudo ainda tinha perdido o celular em algum lugar que não fazia a mais remota ideia de onde.
Por fim aceitou o inevitável e foi então que a baderna começou, o que acarretou na sua segunda definição de situação louca. Barulho.
De início pensou que bilionários elegantes e podres de ricos eram tão civilizados e certinhos quanto mostravam na TV certo? Errado. Absolutamente errado, aqueles homens eram piores que ajumas em mercado de peixe e não era como se fosse meia dúzia de executivos engravatados falando sobre a bolsa de valores, aquilo seria razoável, não, estava falando de trinta e seis caras cheios da grana, briguentos e todos querendo ele e pensando em vencer a tapas.
Não que ele tivesse presenciado alguém bater em outro, embora ele esperasse isso a qualquer momento àquela altura, mas que já havia rolado coisas quebradas e gritos isso houve e Baek só podia assistir a tudo aquilo chocado demais para reagir. Se sentia em um jardim de infância com uma sala cheia de garotos mimados brigando pelo brinquedo novo do pedestal central.
E a bizarrice não terminava ali não, por que embora a confusão começou na manhã em que ele acordou e ainda não tinha acabado virando dois dias já, eles paravam para comer e até rir juntos de piadinhas, interrompiam a briga e a discussão de adendos e uma série de números infinitos de apartes, para ligações e todas as outras coisas e Baek era tratado com muito dengo, cuidado e de forma gentil por todos eles e assistido com atenção exagerada desde sua alimentação até com o banho e sono.
Parecia um desenho animado maluco e ele ainda nem sabia o nome de três quartos deles. Eram muitos rostos, nomes e cargos para memorizar, além do que aparentemente era os mais velhos quem estavam negociando e os mais novos assistiam divertidos.
Era segunda feira e eles não tinham chegado a lugar nenhum, ninguém saiu para trabalhar e os empregados apenas passavam para recolher destroços, trazer comida e levar e trazer telefones.
Dava dor de cabeça só em permanecer ali assistindo tudo aquilo, sinceramente. Mas ele fazia questão, foi a coisa que bateu o pé, afinal a vida era sua e eles concordaram.
Bufou quando sentiu seus olhos pesarem de novo.
Um deles se sentou ao seu lado e ele já reconhecia o homem pelo perfume, era um dos três que mais ficava com ele enquanto a loucura corria solta pela sala da residência. A verdade era que todos eles eram lindos, parecia um festival de desfile da G magazine ao invés de uma briga por um contrato que Baek nem sabia mais no que iria resultar, eles eram lindos, educados com ele e o olhavam em níveis diferentes de interesse, carinho, curiosidade e desejo.
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Contrato Insano
Fiksi PenggemarBaekhyun precisava urgentemente de dinheiro e também estava cansado de ser amante sem ganhar nada com isso, mas casar já era algo bem diferente. Jeongmin só queria ser livre e viver com seu primo Baek na capital longe do tio louco, porém depois de s...
