O presente inesperado

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 Baek acordou com uma fresta de raio de sol sobre si. Piscou antes de se espreguiçar e se viu diante do peito nu e forte de Nam. Sorriu. O marido geralmente dormia como um cachorro grande ocupando grande espaço, mas agora parecia meio desconfortável encolhido na cama, pelo visto ele estava com medo de perturbar o seu sono.

  Baek tinha sono leve.

  Então braços cobriram sua cintura e logo um termômetro surgiu no seu campo de visão antes das mãos grandes e fortes de Kangin colocarem o pequeno objeto de baixo do seu braço enquanto o puxava para que sentisse sua temperatura com os lábios também. Baek podia zoar dizendo que o grande marido individualista estava com ele em cama compartilhada, mas então seus olhos capitaram a bagunça no quarto e ele ficou mudo.

— Mas o que...?

— Bom dia, amor — E Baek teve seu rosto suavemente beijado pelo marido — Como se sente?

— Com um termômetro frio no meu corpo e mal acordei.

  Resmungou meio alienado enquanto subia por cima do marido grande e olhava colchões e mais colchões espalhados pelo chão do grande quarto. Uma olhada mais afiada e constatou: todos os maridos estavam ali em diferentes estágios de sono, posições e numa bagunça até que adorável aos seus olhos.

— Estávamos todos muito preocupados, querido — E Kangin pegou o termômetro e conferiu com um sorriso de canto — Está normal agora. Que bom.

  Baek sorriu, aquilo queria dizer que ia poder...

— Nada disso mozão, hoje para você é repouso — Yesung colocou a cabeça na cama e sorriu todo reluzente, aliás muito reluzente para uma pessoa que acaba de acordar, Baek não entendia como os maridos tinham aquele poder sobre ele, mas era só sorrirem fofo e pronto, lá se ia sua desobediência. Quase fez bico, porém YeYe veio engatinhando para  a cama e o abraçou — Vamos seguir as recomendações ok? Fiquei preocupado Baek, você é meu coração, se ele se machuca, eu sangro.

  Baek ofegou e acabou abraçando o marido mais forte.  Eles eram tão especiais... Era por aquelas coisas que tinha mais certeza que tinha feito o certo. Que daria aquele presente a eles. Que daria o último passo naquele relacionamento especial.

— Mas então não vamos ver as crianças montar a árvore de natal?

— Vamos, mas você vai ficar deitadinho no sofá.

  V respondeu se espreguiçando e quase dando um tapa em Wonho que resmungou e pegou toda a coberta. Baek queria se jogar ali e sair mordendo todos os maridos, tamanha alegria em ver todos juntos dele no quarto, contudo se conteve. Uma porque sentia seu corpo meio pesado mesmo e outra porque mudou os planos.

  Não ia dar o presente deles a noite, iria dar agora, os maridos todos estavam ali mesmo e a surpresa seria melhor se o pegassem desprevenidos.

 Ano passado se rendeu a ideia do Chan e deu ternos para os maridos, mas agora... O presente seria íntimo, pessoal e intransferível. Sorriu de novo agradecendo a Mimi internamente pela ajuda e silêncio, sem ela e a discrição do marido ourives dela, nada daquilo daria certo.

  Se ergueu na cama, acabando por ver que usava a camisa larga de dormir do Nam... Seus maridos adoravam vê-lo vestido em suas roupas, e fez cara de sono exagerada...

Contrato InsanoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora