— Amelly do que você está falando?
— Sua prima ainda trabalha na torre de vigilância?
— Sim, mas me explica o que está acontecendo...
— Soldado, eu ordeno que você me leve para torre de vigilância imediatamente!
Isaac fica por alguns segundos imóvel, mas ao ver que algumas pessoas estavam nos observando aceita a minha ordem e lidera o caminho para torre de vigilância.
A torre de vigilância era um ponto da nossa Cidadela em que ficavam todas as câmeras. Como uma das iniciativas do meu pai para manipular o povo ele decidiu quê a torre de vigilância seria cuidada pelos cidadãos ao invés de utilizar uma inteligência artificial que era o normal.
Para o povo as pessoas que trabalhavam lá eram chamadas de "os olhos dos deuses" porque eles sabiam de tudo que acontecia na cidadela dos deuses e também do lado de fora. Eles eram uma das formas que Cheester se mantinha atualizado além dos seus espiões.
Por conta disso se alguém poderia teria as respostas para o que estava acontecendo seria a Raquel que era a líder da equipe de vigilância.
Entramos sem dificuldade na torre e vamos até a sala dela que se encontrava no topo da Torre.
— Oi Raquel, nunca me canso de dizer que esse uniforme branco cai muito bem em você!
— Olá, Amelly já faz muito tempo! — Ela vem ao meu encontro e me abraça. — Primo só não vou lhe abraçar porque você sempre está por aqui.
— Justo. — Ele sorri.
— Então o que lhe traz aqui Amelly?
— Preciso saber onde estão os lideres das famílias.
— Ativar protocolo 356-C, código de acesso 27DG56. — A sala toda se fecha. — Pronto assim essa conversar não sairá daqui. Parece que a Dott bloqueou o acesso da torre a uma série de câmeras e estou tentando recuperar, porém por enquanto não estou conseguindo. E tenho certeza que isso foi coisa do b****** do Cheester.
— Droga!
— Amy... — Isaac pega minha mão. — O que está acontecendo? Por favor, me explica para eu poder te ajudar.
— Esse é o problema Issac, eu ainda não sei exatamente o que é. Pensei que encontraria as respostas aqui. — Eu acho que meu pai tem estudado sobre as consequências da viagem no tempo, e não é por acaso que juntou todas as famílias que são aliadas no dia que sua máquina do tempo gigante está praticamente pronta. Tem algo muito errado acontecendo aqui.
— Amelly eu acho que tenho algo que pode te ajudar...
— Prima, o que foi que você descobriu? — Questiona Issac em um misto de desconfiança e curiosidade.
— Nos últimos meses o clã Polares tem investigado relatos de pessoas desaparecendo sem deixar qualquer rastro. Uma hora elas estavam lá, no outro já não estavam mais.
— Meu Deus...
O clã de Polaris era composto por justiceiros. Eles protegiam o povo, mas não respondiam aos meus pais. Grande maioria os via como extremistas, porém outros eram agradecidos por sua existência e por serem focados em proteger o povo e não seus deuses.
— Pelos deuses! Como você sabe disso? Ainda está andando com Declan, não é!?
— Sim. — Ela responde sem jeito. — Mas essa não é a pior parte Isaac. Os boatos não são mentira, um membro da nossa equipe sumiu alguns meses atrás bem diante dos nossos olhos. — Escorre uma lágrima dos olhos dela, vou abraça-la, porém ela pede para eu esperar. — E como os deuses, seus pais Amelly, não estavam aqui para nos ajudar e o Cheester quis abafar o ocorrido. Eu e a minha equipe deixamos o clã de Polaris se infiltrar na Cidadela para conseguir respostas dos deuses.
Agora mais do que nunca me sinto determinada a intervir na situação porque se o Clã de Polaris confrontasse os meus pais e todas as outras famílias. Haveria derramamento de sangue e no final não chegaríamos a lugar nenhum.
Precisava descobrir exatamente o que estava acontecendo para poder resolver isso de forma pacífica.
Com isso em mente explico para os dois que preciso ir e mesmo eles resistindo no fim acabei conseguindo convencê-los. Depois de analisar as câmeras que foram desligadas. Vou em direção ao local onde meus pais e os líderes das famílias se reuniram e me sinto um tanto envergonhada por não ter me dado conta antes do lugar onde eles foram.
Havia uma sala que não constava na planta só eu e meus pais sabíamos de sua existência, esta sala foi criada para duas coisas: uma delas era para caso houvesse uma rebelião e a outra era para o caso de uma invasão.
De um jeito ou de outro a sala tinha sido designada para um único objetivo: nos proteger.
Ao passar pelo corredor da sala tomo um susto ao ver a Dott em seu corpo mecânico parada no modo de descanso. Vejo que as luzes da sala estão ligadas e a porta está entreaberta. Vou me aproximando devagar e paro para tentar escutar pela brecha o que estava sendo discutido.
— Realmente, chega a ser patético o fato de que vivemos em um universo que Kirill e Dylan Karter estão certos. — Escuto a voz de Atila um magnata, dono da constelação de Éter que é conhecida por seus bares e corridas extremamente perigosas. — Odeio esses Guardiões fanáticos!
— Entendo que seja frustrante, mas respeite os dois. Mesmo que estejamos em caminhos opostos Dylan Karter é meu amigo. — Diz meu pai. — Nem ele, nem sua esposa Teresa e seu filho merecem o destino que os aguarda. Entretanto isso é sobrevivência, não há tempo para ética.
— De fato são tempos difíceis. É um desperdício deixar toda essa mão de obra tão barata para trás. Isso sim me deixa triste, todavia esse planeta vai desaparecer em dez horas e como você disse não há tempo para sentimentalismo. — Essa era Rube, uma das mulheres mais influentes do universo e parte do conselho do universal.
Coloco as mãos sobre a boca ao ouvir que o planeta seria apagado. Luto para não entrar em estado de choque.
Isso não é possível. Planetas não podem apenas sumir.
Todavia vejo pela brecha da porta minha mãe me encarando e fazendo sinal para que ficasse em silêncio. Me viro rapidamente para ir embora, porém dou de cara com Dott que me segura. Vejo que minha mãe se levanta e pede licença enquanto vem na minha direção, continuo tentando me soltar, mas não tinha força para me livrar de Dott.
— Mãe, mãe, mãe. — Falo quando ela para diante de mim. — Manda ela me soltar.
— Calma filha. — Ela faz som de silêncio e faz sinal para Dott que me injeta alguma coisa. — Vai ficar tudo bem...
— O que ela injetou em mim? Não... Eu... preciso... avisar...
Vejo tudo ficando cada vez mais embaçado e apago.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Os Deuses de Ceres
Khoa học viễn tưởngA filha de uma importante família de alta classe precisa escolher entre dois mundos quando descobre um importante segredo que vai mudar o curso não só do planeta Ceres, mas também de todo o universo. Logo todos irão descobrir o quão impiedoso o temp...
