Invasão de Propriedade

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— Ainda bem que não batemos o carro. — Eu me alívio.

— Finalmente em casa. — Diz Levy abrindo a porta.

— Meu deus Levy, seus amigos são loucos. — Digo me lembrando das historias da Cana.

— Que nada, você ainda não viu quando junta todo mundo, é que os mais bagunceiros tão viajando. — Ela começou a rir um pouco — Vem, vamos pro quarto.

— Tô morrendo de sono. — Disse me espreguiçando.

— Você pode ficar com a cama da Juvia. — Disse apontado pra cama com decoração de praia.

— Haha, a Juvia não muda nunca, — Disse Kinana rindo. — mas, não vai ter problema não?

— Claro que não.

— Okay então.

— Bom, enquanto você arruma as suas coisas eu vou tomar um banho.

— Tá, só não cai no chuveiro.

— Hahaha você é muito engraçada, como eu vou cair no chuveiro se ele fica no teto?

— Você me entendeu, depois sou eu.

Depois que Levy entrou no banheiro, resolvi xeretar o quarto dela, quando abri seu guarda-roupa a primeira coisa a me chamar atenção — depois de uma lingerie — foi uma caixinha decorada com adesivos brilhantes como as dos álbuns de figurinha que colecionávamos quando criança. Ao abrir a caixa me deparei com uma pilha fotos da Levy e alguns amigos, alguns eu reconheci de festa na lanchonete, e outros eram completos estranhos, enquanto passava as fotos percebi que estavam em ordem das mais recentes paras mais velha, então peguei logo a última do monte, era exatamente a que eu estava esperando, eu estava dando um sorriso pra câmera e a Levy estava mais ao fundo com uma cara emburrada, me lembro perfeitamente desse dia, estávamos no terceiro ano e era apresentação de páscoa da escola, Levy ficou brava porque iriamos dançar vestida coelhinho, mas no final do dia nós nos entupimos de chocolate...

— Tá fazendo o que Kinana?

Puts! Ela saiu mais rápido do que eu esperava, o que eu faço, o que eu faço?

— Levyyy, o que é isso aqui em? — Pergunto apontando pra lingerie dela, fazendo cara de safada

— ME DEVOLVE ISSO! — Ela corre atrás de mim com o rosto corado — Foi a Juvia que me deu. – Ela tropeça e cai de cara no chão.

— Não sabia que faziam lingerie tamanho infantil hahahaha

— Muito engraçado, agora me devolve. — Ela me estende a mão e eu entrego pra ela.

— Acho que é minha vez de usar o banheiro. — Pego meu pijama e minha toalha e entro no banheiro.

Não demorei muito para sair. Levy continuava acordada e mexia no celular.

— Eu nunca vi você mexendo no celular, o que tá fazendo?

— Lendo um livro.

— Nossa, tava esperando um negócio mais, sei la, diferente, — Não sei porquê criei expectativas — parece que algumas coisas nunca mudam. Sobre o que é esse livro?

— Sobre um cara que encontra um livro do satanás, e agora ele tá sendo perseguido, é bem legal.

— O Jet e o Droy n paravam de correr atrás de você, já decidiu com qual vai ficar?

— Ei, você me ignoro.

— Responde.

— Nem inventa, jamais, impossível, prefiro alguém um pouco menos desesperado, mas, e você, é o terror dos garotinhos?

— Não mesmo, até porque eu não gosto de ninguém.

— Sanduíchi ichi, tem algo ai.

— Cala a boca, você tá bêbada. — Viro e espero o sono chegar.

— Eu ainda vou descobrir isso — ela para de falar, acho que apagou.

*

Quando acordei chamei a Kinana pra tomarmos café da manhã, fiz pão na chapa pra gente, e enquanto conversávamos na cozinha, de repente ouvimos um barulho bem alto vindo do quarto.

— Ai meu deus é uma assombração. — Disse Kinana com medo.

— Eu vou lá ver o que é. — Disse assustada.

Vou andando pelo corredor, e, é claro, só podia ser ela.

— MAVIS! Não é mais fácil tocar a campainha?

— É que eu queria pegar outro livro emprestado.

— Então no mínimo me avisa.

— Desculpa.

— E você não vai pegar mais livros antes de devolver os últimos que pegou.

— Não é justo, eu já disse que a culpa não foi minha, o Natsu que entrou no meu quarto e queimou eles — infla as bochechas e cruza os braços.

— A Lucy deveria mesmo trancar melhor aquela casa.

— Você não pode falar nada, e entro aqui o tempo todo.

— É, tá ficando igual ao Natsu.

— Mas por favor, deixa eu pegar o livro.

— S se você ler ele aqui.

— Okay. — Os olhos dela começam a brilhar.

Depois disso fomos pra sala antes que a Kinana pensasse que eu morri.

— Aqui sua assombração. — Disse apontando pra Mavis que estava ao meu lado.

— AAAAAAAAA! A loira do banheiro, alguém me salva. — Ela fala sarcasticamente.

— É só a Mavis, ela têm o péssimo habito de invadir a casa as vezes pra pegar meus livros.

— É que você quase nunca tá em casa.

— É mais errado ainda, você poderia ser presa sabia? — Ameaço. — Bom... ela vai ficar pra ler um livro meu.

— Sim, mas antes eu vou pegar umas coisas lá em casa.

— NÃO! Mavis, você não vai ficar, é só pra ler o livro... — Ela me deixou falando sozinha. — É, ela se convidou pra ficar. — Quando será que vou conseguir um tempo a sós com minha best?

— Hahaha, deixa ela ficar, não é como se fosse atrapalhar.

Mavis bateu na porta logo em seguida — que rápido — quando àbri vi a loira com um gato nos braços e um saco de ração.

— Espera, porque você trouxe o Happy?

— O Natsu me deu pra cuidar enquanto ele viaja.

— Como ele é folgado em, ele tem irmão pra isso.

— Eu queria conhecer o irmão dele, e fui eu que me ofereci pra ficar com gato.

— Ele não vai morrer se ficar sozinho por algumas horas.

— Não é isso, é que o Natsu disse que ele foge fácil.

— Francamente, e com a proteção daquela casa... — Desabafo — Tá mas, só não atrapalha.

depois disso Mavis foi pro quarto com o livro em mãos e Happy a seguindo.

— Ki-chan, porque o seu nome no whatsapp está como Cubellius? — Pego o celular dela.

— Pera ai, como você descobriu.. — Ela olha pra mim — Ei, onde pegou isso?

— Na sua mochila, — Devolvo o celular pra ela — mas vai, me conta.

— Lembra da história da cobra que eu contei ontem?

— Acho que sim.

— Então, ele deu o nome pra cobra de Cubellius, e como as escamas dela são da mesma cor do meu cabelo eles começaram ame chamar assim.

De repente meu celular começa a tocar, era a Wendy.

— Moshi moshi.

— Levy preciso de você, urgente.

Best Verão EverHistórias para pegar e não largar. Descubra agora