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Depois da tempestade, sempre vem outra tempestade

Thomaz

A sensação de missão cumprida é sempre muito bem vinda e prazerosa. É automático que Baker vença uma "disputa" entre mim e ela, como a coitadinha do dia. Mas, dessa vez, eu venci, como o bom competidor sistemático que sou.

— Seu imbecil! — Um tapa me atinge com tudo. Toco o lugar do choque da mão. Está ardendo para um caralho!

— Louca! Que merda foi essa?!

— Seu babaca! Não sabe no que pode resultar essa sua brincadeirinha idiota?!

— Sei. Sei muito bem. E não ligo. — Dou de ombros. Eu não dou a mínima. Por mim, que se afogue em álcool e lágrimas.

Karoll me dá um empurrão e sai correndo porta à fora como uma maluca. Eu, hein...

— Hm... Cara, não acha que pegamos pesado demais com a Ashley, não? Tipo, eu curtia mais as provocações de antigamente, sabe? As mais leves...

O Matthew me dizendo isso? Ele?! Não! Tem alguma coisa errada!

— O que foi agora, Matt? Tá do lado da estranha agora?! Ela mereceu e você sabe muito bem disso!

— Olha, só porque os pais fazem uma coisa, não quer dizer que os filhos devem fazer também. Principalmente se essa coisa for errada!

— Você não tem razão para opinar, Matthew! Você soube muito bem o que iríamos fazer e aceitou mesmo assim!

— Porque eu era o seu amigo, Thomaz!

Era?!

— Isso mesmo. Eu era o seu amigo. Essa palhaçada acaba aqui. Eu estou fora. — Deu as costas e saiu andando, sem atender aos meus chamados. Idiota!

Josh vai atrás dele, como o ótimo amigo que ele é. Eu não preciso desses caras. Sou amado pelos outros sem precisar desses falsos imbecis!

O silêncio paira sobre mim.

— O que é que foi?!

Olhares alternados são lançados entre mim e a minha mãe, que apareceu não sei da onde. Meu coração erra uma batida quando a vejo segurando uma das fotos de Angélica em suas mãos.

— Pode me explicar o que está acontecendo?

— Está bem óbvio, certo?

As pessoas ao redor viraram os rostos e voltaram a circular ao redor da escola, especialmente para o refeitório, que é um ótimo refúgio, principalmente para momentos constrangedores como esse. Falsos.

— Thomaz, me acompanhe até a sala da diretoria, por favor. Não irei falar de novo.

Por que ela está falando comigo como se eu fosse mais um aluno qualquer dessa merda de colégio? Me sinto ofendido!

— Desculpa, mas não vai dar. Tenho que fazer umas coisas e...

Minha orelha é puxada com tanta força que, se fosse possível, descolaria nesse exato instante. Agora sim ela está "falando" como mãe e não como diretora. Creio que estou odiando isso. Ter a atenção chamada dessa maneira na frente dos outros? Cara, isso é humilhante!

CHAOS - HATE OPERATION [EM HIATUS]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora