A pequena amante rosas

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Ao nascer do sol, seus raios invadiram a sala sem perdir licença. Meus olhos se abriram com dificuldade e o desejo de permanecer ali era maior que quase tudo, porém eu tinha uma surpresa para fazer.

Enrolada no cobertor e andando como um zumbi pela casa que ainda estava fria pela noite. Subi até o quarto dos meus pais para tomar uma ducha quente para poder comprar as coisas.

Fechando a porta do quarto sem ranger, fui até a cama e deixei o grosso cobertor sobre ela e o frio da manhã tocou minha pele causando arrepio.

Por um breve momento olhei para baixo e corei, minha camisola era fina e curta com rendas e flores pregadas. Meu interior foi ficando quente.

-- Mas qu... que coisa -- bati as mãos ao lado do corpo e com passoss duros me direcionei ao banheiro.

De baixo do chuveiro olhando para cima com a água quente me cobriando e isso me trazia uma sensação de prazer incrível. Assim que acabei me enrrolei na toalha e coloquei o grosso roupão.

No closet , havia várias e várias roupas de minha mãe. Ela decidiu não levar velharias para a cidade grande quando se mudou.

Ao passar os cabides de roupas, me reconheci em um vestido de inverno. Ele era Preto com flores em marrom claro, com babados nas pontas e eram da altura dos meus joelhos.

Eu o vesti, mas faltava algo. Peguei um sobretudo vinho com Rosas em vermelho vivo, uma meia calça preta e uma bota que tinha pelúcias.

Eu arrumei o cabelo e coloquei o capuz. Saia do quarto e descendo as escadas percebi como aquele traje era gostoso. Após fechar a porta principal, me virei e segui em frente. Mas antes eu olhei para onde estava a janela enorme na sala.

E eu fitei a enorme casa atrás de mim. O primeiro andar era a garagem e meu carro se encontrava lá. O segundo era onde estava o hall de entrada , a sala e a cozinha. E o terceiro era os quartos.

Sobre a área de lazer em frente a garagem e em cima um jardim. Lá deveriam estar as pegadas do visitante.

Eu me virei e sorri enquanto seguia para descer a rua ingrime. A casa era em uma pequena montanha. E havia um mercador que ficava um pouco mais para cima. Era só pegar a rua que vim e em uma curva subir um pouco mais a cima.

Caminhando pela estrada cheia de neve, a paisagem toda branca e o Verde de poucas folhas das árvores. Eu voltei meus pensamentos na noite anterior.

-- Aqueles ...olhos... -- sussurrei passando as mãos em minhas orelhas sem pensar.

Naquela noite eu estava com aquela camisola, e ele me encarou por todo o tempo com aqueles rubis.

Suspirei....

Meu corpo estava se aquecendo, porque aquilo me causava tantas emoções. Eu ja me apaixonei quando era criança, e me arrependi muito.

Já sentia o rubor diminuir ao lembrar daquelas tristes lembranças.

-- Um amor de criança. .. -- sussurrei me convencendo. E virei a esquina para subir a ingrime estrada, e com a inclinação já senti meus pés deslizarem um pouco.

-- Cuidado. ..Cuidado... -- minha voz estava pesada e saindo fumacinha pelo frio.

Eu sentia minha bota querer escorregar a cada passo. E com as mãos aquecendo sobre o coração para tentar acalmar o medo de cair.

-- Ei .... moça?

Levantei a cabeça , parando de fitar o chão, e olhando a pequena menina de trancinhas loiras e olhos verdes. Ela carregava um pacote com várias coisas aparentemente, e com um buquê de lírios rosa em cima.

Um reencontro de Eras !!Onde histórias criam vida. Descubra agora