Camila Cabello

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Hallo meu povo e minha pova. Seguinte, esse capítulo é importante para a história assim como todos os outros né . Enfim eu ia fazer desse capítulo O capítulo ia ser o mais foda. Pelo menos na minha mente seria kkkkk enfim mas se eu fosse colocar tudo em um cap só ele ficaria gigantesco, com mais de 10 mil palavras. E eu não tenho toda a criatividade da autora de TAT para escrever capítulos longos e mais longos e ter ainda mais criatividade kkk. Enfim esse cap tá bom pela minha visão e eu acho isso importante. Eu só queria explicar algumas coisas povo. Tudo o que eu deixo em aberto, sem uma explicação aqui na fic vai SIM ter uma explicação porém depois acalmem as bundas. VEJAM AS NOTAS FINAIS PQ EU JÁ FALEI DEMAIS AQUI BORA PRO CAP

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IG: Thamzcs

LEIAM THE TRUE SELF TA NA MINHA CONTA

SEM REVISÃO

POV CAMILA


O próprio ar parecia feito de chamas. Em minha  dor e confusão, senti o meu corpo indistinto, como se houvesse se derretido no calor em volta.
Lentamente, recobrei a razão, só para desejar não ter feito isso. Eu sabia onde estava.Na cabine do suor.
A jaula cheirava a sujeira e podridão, suor e sangue. Talvez tivesse cerca de 1,50 metro de comprimento e a metade da largura, pequena o bastante para que eu não pudesse me esticar e tão curta que precisaria me dobrar para a frente se tentasse ficar de pé. Não que tivesse vontade de me levantar; não queria me mover nem um milímetro. Estava inundada numa semiconsciência nebulosa, imersa na dor e ardendo em febre. Meus olhos embaçados e inchados, quase fechados com as feridas, visualizaram barras de bambu estreitamente espaçadas com metal as segurando, o teto de metal ondulado e, abaixo dele, uma esteira de palha imunda. Minha visão estava tão oscilante que a própria palha parecia tremer com uma vibração sutil. Eu sentia muita dor.

Alguns dos ferimentos eram da luta. Os nós dos dedos, inchados e cortados em talhos profundos, latejavam, assim como os ossos das mãos inchadas. A mão direita não funcionava bem e estava quase certamente quebrada. Ambos os pulsos doíam profundamente. Os cortes feitos pela faca: um, uma faixa de fogo em meu braço, o outro, uma ardência urgente percorrendo as costelas, doíam tanto, mesmo naquele torpor, que eu sentia como se as próprias feridas estivessem se movendo. As pancadas generalizadas haviam inflado meu corpo inteiro, deixando-o rijo e latejante, da cabeça aos pés.
A maior parte dos danos ocorrera, obviamente, depois da luta, depois que alguém batera em minha nuca. Essa parte da história eu inferia pelas evidências: o inchado dolorido na base do crânio, os muitos hematomas, a extrema sensibilidade e o inchaço por todo o rosto, os lábios rachados e, especialmente, os ouvidos zunindo, com as orelhas feridas. Minha cabeça inteira rugia com a pior dor que já sentira… sem dúvida, uma concussão.
No fundo da boca, faltava um dente. Perguntei-me vagamente se o teria engolido. O pior de tudo eram as costelas, que pulsavam com a dor de cima a baixo e de ambos os lados; pareciam se estilhaçar a cada vez que eu respirava fundo. Doíam tanto que pareciam tremer ligeiramente. Estavam contundidas, talvez trincadas ou quebradas.
Eu já contundira as costelas antes; conhecia a dor e sabia quanto tempo demorava a recuperação. Só uma eternidade, mais ou menos, uns 4 dias porém como minha alimentação aqui não será como dá última vez provavelmente a cura será mais lenta o que me daria talvez uma semana.
A dor e esse inventário metódico de danos me levaram cada vez mais longe da inconsciência. Meu nariz latejava e não inspirava nenhum ar. A sensação era a de que havia sido tapado com sujeira enquanto eu dormia. Sangue com muco. Provavelmente estava quebrado também. Imaginei, na reação condicionada de todos os boxeadores, que aparência teria o nariz dessa vez. Depois, considerei quão piores os cheiros na cabine do suor deveriam ser, se já eram tão pungentes para um nariz quebrado. Terríveis.

Ilha Fênix - CamrenHistórias para pegar e não largar. Descubra agora