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POV LAUREN

Mais um novo começo, é difícil passar por tantos lugares, em tão poucos anos, é difícil conhecer novas pessoas, mas é fácil matar novas também, é difícil quando se passa a adolescência quase toda num laboratório inconsciente, é difícil acordar, não se reconhecer, e se deparar com um futuro totalmente diferente do que você tinha antes de tudo acontecer, ter um "poder" como o que eu tenho em mãos é ruim, talvez quem veja de fora acha que é bom, mas ter tantas almas nas costas e não ter controle quando se está com raiva, não é tão legal assim. Meu "poder" consiste em conseguir manipular o sangue das pessoas, porém eu deixo-as acharem que é só eu falar que acontece, na verdade eu manípulo com os dedos, tanto das mãos quanto dos pés, é um inferno. Uma vez quando eu ainda não tinha o controle do meu "poderes" eu fui a um musical quando ele acabou eu bati palma e bom algumas cabeças explodiram, seria cômico se não fosse tão bizarro. Zayn vivia me falando que eu tinha muito mais "dons" (assim que ele chama meus "poderes") do que eu poderia imaginar, e eu descobri apenas alguns deles, eu consigo meio que ler as pessoas, saber o que elas estão sentindo. Quando estou em lugares muito movimentados eu ouço os pensamentos delas, mas isso é totalmente bizarro, eu não consigo nem lidar com os meus problemas, imagina com várias vozes na minha mente. Porém é só quando tem muita gente. Força, reflexo,olfato, e etc... eu sei que é pelo fato de ser híbrida. Eu odeio tanto tudo isso. E agora tenho outra guerra para enfrentar, que não é psicológica.

— O que vamos fazer agora Cabello?

— Bom precisávamos sair daqui, conseguir ver lá fora porém eu não tenho visão de raio-x.

— Nem eu, mas eu consigo sentir o calor das pessoas.

— O que? Você consegue ver além das paredes? Garota, qual o seu problema?

— Sim idiota, por acaso parede tem sangue? Bom tenho muitos problemas e adivinha só, você nunca vai saber todos eles.

— Okay, Okay. Agora vê logo ao redor.

Respirei fundo e me concentrei, isso me desgasta muito. Olhei ao redor.

— Tem uma torre e pelo que consigo enxergar tem dois guardas, um dos guardas é mulher e estão um em cada extremo da torre, acho que eles têm armas, não sei ao certo. — olhei para esquerda.

— Acho que tem uma estrada, e tem mais dois guardas, uma delas é mulher também, com uma bela bunda por sinal.

— HEYY! — me deu um tapa no braço.

— O que foi porra? Isso doeu.

— Era pra doer mesmo vagabunda, faz amor comigo em um dia e no outro tá olhando para a bunda de outra.

— Nós fizemos amor Cabello?

— Eu não disse isso.

— Disse sim.

— Cala a boca e continua olhando o que tem a redor.

— Tem outra torre do outro lado, mais dois guardas, uma mulher igual a outra. Pelo visto estamos cercadas por uma grade, que pelo visto é elétrica.

— Droga, como será que o Carl entra aqui?

— Ele é guarda.

— Ele é guarda Jauregui, mas não conseguiria entrar aqui com aquela sacola sem ser percebido.

Ilha Fênix - CamrenHistórias para pegar e não largar. Descubra agora