6 - Sentença Vital

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Já no interior do castelo, Jungkook se encontrava com a cabeça apoiada por cima dos braços em um dos grandes parapeito em um corredor externo em uma das extremidades do palácio.

As caravanas dos Jeon e dos Jung haviam acabado de chegar em Dahlia mas ele já sentia falta do lar. Haviam viajado por cinco dias e agora fazia uma semana que não via sua família com exceção de Junghyun.

Seus olhos negros fitavam o povoado já iluminado após o repousar do sol sem realmente o enxergar, totalmente absorto em seus pensamentos. Sentia falta de sua mãe e de seus irmãos, principalmente de seus irmãos mais novos que eram muito próximos a si, eram sete e ele era o filho do meio.

Pegou-se pensando nos banquetes que haviam e nas canções que cantava ao redor de uma fogueira junto dos cavaleiros e soldados, lembrando-se dos risos aquecidos que pareciam derreter a neve quando faziam piadas ou contavam lendas para amedrontar os medrosos.

Jungkook sorriu pequeno para a brisa gélida da noite, fechando os olhos para aproveitar melhor daquelas lembranças e sentimentos.

Dahlia era um reino lindo e, com toda certeza, pensava ele, era muito acolhedor e encantador. As pessoas em sua maioria carregavam um bom humor e um sorriso fácil no rosto, além de possuírem um senso de humor assustadoramente cômico. O príncipe havia se encantado com o reino do Verão e estava muito ansioso para desfrutar de toda aquela cultura muito diferente do seu lar.

Tornou a abrir os olhos, os pensamentos se agitando nervosamente.

Não era difícil imaginar o porquê do Park ser tão devoto e apaixonado pela própria pátria, pensou ele. Entendia-o muito bem visto que as terras do Inverno eram suas favoritas no mundo inteiro. Dahlia era aconchegante e de certo um lugar carismático, portanto não se surpreendia com a negação de Jimin em ter que deixar o reino.

Suspirou com chateação. Era tão difícil. Tudo que envolvia Park Jimin e o fato de serem par um do outro, era tudo tão complicado. Já não era muito fácil dialogar com o outro príncipe devido á inúmeras circunstâncias tais como suas culturas e primeiras impressões um do outro, suas personalidades também eram tão diferentes. Estalou a língua diante dos pensamentos. E como se já não bastasse todos os empecilhos, havia agora aquele maldito ritual que era uma antiga e importante tradição nos quatro reinos e os membros do Conselho com suas ideias antiquadas.

Passou as mãos pelo rosto bonito em frustração e bagunçou os cabelos negros outrora bem arrumados.

Estava quase rezando á deusa da Lua para que tivesse piedade, embora não fosse devoto a ela.

- Está me irritando.

Ouviu de repente, assustando-se e olhando ao redor e só notando o local vazio.

A voz era raivosa e, Jungkook pode notar com estranheza, tediosa.

- Mas que merda... - Xingou embora fosse incomum e apertou a borda do parapeito entre os dígitos.

- Concordo. E, se não se importa, pare de pensar em tantas bobagens, está me incomodando. - A voz retrucou e Jungkook pode sentir com nitidez o ser lupino se espreguiçar e deitar-se com o focinho para o outro lado como se já tivesse encerrado a conversa.

Seu coração pareceu ter sido banhado em adrenalina ao constatar que era seu lobo falando consigo. Ele piscou aturdido.

- Você...

- É, é, eu. Pode me fazer a gentileza de tomar alguma atitude ao invés de ficar resmungando em pensamentos? Eu escuto todos eles se quer saber. - O lobo parecia encarar Jungkook firmemente com aqueles olhos rubros embora o nortenho estivesse sozinho naquele corredor.

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