Dezessete outra vez

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Festa de aniversário de Stella

Já arrumada, decidi sair de casa ainda cedo por estar ansiosa para o momento. Estava nervosa para aquele grande reencontro e quanto mais eu queria chegar logo, mais eu queria que demorasse por causa de meu nervosismo — paradoxal? sim, mas era a mais pura verdade.

Até onde eu fiquei sabendo, nenhum dos meus antigos amigos morava perto de mim para dar uma carona. E para completar, meus pais tinham saído com o carro. Então, arrumei-me bem antes do horário e fui para o ponto de ônibus, pois era o único jeito para chegar à casa de Stella.

Com minha pequena bolsa pendurada no ombro e o presente de minha amiga nas mãos, saí de casa e fui até o ponto de ônibus mais próximo. Agradeci aos céus quando ele chegou rapidamente e quando eu me dei conta, depois de dez minutos de viagem, eu já tinha que descer — pois Stella não morava tão longe quanto imaginei.

Pedi informação no comércio que ainda estava funcionando naquele bairro e logo encontrei a casa de minha amiga — que era onde aconteceria a festa. Eu não conhecia muito bem o lugar e para não me perder, precisei me localizar de alguma forma.

Assim que bati na porta já ouvindo uma música alta, Stella me atendeu depois de segundos e logo comemorou pela minha presença. Lhe entreguei seu presente, lhe desejei feliz aniversário e ela logo me levou para a sala de estar onde todos os nossos antigos amigos que já tinham chegado estavam reunidos.

Lá estavam Olivia, Mike, Kimberly e Harrison — os amigos mais próximos que eu tive no ensino médio, sem deixar de mencionar a própria Stella. Fiquei sorridente ao vê-los após uns anos e sem demora, os cumprimentei animada. E por fim, cumprimentei os demais convidados desejando boa noite.

E foi nesse momento, que os comentários começaram.

Ao ver como eu estava atualmente, meus amigos não contiveram suas reações positivas ao notar minha mudança. Sim, eu realmente tinha mudado aparentemente e sempre ficava feliz quando alguém notava, comentava e principalmente, elogiava.

Realmente, eu não tinha mais nada a ver com aquela que eu era no ensino médio. Depois de me revoltar com minha aparência, resolvi fazer uma transformação e o resultado foi positivo. Agradeci aos elogios que recebi deles e notei que a que mais mudou desde o colegial, fui eu.

Começamos a conversar todos juntos automaticamente.

Começamos a dar muitas risadas, começamos a lembrar de acontecimentos antigos da escola e enquanto isso, cada vez mais gente chegava e se juntava a nós. Os assuntos eram muitos e desde o início, eu achei tudo aquilo bem divertido.

Depois de alguns minutos de conversa, ouvimos alguém bater na porta e imediatamente Stella foi atender. Continuei ouvindo as histórias que meus amigos contavam e logo em seguida, Kimberly arregalou os olhos quando olhou para trás de mim e logo aproximou-se.

— Avery do céu! Você não vai acreditar quando ver quem acabou de chegar, menina! — Ela disse, um tanto sorridente.

— O quê? Quem chegou? — Fiquei aflita.

— O japa! — Disse animada.

"Japa" na verdade era Kim Seokjin, o garoto mais bonito e mais simpático da nossa turma nos tempos de escola. E não, ele não era japonês. Todos nós sabíamos que Jin tinha suas origens na Coréia do Sul, porém o chamavam assim apenas por implicância — pois descobrimos que ele não gostava.

Jin era alto, tinha um corpo bem cuidado, olhos escuros e puxados, cabelo preto totalmente liso e um sorriso de dar inveja. E além de ter sido o garoto mais bonito e simpático da turma, foi também o meu 'crush' durante todo o ensino médio.

No more friendsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora