CAPÍTULO 25 - A chegada...

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  Estava olhando pela janela quando começa uma música que escutava quando tinha brigado com o Maxon, o mais estranho e que eu quase fiz um cover dessa música para o meu canal, só que voltamos antes de ter a chance.
-Tell me pretty lies/ Look me in the face/ Tell me that you love me/ Even if it's fake/ 'Cause I don't fucking care, at all. - cantava como se estivesse sozinha, lembro da vez que cantei no carro com o Maxon nesse dia cantei de brincadeira sabe? Mas dessa vez não, sempre tive um pouco de vergonha em cantar mesmo todos falando que minha voz é incrível...
-Caralho America, não sabia que cantava tao bem assim… - ele fala intercalando seu olhar entre a estrada e eu totalmente vermelha.
-Não é pra tanto também neh? As vezes você é muito exagerado! - falo sorrindo envergonhada.
-Eu sendo exagerado? America! Para de se rebaixar, acho que você teria um futuro na música. - ele diz ainda intercalando o olhar.
-Viu? Exagero. Desde criança gostava de cantar pela casa, minha mãe nunca me colocou uma escola de canto, fui aprendendo com o tempo. E não minha voz não é la essas coisas não. - falo dando de ombros ainda um pouco envergonhada.
-Mudando de assunto, eu to com frio onde que tá a coberta? -  ele diz agora concentrado na estrada.
-Ta ali atrás, pera vou pegar. - não sei como, mas a coberta quase foi parar de baixo do meu banco, me estico pra pegar, de costas para a frente do carro. Quando finalmente consigo pegar a coberta Maxon dá um leve tapa na minha bunda. - Ai Maxon! - falo voltando para o meu bando rindo.
-Desculpa, não me contive. - ele da de ombros rindo.
-Vai voltar! - digo apontando para ele.
-Eu não duvido disso. - ele diz rindo enquanto eu arrumava a coberta pra nós dois.
-Pronto, tá melhor?
-Ta sim, muito obrigado. - ele fala estendendo sua mão para que eu a pegasse.
Ficamos a viagem inteira rindo, de mão dadas e cantando, por incrível que pareça Maxon canta muito bem também.
Já estava quase chegando quando uma desespero percorre meu corpo, sei que não precisava ficar desse jeito, mas o medo do olhar decepcionado dos meus pais e da May, esse medo com toda certeza estava muito evidente, por que Maxon apertou minha mão de leve para chamar minha atenção.
-America tá tudo bem? O que tá acontecendo? - ele pergunta e sua voz esta repleta de preocupação.
-Tá, mais ou menos. Estou com medo de decepcionar meus pais e minha família. - meu olhos vão pra baixo um grande sinal de fragilidade, sinto o carro parando de pouquinho em pouquinho ate que ouço a porta abrindo, minha porta se abre depois de um curto tempo.
-America, sei como isso assusta, estamos indo para a sua casa com uma notícia que vai mudar as nossas vidas, então sei que vai ser difícil. Só saiba de uma coisa, eu te amo! Não importa o que aconteça eu estarei do seu lado, a reação sendo boa ou ruim vou de dar o suporte que você precisar. - Maxon diz isso me fazendo olhar em seus olhos que mesmo na escuridão da noite brilhava, como um céu estrelado.
Não conseguia dizer nada, eu sabia que se eu falasse alguma coisa não ia conseguir segurar a lágrimas, como te agora não estava conseguindo, a única forma que tinha para o agradecer era um abraço. O puxei para perto de mim o que o fez quase cair. Sentia pequenas gostas molhando minha camisa, sabia que isso estava sendo difícil pra ele também, ele se sente culpado por não poder ajudar em mais alguma coisa, como, por exemplo, ficar 24 horas junto comigo.
-Obrigada! - depois de um tempo consegui dizer. O abraço se estendeu por um tempo e depois voltamos para o carro.

10:30 P.M

Finalmente chegamos! Para ser bem sincera não tinha avisado meus pais, para eles não ficarem muito esperançosos, pois rinha medo de não podermos vir de fato, Maxon sabia disso, então era uma surpresa pra eles.
-Oh de casa! - gritei batendo palmas.
-Já vai! - escutei minha irmã gritando. - AMERICA? - ela grita assustada, então corre ate o portão, como as mãos trêmulas destranca o portão e quase me derruba no chão de tão forte que foi seu abraço.
-Que saudade May! - digo a abraçando forte e deixando algumas lágrimas escorrem pelo meu rosto.
-America? O que você tá fazendo aqui? Não avisou nem nada. - minha mãe fala mantendo a compostura e vindo me abraçar.
-Essa era a intenção, chegar de surpresa. - digo a abraçando forte.
-Gatinha! - meu pai, ao contrário da minha mãe veio numa corrida meio estranha.
-Pai! - ele era o único que penso que não vai se decepcionar comigo, o abracei forte, como o dia que eu foi embora.
-Que saudade que estava de vocês. - digo secando minhas lágrimas.
-America quem é esse? - May sussurra para mim.
-Gente esse é o Maxon, meu namorado. - não sei porquê, mas esse nome ainda me dava um friozinho na barriga.
-Prazer! - Maxon fala um pouco acanhado.
-Que bafafá é esse aqui? - Kenna aparece na porta com seu barrigão de 8 meses.
-Kenna! - vou ate ela, que parece ainda processar o que tá acontecendo, mas, mesmo assim, a abraço forte, depois de um tempo ela me abraça forte também.
-Menina o que você tá fazendo aqui? Você não deveria estudar?
-Então você não gostou da surpresa? Beleza, vou embora então. - digo brincando e dando as costas para ela que logo me para pegando meu braço.
-Tá brincando? Eu amei! - ela fala me abraçando novamente.
-Vem aqui, quero te apresentar alguém. - digo a puxando pelo braço ate onde estavam todos.
-Kenna certo?! Prazer! Sou o namorado da sua irmã. - Maxon diz o que faz Kenna ficar, novamente, surpresa.
-Pera! Minha irmã tá namorando o Maxon? Quantos anos eu dormi? - ela fala o que me deixa assustada.
-Ele não tinha dito o nome dele para você, como você sabia? - pergunto um pouco desconfiada.
-Você acha mesmo que eu não ia reconhecer o Maxon Schreave, não sei como a May não o reconheceu.
-Pera ai! Você é o filho do dono daquela impressa multinacional? - minha mãe pergunta o que o deixa bem desconfortável.
-Sim, sou eu mesmo! - ele fala de cabeça baixa, sei bem o porque, por isso vou para o seu lado e o abraço de lado, o apoio que ele precisa.

A Seleção-Uma garota normalHistórias para pegar e não largar. Descubra agora