Faca afiada,
que corta esse bolo.
Ciranda malvada,
que corta meu pulso.
Criança que grita.
Criança que morre.
Remédio na veia.
Eu tenho overdose.
Faca afiada,
que corta esse bolo.
Ciranda malvada,
que corta meu pulso.
Dispara contra o coração do hospedeiro.
A doença se instala,
o inferno corroe.
Criança que grita,
criança que morre.
Remédio na veia,
Eu tenho overdose.
Faca afiada,
que corta meu pulso.
Ciranda malvada,
que briga comigo.
Tem um inferno na minha mente.
O demônio me corroe.
Criança que grita,
criança que morre.
Veneno na veia.
Eu tenho overdose.
Faca afiada,
que corta o pulso dele.
Ciranda malvada,
que me deixou doente.
Remédio na veia.
Veneno na alma.
Faca afiada,
que matou a criança.
Ciranda malvada,
que fez minha dor.
A mácula se instalou.
O inferno arde no coração do hospedeiro.
Remédio na veia.
Eu tenho overdose.
Criança que grita.
Criança que morre.
Eu tive overdose.
- DEZEMBRO DE 2018.
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Psychotrópicos
PoésieDecadência adolescente, amores possessivos e depressão. Espero que se deliciem com meus sentimentos mais imundos vomitados em bulimia. - Textos e poemas autorais.
