PÁGINA 09.

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  『 para uma melhor leitura, dê play na mídia!

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  Os guardas param de frente a porta de ferro e um deles pede para que o que estava de vigia abrisse, este tira um molho de chaves da cintura e procura a certa rapidamente encontrando.

  Yeonjun com uma expressão fechada, espera calmamente até que a porta esteja totalmente aberta e entra na sala sem entender. A porta é fechada, mas não a trancam. O príncipe procura por seu mascote forçando a vista dentro daquele lugar mal iluminado, até que uma estranha movimentação o assusta.

  — Tâmara? — ele pergunta num tom baixo.

  Ouve barulhos de corrente se arrastando e então consegue ver uma mulher saindo da escuridão, o príncipe sente o sangue gelar sem entender absolutamente nada.

  — O que... Quem é você? Onde está Tâmara?

  A mulher se aproxima se arrastando
lentamente até a parte clara e ergue a cabeça para olhar o príncipe. Os olhos verdes...

  Yeonjun sente a boca secar.

  — Yeonjun... Eu não disse nada — ela fala num fio de voz entre uma tosse seca.

  O príncipe se abaixa de joelhos no chão, encarando aquela mulher que ali estava. Seu rosto machucado, lábios cortados e marcas de sangue por toda parte, ela o olhava de um jeito cansado.

  — Tâmara...? — murmura com a voz
embargada e infelizmente, a mulher afirma.

  As lágrimas de Yeonjun desceram sem seu consentimento. Segurou delicadamente no rosto da mulher como se a qualquer momento ela fosse quebrar em seus braços, encostando sua testa na dele. Não aguentava olhá-la.

  — O que eles fizeram com você? — a voz chorosa do príncipe sai tão baixinha que somente ela pudera ouvir. — Eu sinto muito, eu sinto muito, por favor me perdoe — ele implora dolorosamente, Tâmara nega com a cabeça já sentindo as lágrimas se formarem em seus olhos.

  — Não foi sua culpa, Alteza, não foi... Não pode se culpar pela maldade dos homens — ela responde tão baixinho quanto, segurando em seus braços.

  Yeonjun se afasta e pôde ver então os dedos sem unhas da mulher, aquilo fez seu coração se partir e seu corpo tremer em raiva, o príncipe segura em suas mãos olhando cada um dos dedinhos sujos e machucados. Ele os leva até seus lábios beijando cada um deles, como se aquilo fosse capaz de sarar. Tâmara chorava e pedia para que o príncipe parasse, mas ele só termina depois de ter beijado todos e, mais uma vez, pede perdão a gata que se encontrava presa naquele corpo.

   — É um feitiço de humanização... Vai passar logo, Alteza.

   Yeonjun enxuga uma lágrima e se aproxima para abraçá-la. Passou os braços por suas costas vagarosamente e afagou seus cabelos emaranhados, chorando copiosamente como uma criança.

  A mulher apenas descansou as mãos em suas coxas sem forças para retribuir, mas Yeonjun não se importava. Pediu perdão mil vezes a Tâmara e aos céus. Seu peito doía, suas palavras soluçadas, sua amiga naquele estado.

— Yeonjun. — ela o chama.

— D-diga, sim, diga. — soluça desfazendo o abraço.

— Eu morrerei em breve — sussurrou —, meu corpo não irá aguentar tamanha dor, então..

— N-não, não por favor! Tâmara, você não
pode ir... Não pode me deixar — implorou, os olhos vermelhos de tanto chorar. Mas a gata negou lentamente com a cabeça, como uma mãe que tenta explicar algo para o filho.

The Dream Chapter: Promise Of Neverland ¦¦ !TXTshortfic¡Onde histórias criam vida. Descubra agora