Ilhados

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Anteriormente

Donna ficou de pé e andou por um longo tempo na beira da areia, confusa, sem saber onde estava, com dor, fome e cede. Depois de muito vagar, ela começou a ver destroços do avião boiando na aguá, alguns na beira da areia trazidos pela maré, malas abertas e então finalmente, ela viu Harvey, a adrenalina foi tanta que ela conseguiu correr até onde o corpo dele estava. Mas ao se aproximar uma onde pânico percorreu o corpo dela pois não sabia se ele estava vivo ou não.

-Harvey....Harvey.... Harvey, por favor fala comigo... – Donna o chamou baixinho chorosa já pensando o pior. – Harvy...

- Don... – Harvey disse abrindo os olhos e ficando incomodado com a claridade.

-O Deus você está vivo... – Ela abraçou ele o mais forte que conseguiu.

-Eu pensei.... eu tentei...eu....- Harvey também abraçava ela. – Você está bem? – Ele disse fazendo uma varredura nela.

-Sim... – Ela tinha uns cortes pequenos no rosto, na mão e em um dos braços além de algumas áreas roxas e mui dor no corpo, mas no saldo, ela estava se sentindo bem. – E você?

-Eu...ai... – Ele tentou se mexer mas sentiu uma dor absurda. – Acho que eu quebrei alguma coisa.

-Você consegue ficar em pé para irmos para a sombra? – Donna perguntou a praia era dividida por uma extensa faixa de área e uma densa mata.

-Eu acho que sim... – Ele disse se esforçando muito e gritando de dor.

-Se apoia em mim...- Donna ofereceu.

-Eu estou bem... – Ele disse se fingindo de forte, mas mal conseguindo ficar de pé.

-Como você quiser. – Ela falou e então eles foram até uma arvores onde fazia uma sombra agradável.

-AAAAAAAAAAH! – Harvey gritou quando se sentou escorado na arvore.

-Harvey.... – Donna foi para perto dele.

-EU acho que quebrei algumas costelas e a clavícula.... – Harvey disse sentindo muita dor. – Eu só preciso de uns minutos.... – Então ele fechou os olhos.

-HARVEY! ... – Donna gritou quando ele parou de falar com ela, então com cuidado para que ele não sentisse dor, ela colocou o ouvido no tórax dele e ouviu o coração dele bater rápido, provavelmente ele tinha desmaiado de tanta dor. – Ela acariciou o rosto dele. – Por favor não morre, não me abandona.... – Ela disse chorando abraçando ele.

Depois de um tempo assim, ela sabia que agora eles dependiam dela para continuarem vivos, então ela retirou a gravata dele e abriu a camisa dele ficando horrorizada com o roxo que estava por todo o lado direito na altura das costelas. Depois ela retirou os sapatos e as meias dele e dobrou a calça dele. Ela pegou o palito dele dobrou e colocou na cabeça de Harvey para amaciar o contato dele com o tronco da arvores.

Depois ela começou a andar pela faixa de área catando tudo que parecia ser da mala deles, o sol estava muito escaldante e ela estava morta de cede e de fome, mas não tinha como ir explorar a mata atrás d comida ou agua porque não poderia deixar Harvey ali tão vulnerável, então só molhou os lábio com a agua do mar mesmo.

Depois de recolher o máximo de coisas que conseguiu e deixar no sol para secar, ela estava se sentindo exausta, então ela se sentou ao lado de Harvey e fechou os olhos, mas acabou pegando no sono.

Quando ela abriu os olhos novamente estava tudo escuro, um verdadeiro breu, só dava para enxergar o que a lua iluminava.

-Donna... Donna... – Ela ouviu ao lado dela.

A ilhaWhere stories live. Discover now