Quem está me puxando?
Enquanto estava deitado em minha cama, senti como se alguém estivesse me puxando para fora do
colchão e me pondo de joelhos. Era uma sensação estranha, mas sentia que era tão forte que não
podia resistir.
Lá estava eu, na escuridão daquele quarto, ajoelhado. Deus não tinha desistido de mim ainda e eu
respondia a seu comando.
Sabia o que queria dizer, mas não sabia como pedir. O que queria era o que aquela ministra em
Pittsburgh tinha. Pensei: Quero o que Kathryn Kuhlman possui. Queria com toda força dentro de mim.
Queria muito o que ela descrevia — apesar de não entender.
Sim, eu sabia o que queria dizer, mas não sabia como dizer. Então decidi pedir da única forma
que sabia — em minhas próprias e simples palavras.
Queria me dirigir ao Espírito Santo, mas nunca tinha feito isso antes. Pensei: Estou fazendo isso
da forma certa? Afinal, nunca tinha falado com o Espírito Santo. Nunca pensei que ele fosse uma
pessoa com quem podíamos falar. Não sabia como começar a oração, mas sabia o que estava dentro
de mim. Tudo que eu queria era conhecê-lo do mesmo jeito que ela.
E foi isso que orei: “Espírito Santo. Kathryn Kuhlman diz que você é amigo dela.” Continuei
devagar: “Não acho que o conheço. Antes de hoje, achei que conhecia. Mas depois daquele
encontro percebi realmente que não. Acho que não o conheço.”
E depois, como uma criança, com minhas mãos levantadas, pedi: “Posso conhecê-lo? Posso
realmente conhecê-lo?”
Eu me perguntei: Está certo o que estou dizendo? Deveria falar nesses termos com o Espírito
Santo? Depois pensei: Se for honesto nisso, Deus vai me mostrar se estou certo ou errado. Se
Kathryn estava errada, eu queria descobrir.
Depois que falei com o Espírito Santo, nada parecia acontecer. Comecei a me questionar: “Existe
mesmo essa experiência de encontrar o Espírito Santo? Isso pode acontecer mesmo?”
Meus olhos estavam fechados. Então, como um choque elétrico, meu corpo inteiro começou a
vibrar — exatamente como tinha acontecido durante as duas horas que esperei para entrar na igreja.
Era a mesma tremedeira que senti por mais uma hora depois que entrei.
Tinha voltado e pensei: Oh. Está acontecendo de novo. Mas dessa vez não havia multidão. Nem
roupas pesadas. Estava sozinho em meu quarto aquecido, de pijama — vibrando da cabeça aos pés
Tinha medo de abrir os olhos. Era como se tudo que aconteceu naquele culto tivesse se
concentrado em um momento. Estava tremendo, mas, ao mesmo tempo, sentia novamente que o
cobertor quente do poder de Deus me envolvia.
Sentia como se tivesse sido levado ao Céu. É claro que não tinha ido, mas honestamente não
acreditava que o Céu pudesse ser melhor que aquilo. Na verdade, pensava: Se abrir meus olhos, vou
estar ou em Pittsburgh ou dentro de portões perolados.
Bem, depois de um tempo, acabei abrindo meus olhos e, para minha surpresa, estava bem ali no
meu quarto. O mesmo chão. Os mesmos pijamas. Mas ainda estava tremendo com o poder do Espírito
de Deus.
Naquela noite, quando finalmente dormi, ainda não tinha percebido o que havia começado em
minha vida.
As primeiras palavras que falei
Na manhã seguinte, cedo, muito cedo, eu estava acordado. E não podia esperar para conversar
com meu novo amigo.
Essas foram as primeiras palavras que saíram da minha boca: “Bom dia, Espírito Santo!”
No momento em que falei essas palavras, a atmosfera gloriosa voltou ao meu quarto. Porém,
dessa vez eu não estava vibrando ou tremendo. Tudo que sentia era o envolvimento de sua presença.
No segundo em que eu disse “Bom dia, Espírito Santo”, sabia que ele estava comigo no quarto.
Não fui preenchido com o Espírito apenas naquela manhã, mas também era renovado cada vez que
passava algum tempo orando.
O que estou falando vai além de falar em outro idioma. Sim, eu realmente falei em uma linguagem
celestial, mas era muito mais do que isso. O Espírito Santo se tornou real. Tornou-se meu amigo.
Tornou-se minha companhia, meu conselheiro.
A primeira coisa que fiz naquela manhã foi abrir a Bíblia. Queria ter certeza. E quando abri a
Palavra, sabia que ele estava comigo como se estivesse sentado ao meu lado. Não, não vi seu rosto
ou suas feições. Mas sabia onde ele estava. E comecei a conhecer sua personalidade.
Daquele momento em diante, a Bíblia tomou uma dimensão completamente nova. Eu dizia: “Espírito
Santo, mostre-se para mim na Palavra.” Queria saber por que ele tinha vindo e fui guiado a estas
palavras: “Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para
que entendamos as coisas que Deus nos temdado gratuitamente” (1 Coríntios 2:12).
Quando perguntei por que ele queria ser meu amigo, levou-me às palavras de Paulo: “A graça do
Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês” (2
Coríntios 13:14).
A Bíblia se tornou viva. Nunca tinha realmente entendido o impacto destas palavras: “‘Não por
força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6).
Repetidas vezes, ele confirmou na Palavra o que estava fazendo na minha vida. Por mais de oito
horas naquele primeiro dia, depois dia após dia, continuei conhecendo-o mais e mais.
Minha vida de oração começou a mudar. “Agora”, falei, “Espírito Santo, como você conhece tão
bem o Pai, me ajudaria a orar?” E quando comecei a orar, fui levado ao lugar onde, repentinamente,
o Pai era mais real do que já tinha sido antes. Era como se alguém tivesse aberto uma porta e dito:
“Aqui está ele.”
Meu professor, meu guia
A realidade da paternidade de Deus ficou mais clara do que antes. Não era como ler um livro. Ou
seguir uma fórmula — A, B, C. Era só pedir para o Espírito Santo abrir a Palavra para mim. E ele
abria. “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vocês não
receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os
adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba Pai’” (Romanos 8:14,15).
Comecei a compreender tudo que Jesus disse sobre o Espírito Santo. Ele era meu conforto, meu
professor, meu guia.
Entendi pela primeira vez o que Jesus quis dizer quando falou a seus discípulos: “Sigam-me”.
Depois, um dia, ele falou: “Não me sigam — porque aonde eu vou, vocês não podem ir.” Ele
continuou: “Mas o Espírito Santo, ele vai guiá-los. Ele vai liderá-los.”
O que ele estava fazendo? Cristo lhes dava outro líder. Outra pessoa a seguir.
Minha busca nas Escrituras continuou, dia após dia, por semanas — até que todas as minhas
perguntas foram respondidas. Em todo esse tempo eu estava buscando conhecer melhor o Espírito
Santo. E essa comunhão nunca parou, até hoje. Percebi que ele estava bem aqui comigo. E toda minha
vida foi transformada. Acredito que a sua também será.
Hoje, quando me levanto, repito: “Bom dia, Espírito Santo”.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Bom Dia Espirito Santo
Spiritualité" De Repente eu soube que o Espirito Santo era para mim- Hoje!" O que aconteceu a Benny Hinn Numa Fria Noite de inverno em Torinto mudou sua vida para sempre. O Espirito Santo entrou em sua vida de uma forma tão Dramática que ele nunca mais dera o...
