99 dias antes

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Notas da autora:

Olá, como estão hoje?

Espero que bem!

Eu estou levando a vida, não sei se definir como bom ou ruim seria a minha palavra correta.

Misteriosamente não demorei para trazer a att, então espero que vocês gostem e comentem muito no capítulo.

Beijos,
    Blair 💖

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Durante a faculdade de sociologia, um estudante aprende a respeito de organizações de uma sociedade e seus relacionamentos entre si, além de hábitos e costumes. Então, a partir daí, os sociólogos tentam explicar diversos fenômenos sociais.

Foram quatro anos da minha vida estudando e aprendendo sobre comportamentos sociais. Claro que eu não sou nenhum psicólogo pois são cursos completamente diferentes. Eu não entendo de pessoas. Entendo do conjunto da obra, mas a sociologia me permitiu estar um pouco mais sensível a compreender os sentimentos humanos e suas razões.

Ainda assim com toda a minha experiência e inúmeras terapias e auto análises, eu não consigo entender como em uma realidade alternativa eu estou deitado numa cama com alguém que provavelmente mora comigo.

Okay, agora é onde você questiona como eu cheguei a essa conclusão se eu sequer me movi ainda para ver quem é a pessoa. Você é bastante questionador, não acha?!

Enfim, razões óbvias, só pela vista que tenho da janela a minha frente, já é possível notar que essa casa é no meio do nada, o que significa que é um difícil acesso e a não ser que esse rapaz atras de mim seja um príncipe encantado que anda a cavalo, eu não acho que ele faria esse caminho até aqui todos os dias. Sequer uma 4x4 aguentaria.

Depois do choque de estar literalmente sentindo o que parece ser um estranho abraçado a mim, tentei firmemente manter a calma, eu tentava mentalizar de todo jeito que eu não poderia surtar. Este tecnicamente não sou eu, não é a minha vida e eu não posso simplesmente estragar tudo para o meu Louis daqui que acha que está tudo certo.

Mas então, quem seria o rapaz misterioso?

Talvez fosse algum dos meus ex namorados, seria Luke? Ou Calvin? Não sei se eu teria coragem de encarar qualquer um dos dois depois de tudo que já me fizeram passar. Seria Eleanor? Não, a mão é masculina demais. Graças a Deus o cheiro me parecia totalmente diferente. Um doce suave mas amadeirado. A mão apertou minha cintura me puxando mais para perto e eu percebi que aquelas mãos firmes não eram de alguém que eu conhecia. Tinha algo diferente no toque, era mais firme mas ao mesmo tempo carinhoso. Não que eu memorize o toque de todos com quem me relacionei, mas eu tenho uma boa memória e dos que me envolvi ao ponto me submeter a uma conchinha, nenhum me pareceu similar a isto.  Mas quem seria, afinal? Seria possível eu estar com alguém que tecnicamente não conheço?

O relógio da cabeceira marcava 06:15 e  alguns raios da luz do dia já começavam a cortar o quarto numa coloração rosada. Por isso, resolvi aproveitar como uma desculpa para levantar. Lavar o rosto e aproveitar para conhecer tudo que supostamente rondava essa minha outra versão.

Aproveitar enquanto o outro dorme e assim evitar muito contato físico com alguém que não conheço.

Bom plano.

Puxei delicadamente a mão para o alto e me esgueirei para fora da cama. Graças a Deus o rapaz ao meu lado não acordou e apenas resmungou algo baixinho e continuou dormindo. Eu ainda não tinha virado para ver seu rosto, eu estava sentado no pé da cama refletindo um pouco. Era muita informação saber que isso funciona e que no primeiro momento eu já estou dormindo com algum cara que eu não faço ideia.

Another reality// L.SHistórias para pegar e não largar. Descubra agora