ESTA OBRA ESTÁ COMPLETA NA PLATAFORMA BUENOVELA
"Ela queria a sua liberdade, porém mal sabia que no preço dela, havia o nome do seu corpo e alma."
Reprimida por sua família religiosa, Mel se vê numa encruzilhada quando uma proposta surge num momento...
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Estava sentado na poltrona, logo em frente a lareira da cabana e esperando impaciente por eles. A verdade é que eu sabia que iriam demorar um pouco, mas essa quantidade de tempo estava exagerada, e eu estava começando a achar que estavam perdidos. Como é que eu posso ter sido tão idiota para confiar no senso de Tadeu, ainda mais quando ele já tinha bebido?!
— Droga! — Exclamo me levantando da poltrona subitamente.
Pego meu casaco que tinha deixado no braço do sofá e me dirijo a porta, pronto para procurá-los no meio dessa tempestade. Mas assim que a abro, vejo Tadeu e Cristina rindo incessantemente enquanto se encaram.
— Foi ótimo... nunca tinha experimentado algo assim... — Cristina murmura pondo uma mão no peitoral coberto de Tadeu.
E pela sua cara de safada, eu tinha uma ideia do que eles estavam fazendo. Os dois finalmente percebem a minha presença, e se afastam limpando a garganta.
— Ei cara, onde está indo? — Tadeu pergunta e eu passo a mão pelo cabelo, aliviado de que não estavam perdidos.
— Vocês estavam demorando... — Olho por cima do ombro dos dois procurando pela ruiva, mas não há nem sinal dela. — Onde está a ruiva? — Pergunto cruzando os braços e os dois se entreolham confusos.
— Como assim? Eu pensei que ela já estaria aqui pelo tempo que ficamos na floresta. — Cristina se explica, começando a mostrar preocupação.
Ergo uma sobrancelha, achando que definitivamente estavam tirando uma com a minha cara.
— Ela estava com vocês... não me digam que... Porra! — Exclamo já me aborrecendo com essa situação.
— Sim, é verdade, mas ela precisou voltar para procurar algo, então eu e Tadeu resolvemos esperar. — Reviro meus olhos não acreditando que eles a deixaram sozinha para treparem. — Ela estava demorando demais, então resolvemos voltar para fogueira e a trazer de volta, só que quando voltamos, ela já não estava mais lá. Cogitamos que tinha voltado sozinha. Você tem certeza que ela não entrou e você não percebeu?
Cristina pergunta adentrando a casa e olhando ao redor enquanto chama pelo seu nome, enquanto balanço minha cabeça para os lados, incrédulo.
— Vocês são uns otários por tê-la deixado sozinha. Ela deve estar perdida em algum lugar e congelando, pois a temperatura só tem abaixado. — Exclamo furioso me dirigindo novamente a porta, disposto a procurar por ela, até que eu sinto uma mão em meu ombro.
— Ben, eu posso ir procura-la com você. — Tadeu se oferece e eu balanço minha cabeça para os lados.
— Não! É melhor que você fique e me ligue caso ela chegar antes de mim. Vou voltar somente quando achar ela.
É a última coisa que eu digo antes de partir em busca dela, deixando os dois de guarda na cabana.
Ando pela floresta que conheço como a palma da minha mão, seguindo primeiramente pelo mesmo caminho que fiz até o lago. E durante o caminho eu não encontrei absolutamente nada. Nem sequer há um rastro de que alguém tenha passado por aqui. Um pensamento me atinge, e eu rapidamente pego o meu celular, resolvendo ligar para ela e torcendo que a mesma esteja com ele em mãos, mesmo que eu não tenha a visto pegar o seu celular sequer uma vez.