05 de Junho de 2019
Jooheon precisou ser insistente para conseguir convencer Changkyun a consultar, mas se sentia aliviado ao vê-lo melhorar gradualmente. Foram precisos alguns sermões e até mesmo a primeira discussão após estarem namorando, entretanto, sentia que valeu a pena. Os argumentos do menor se baseavam nos gastos e na teimosia em dizer que os cuidados com sua saúde mental não eram urgentes, que eram rebatidos por um Lee preocupado.
- Hyung, eu não 'tô doente, eu 'tô bem... Não é nada urgente, posso esperar até conseguir a vaga na clínica pública. - Retrucou, porém a febre que surgia levemente em seu corpo demonstrava o contrário.
Era o dia seguinte ao fatídico jantar na mansão dos Lee, e o casal emocionalmente impactado agora estava no quarto que o mais novo dividia com o filho.
Heechul também se encontrava no lar. Sendo um pai, estava com o coração na mão por saber das ameaças que seu garoto recebeu, além de não ter segurado as lágrimas quando pela incontável vez conversou com ele a respeito da fragilizada saúde mental. Como Changkyun parecia irredutível, optou por confiar na persuasão do genro, deixando os dois jovens a sós. Também lutou um pouco contra a birra do neto, que quase chorou dizendo que queria brincar com o "Joo Hyung", a mente infantil não notando o quão abatido o rapaz estava.
- Para de fingir que 'tá tudo bem, Changkyun, por favor. - O ruivo pediu, segurando o rosto quente entre as mãos. - Nós começamos a discutir agora e olha como sua temperatura já está alta!
- Você também não 'tá bem. - Comentou, acariciando os ombros largos do namorado.
- Eu sei, eu não 'tô bem. - Sua voz falhou, não demorando muito para que as lágrimas descessem. Changkyun, mesmo com o coração apertado, ficou perdido ao notar o choro do maior, nunca sabia como reagir em situações tristes. Se limitou em falhamente tentar enxugar o rosto molhado. - Ontem eu percebi que sempre serei um lixo pros meus pais, fiquei desesperado quando você passou mal e agora 'tô tendo uma discussão contigo.
- Desculpa. - Pediu, os lábios trêmulos demonstrando que também queria chorar. - Você sempre me apoia e agora que você precisa, eu não consigo retribuir ou te deixar menos triste. - Suspirou. - Me desculpa por ser fraco, hyung. - Baixou o olhar, finalmente conseguindo deixar as lágrimas saírem e respingarem pelo lençol da cama onde estavam sentados.
- Ei, olha pra mim. - Aproveitou que ainda tinha o rosto alheio entre as mãos e ergueu-o levemente. - Você não me deve desculpas, e muito menos é fraco. Você me ajuda mais do que imagina, Changkyun. Quando eu digo que você é meu anjo, não estou mentindo. - Sorriu fraco, mesmo em meio ao choro, olhando nos olhos castanhos. - Eu só quero que você se permita ser ajudado por alguém capacitado para isso, porque me preocupo. Saúde mental não é brincadeira.
- Isso é caro, hyung, eu não posso. - Rebateu com o pensamento que Jooheon desconfiava que ele tinha. - Vou esperar o pessoal da Samsung confirmar a campanha, aí procuro o psicólogo. Eu preciso me formar primeiro, a inscrição da prova já 'tá chegando, e...
- E se eu pagar? - Propôs, vendo-o negar no mesmo instante. - Changkyun, você já esperou demais, não pode ficar adiando pra sempre. E se a Samsung não fechar a campanha? Até quando você vai ficar refém disso? E se você ter uma febre sozinho e algo pior acontecer? - Suas suposições eram desesperadas, causando efeitos no menor. - Aceite que eu pague sua prova e suas consultas, ou ao menos um dos dois e você paga o outro. Por favor, se não for por você, que seja pelo seu pai, pelo Minseok, pelo Hoseok ou até mesmo por mim. Por favor...
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Model | Jookyun
RomanceJooheon era um homem esnobe. Sendo um dos modelos fotográficos mais bem sucedidos de seu país e possuindo uma beleza exorbitante, o rapaz não fazia questão de esconder que se achava superior aos outros. Com a realidade totalmente oposta à sua, todo...
