09 de Fevereiro de 2019
Changkyun poderia beijar Jooheon durante a noite inteira, que não conseguiria decifrar por completo todas as sensações que rondavam seu corpo. Seus lábios insistiam em degustar o sabor da do mais velho, enquanto o coração frenético pedia uma pausa para tranquilizar os próprios batimentos.
O Lee estava em uma situação semelhante, já que achou surreal o encaixe perfeito entre ambas as bocas, como se houvessem sido desenhadas uma para outra. Tamanho era o prazer que sequer conseguia raciocinar, como se sua mente estivesse nublada, mas foi involuntário o pensamento de que aquelas emoções significavam algo muito mais intenso que um simples desejo.
As mãos curiosas do rapaz mais novo puxavam com firmeza os fios da nuca do outro, numa tentativa de sentir mais a fricção entre os corpos. E como Jooheon amava aquilo. Apertava a cintura do moreno, num contato por baixo da blusa, ousada e silenciosamente ameaçando descer um pouco mais a destra.
Assim, após longos e deliciosos minutos, a intensidade do ósculo foi sendo reduzida aos poucos, até que se restassem apenas selinhos e respirações desreguladas.
Como o mais confuso diante do que havia acabado de acontecer, o Lim instintivamente levou uma mão até o peito no instante em que os olhares se encontraram novamente. Nunca sentiu algo parecido durante um beijo, então por que seu coração estava tão acelerado? Pior que não saber identificar ao certo a própria consciência, era a dúvida se aquilo havia significado alguma coisa para Jooheon.
- Isso... Isso foi só pra alimentar o seu ego? - Apesar de estar claramente afetado, o mais novo questionou. Preferia a verdade, por mais que tivesse medo da mesma, do que uma ilusão.
- Eu 'tô na mesma merda que você, Changkyun. - Levou uma mão até a do menor, trazendo-a até o próprio peito. Aproveitando que a canhota ainda pairava pela cintura do outro, apertou gentilmente a derme macia. Quando viu-o abrir a boca para responder, o interrompeu: - A gente conversa depois... por agora eu só quero te beijar de novo. - Aproximou o rosto, até que estivesse com os lábios nos do novato novamente.
Enquanto isso, em um contexto completamente distinto do irmão, Hyunwoo estava deitado na cama, olhando para o teto e martelando as palavras de Kihyun, que não saíram de sua cabeça desde que foram ouvidas. Queria ter alguém para conversar sobre aquilo, mas nem sequer tinha amigos verdadeiros.
Refletiu a respeito de sua vida durante dias. Não sabia ao certo quais eram suas próprias vontades. Tinha o sonho simples de cantar num karaokê e beber com quem tinha afinidade. Também queria ser pai de gatinhos e cachorrinhos fofos. Talvez gostasse tanto de Maroon 5 que ficaria horas em uma fila para vê-los de perto num show. Desejos comuns, mas que sempre havia reprimido por medo de decepcionar os pais e perder o único apoio que pensava ter.
Não podia dizer que era feliz, longe disso, tanto que mantinha escondido diversos frascos de anti-depressivos, os quais tomava sem orientação médica correta. Aprendeu desde tão novo a valorizar a razão e ignorar as emoções, que aos vinte e poucos anos de idade sequer sabia o significado de carinho.
Afinal, qual era seu objetivo de vida? Agradar infinitamente os progenitores, se casar por negócios e ser movido para sempre ter mais dinheiro? Até quando suportaria ser camuflado por aquela sensação de que estava certo, mas vazio?
- Senhor, seus pais estão te aguardando para o jantar. - Seus pensamentos foram interrompidos pela voz da governanta, que abriu a porta e esticou a cabeça para dentro do quarto.
- Ah, já vou. - Viu a mulher de cinquenta e poucos anos assentir e sair dali.
Suspirou fundo e se levantou da cama, calçando a pantufa e indo de encontro aos pais, que já estavam sentados em frente à mesa e conversando sobre negócios.
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Model | Jookyun
Storie d'amoreJooheon era um homem esnobe. Sendo um dos modelos fotográficos mais bem sucedidos de seu país e possuindo uma beleza exorbitante, o rapaz não fazia questão de esconder que se achava superior aos outros. Com a realidade totalmente oposta à sua, todo...
