E agora oque eu faço?

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Então amores eu iria postar só um hoje.. mas sei lá, amo tanto vocês e tudo bem, irei presentea-las com mais um capítulo! 😍😍


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  Renata colocou a pequena Sofia em seu colo e Alice continuou ao lado da sua amiga segurando em sua mãozinha..  assim permanecemos em silêncio por longos minutos..

   Ouvimos o celular da Tia Ingrid tocar..

   - É da Fazenda vou atender no escritório. - disse ela se levantando e Cora a olhou acenando com a cabeça, estávamos cada uma com nossos pensamentos pessoais.

   Mamãe serviu o prato das meninas e não foi difícil dona Mary Margareth convencer a pequena a almoçar..

   Após as meninas se retirarem Cora encara Ruby com o olhar nada agradável e Ruby se encolhe na cadeira.

   - Você foi muito mau educada com a sua mãe Ruby. Eu sou sim uma pessoa muito liberal mas você precisa compreender que nos temos nossos medos.. em sua primeira bebedeira você estava com a Ingrid, por mais que Eu, Regina e Zelena não sabíamos onde vocês estavam a Ingrid havia sido responsável o suficiente pois Mary tinha ciência de que estavam em uma boate e Ingrid já havia avisado que voltariam de táxi. Ontem vocês estavam conosco mas e quando for sair com seus amigos? - pergunta Cora a observando. - Não é por causa da Denise que eu estou lhe dizendo isso, eu já havia cogitado essa conversa só esperava ser algo mais íntimo eu e você, mas você não me dá outra opção a não ser te dizer tudo isso agora! E sabe Ruby, isso não é chatisse filha, isso se chama preocupação.  - completa lhe observando.

   - A Denise é sempre super protetora.. -  começou Renata ainda com um olhar distante - devido a sua profissão. Faz parte do nosso cotidiano recebermos caso de adolescentes que entram em coma alcoólico, que são internados com overdose por terem drogas colocadas em suas bebidas sem perceber.. adolescentes que bebem a ponto de perder a consciência e acabar sofrendo estrupo coletivo.. algumas tem uma gravidez precoce outras acabam pegando DST. - Lágrimas começaram a rolar dos olhos de Renata e ela abaixa a cabeça- Há dois anos atrás a civil invadiu um galpão encontrando várias meninas que seriam exportadas para fora para prostituição. Denise fez parte dessa operação, e eu participei como eram crianças uma psicologa sempre participa também.. e essas meninas tiveram a sorte de serem resgatadas. - Renata passa a mão na bochecha limpando as lágrimas. - Dentre essas meninas havia uma adolescente bonita, cabelos negros longos e um corpo bem formado. Ela tinha apenas 15 anos. Quando percebeu que havia sido rasgatada a mesma abriu um lindo sorriso, um sorriso largo e encarou Denise a hipnotizou na verdade.. Aquela menina possuía um lindo e chamativo par de olhos verdes escuros, assim iguais aos seus Ruby. Aquele olhar nos assombro por mais de um mês até que Denise fez um exame de DNA.

   - Mas porque? - perguntou Ruby.

   - Porque quando você era pequena Ruby você tinha apenas 2 aninhos.. a cor dos seus olhos não são uns verdes comuns, são escuros, vivos e intensos. E convenhamos que não é tão fácil assim encontrar um olhar assim.. e se fizer os cálculos há dois anos atrás no mês de fevereiro você tinha 15 anos. Não sabíamos onde você estava, com quem estava, se tinha um lar se tinha amor e carinho, alimentação, agasalho.. não sabíamos nada.. - Renata parou de falar e encarou Ruby - Desde o dia em que te encontramos a sua mãe não dorme. As vezes eu preciso colocar remédio de dormir no copo de suco. A Denise tem medo de Anita entrar em alguma enrascada e que você pague o preço. Ela tem se mantido de cafeína, ela tem andado armada comigo e Sofia no carro, tem se tornado mais protetora que antes e não Ruby, não é porque é chata porque nunca foi.. É por que ela te ama e morre de medo de te perder mais uma vez!

   - Mas ela precisa entender que..

   - Não Ruby chega! - gritou mamãe se aproximando. - Você não tem que explicar nada a Renata, ela não merece ficar nesse meio de fogo cruzado que está sendo você e Denise. Você precisa dizer tudo que acha, pensa ou deseja, você tem explicar é diretamente a própria Denise! - Disse mamãe a encarando séria.

   Ruby arregalou os olhos, ela nunca havia visto mamãe alterada e logo olhou pra Cora a que sempre lhe dava cobertura mas oque encontrou foi um arquivar de sobrancelha é cara séria. Ou seja Cora concordava com a Mamãe.

   - E agora oque eu faço? - perguntou Ruby.

   - Vai atrás dela Ruby e tente concertar as coisas. - aconselho sincera.

   O celular de Renata avisa uma notificação:

  • Estou em casa. Por favor peça desculpas a todos por mim? Por eu ter saido sem me despedir.

  - Não.. de nada adiantará você procurá-la agora, Denise está magoada e quando está assim nem eu consigo entrar em seu mundo.. - Diz Renata sentida.

   - Mas eu quero e vou falar com ela agora! - disse Ruby se levantando.

    - Ruby, eu não vou proibi-la de ir ver e falar com sua mãe.. mas esteja ciente de que essa não será uma boa hora! - Renata fala se levantando. - Bom gente vou nessa!

   - Só espera eu tocar de roupa.. eu vou com você! - disse Ruby.

   - Ruby, ja que deseja ir, então por favor desça as bolsas para mim?!

   Após Ruby se retirar Renata se senta abalada. - Não acho uma boa ideia a Ruby procurá-la hoje.. a Denise nervosa costuma se fechar e eu tenho medo dela ser ríspida com a Ruby e acabarmos perdendo nossa filha de vez! - confessa Renata.

   - Vai ser bom pra ela Renata. A Ruby já tem 18 anos não podemos priva-la da realidade. E além do mais se ela não for bem-vinda pela Denise ela sabe que estaremos aqui para segurar seu mundo! - revela Regina que até então estava calada.

   Tia Ingrid apareceu na cozinha e logo após avistar Ruby entrando com as malas.

   - Estou pronta! - Diz Ruby

Tia Ingrid se oferece para levar Renata.

   - Eu te levo! - disse tia Ingrid.

   - Não precisa se preocupar Ingrid eu chamarei um táxi.. 

   - Nada disso Renata eu faço questão.. é além do mais a Ruby precisará voltar né?!

   ( Por autora)

   Denise ao ser tratada daquela forma por Ruby sentiu -se inútil na vida da garota, sua mágoa era tanta que seus olhos cegaram e ouvidos taparam..  ela estava tão cega que ao subir para o quarto em busca da chave do carro não havia notado que sua menina estava indo até ela, e ao descer saiu com tanta pressa em sua bolha pessoal de insignificância que nem que ao entrar no carro deixou uma garotinha desesperada aos prantos.

   Denise saiu canta do pneu, um rapaz que estava ali próximo limpando uma das ruas do condôminio fechado ao assistir a cena imediatamente pegou seu celular fazendo uma ligação.

   - Patrão a Doutora acabou de sair cantando pneu.

   Enquanto Denise dirigia suas lágrimas caiam livremente..ela ultrapassava todos os sinais e em tempo recorde o seu carro já estava entrando no estacionamento do prédio. Ao estacionar começou a socar o volante com a intenção de extravasar a raiva.

  Ao sair do carro foi para direção do elevador já mandando uma mensagem para Renata. Logo entra em seu apartamento indo direto para um pequeno mini-bar que possuía e e pegou uma garrafa de Wiski a levando a boca e após tomar um generoso gole caminhou em direção ao corredor.

   Sua irá era tão grande que Denise não havia notado a presença de um Homem sentado no canto da sala acompanhado de dois comparsas.

   Ao retornar para sala Denise trazia a garrafa segura no braço e nas mãos ela estava conectando o pente em sua pistola.

   - Vejo que alguém deve estar com os minutos contados.. - cantarolou o velho a assustando.

   Denise toma um susto e deixa a garrafa cair..

   - Como você conseguiu entrar aqui? Já que esse prédio tem uma segurança máxima?! - ela pergunta assustada com os olhos arregalados.

  

Será que vale a pena amar?! Histórias para pegar e não largar. Descubra agora