Sejam bem vindos ao segundo semestre de 2009, onde Wang Yibo teve o primeiro contato com pornografia da vida.
Era domingo. E foi um acidente.
Se alguém dissesse que viu um porno "sem querer", poucas pessoas acreditariam. Mas o caso é que, foi realmente um acidente.
Ele estava ajudando na faxina da casa (como em todos os outros domingos); entrou no quarto dos pais e notou uma mancha de café no colchão. Pegou o pano para limpar, e foi quando aconteceu. Sim. Uma revista playboy, embaixo do colchão.
Dois peitos — seios, tetas, air-bags, almofadas do amor, chame como quiser — impressos logo na capa. Era como se os malandrinhos dissessem "me abra" no mamilo direito e "ninguém vai descobrir" no mamilo esquerdo. Aquilo atiçou a curiosidade de Yibo, que nunca havia visto o corpo nú de uma mulher antes.
No canto inferior da capa, havia um daqueles avisos para maiores de idade ao lado de um selo verde de sustentabilidade. Porque, aparentemente, você pode fazer suas necessidades fisiológicas enquanto contribui para a natureza.
Mas a questão aqui é: existindo um "proíbido" em algo, o que uma criança de dez anos faria?
Opção 1: Obedeceria o aviso e guardaria a revista de volta no lugar.
Opção 2: Chamaria o pai ou a mãe para contar o que aconteceu.
Opção 3: Abriria a revista sem pensar duas vezes.
Se você respondeu a opção 1 ou 2, meus parabéns pela alma pura e inocente que habita no seu corpo. Se respondeu a opção 3, acertou. O quê? Esperava um parabéns também?
Obviamente, a curiosidade falou mais alto e ele folheou as páginas. Péssima ideia, péssima ideia. A primeira coisa que viu foi uma mulher, usando apenas orelhinhas de coelhinho e uma gravata borboleta, numa posição pouco confortável com as pernas abertas. Aquilo chocou Wang Yibo.
O garoto amava coelhos, e apesar de querer demasiadamente um, nunca conseguiu autorização para ter. Certa vez, no colégio, Yibo foi questionado sobre qual animal gostaria de ser e escolheu os amiguinhos dentuços, pois simpatizava com o jeito assustadiço e silencioso do bicho. Entretanto, ver aquela mulher desconhecida usando orelhas do seu animal favorito não lhe trouxe simpatia, e, sim, de estranheza.
Imediatamente, ele soltou a revista que, ao cair no chão, abriu-se em outra página. Dessa vez, duas garotas de lingerie seguravam ursinhos de pelúcia. Yibo tampou os olhos sentindo as bochechas esquentarem, mesmo sendo um objeto inanimado, para ele, era como se tivesse acabado de invadir a privacidade de alguém.
Só conseguia pensar em: ugh. Seguido por: então é assim que as mulheres são?
De repente, quis vomitar e ficou muito nervoso — porque morria de medo de vomitar. Guardou a revista de volta no lugar, tomando cuidado para não olhar mais nada, e correu para o banheiro sentindo-se estranhamente sujo. Mesmo após lavar o cabelo três vezes em água escaldante, se esfoliar em todos os lugares possíveis a serem esfoliados, o garoto ainda se sentia sujo. Estava possuído por uma ideia de sujeira infinita.
Aquilo corroeu sua mente pelo resto do dia. Ele ficou apavorado com a ideia de seus pais descobrirem que viu algo que não deveria ter visto. Seria a sua morte. Começou a imaginar o que escreveriam em sua lápide "Aqui jaz Wang Yibo, filho desobediente. Que seus olhos sejam comidos pelos vermes."
O jantar em família foi uma verdadeira tortura, ele mal conseguiu comer. A mão que segurava o hashi tremia tanto que os pauzinhos pareciam espadachins travando uma batalha entre si.
"Como foi o dia hoje, querido?" Perguntou a Sra. Wang, apertando os olhos para enxergar melhor o marido do outro lado da mesa.
"Bom." murmurou ele, de modo quase inaudível, sem desviar a concentração da comida. A mulher sorriu satisfeita, em seguida virou-se para Wang Shi.
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FROST
FanfictionWang Yibo já foi uma promessa no mundo da patinação, até decidir pendurar os patins antes mesmo de competir nas grandes ligas. Anos depois, ele leva uma vida tranquila (e sem tombos) até que uma visita ao rinque reacende velhos sonhos... e o interes...
