Estou vestida de forma casual, calças pretas justas, camisola azul que descai para um dos lados mostrando o meu ombro nu e com uns botins de salto alto. Estou só à espera que Alex me venha buscar. Eu insisti imenso para ir sozinha e encontrávamo-nos na festa, mas ele não aceitou. Chato. Gosto de me ver com esta roupa. Apesar de não ser colada ao corpo, as minhas curvas são notórias, faz-me sentir bem. Coloquei um pouco de maquiagem e estiquei o cabelo. Ainda estou para perceber porque raio me estou a dar a tanto trabalho para uma simples festa. O telemóvel vibra em cima da mesa-de-cabeceira. Uma mensagem de Alex
«Cheguei. Desce quando estiveres pronta. Sem pressa. Beijinhos»
Ele já chegou. Despacho-me a pegar na minha pequena bolsa. Sim a minha pequena bolsa. Posso não gostar de andar com uma, mas esta roupa não me dá espaço para colocar nada nos bolsos. Saio do quarto, fechando a porta atrás de mim e dirijo-me para o parque de estacionamento. Quando saio vejo Alex encostado à porta do seu carro.
- Uau. Acho que vou ter de ter cuidado na festa senão ainda te roubam de mim. - disse ele.
- Que engraçado. Da última vez que verifiquei não era tua para te ser roubada. - rolei os olhos depois da sua saudação.
- Não quis dizer nesse sentido. Estava era a tentar dizer-te que estás estupenda. Não precisas de levar as cenas tão a sério. - diz ele algo sério.
- Apenas não gosto que me tratem como um objeto. Não pertenço a ninguém nem nunca vou pertencer.
- Calma linda, já disse que não foi com intenção. - voltou a explicar-se.
- Pronto, não faz mal. Só não voltes a repetir a graça. - pedi-lhe.
Ele aproximou-se de mim e beijou-me a bochecha de forma tão suave que mal senti o seu toque. Abriu-me a porta do carro e entrei. Ele entrou logo a seguir a mim e arrancou. Estava uma noite agradável. Estava longe de ser uma noite quente de verão, mas ainda assim estava agradável. Ele dirigiu cerca de 15 min para longe do campus. Fizemos a viagem em silêncio. A noite parece não ter começado da melhor maneira. Ao fundo começaram-se a ver imensas pessoas junto a uma casa enorme, a música alta fazia-se ouvir mesmo que dentro do carro e com as janelas fechadas. Alex estacionou no lugar mais próximo que conseguiu. Saímos do carro e dirigimo-nos para a tal casa. Sim! É uma festa na casa da fraternidade. Consegui identificar que era uma casa de fraternidade pelos símbolos estranhos que se encontravam pendurados numa das varandas. Alex pegou na minha mão e levou-me para dentro, encontrando caminho por entre as pessoas que se iam amontoando. Não me sentia confortável com o facto de ele me ter dado a mão. Estas demonstrações de afeto perante todos enjoam-me. Já o beijara antes, mas não havia ninguém a olhar para nós. Acho que os outros não têm nada que assistir a momentos mais íntimos que devem ser destinados apenas a dois. Quero acreditar que ele apenas está a segurar a minha mão para me dirigir por entre as pessoas e assim não me perder.
- Queres colocar a tua mala no meu quarto?! - perguntou-me ao mesmo tempo que apontava para a minha mão.
- Moras aqui? - fingi não saber.
- Sim. Não te tinha contado? Faço parte desta fraternidade.
- Muito bem! Quanto à mala pode ser. Quero que fique segura. Não a quero perder. - disse-lhe levantando a mão que segurava a mala.
Ele guiou-me pelas escadas. Dezenas de pessoas estavam espalhadas pela casa. Subir as escadas não foi tarefa fácil. Quando chegamos ao corredor percebi da imensa quantidade de quartos que existiam naquela casa. Tinha noção que a casa era grande, mas por dentro parece ainda maior.
- Quantas pessoas moram aqui? - interroguei eu enquanto andávamos pelo corredor.
- Atualmente somos 13, mas já fomos mais.
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Just Breathe
RomanceEmily Miller deixa família e amigos e vai estudar para a Universidade de Yale. Ela tenta deixar o seu passado para trás e espera que a sua nova vida traga menos sofrimento. Conhece Liam Price, o típico bad boy dos tempos modernos, que vira a sua vid...
