Emilly Golden, Lucy Brown, Roxanne Benítez e Teresa Angelle sempre foram amigas, e apesar dos desencontros da vida, sabem que podem sempre contar umas com as outras. É quando a vida delas muda do dia pra noite, que a amizade delas é posta em prova...
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Quando eu acordei naquele dia, a cama estranhamente vazia, eu já sabia que algo estava errado. Não porque eu sou algum tipo de vidente, mas simplesmente porque eu não podia continuar ignorando os sinais.
Lucy estava morando ali agora, e Lili obviamente não estava gostando nada daquilo. Lucy tinha dito que era só até ela conseguir um lugar novo para morar, mas eu sabia que não seria tão rápido assim; ela estava um caco. Mas, como uma boa amiga, eu não me importei com o tempo que ela fosse ficar, estaria sempre ali para dar todo o suporte que ela precisasse.
E embora eu estivesse cansada de repetir, Lili simplesmente não entendia que minha amizade com Lucy era apenas aquilo; uma amizade. Tínhamos crescido juntas, ela era praticamente uma irmã para mim. Claro que todo o meu esforço foi em vão, então quanto eu levantei e encontrei o bilhete em cima de seu travesseiro, eu não poderia estar menos surpresa.
Com um suspiro, chutei as cobertas para longe e peguei o papel em mãos antes de sair do quarto. O apartamento não era grande, mas ainda era muito cedo para qualquer outra pessoa estar acordada, então eu poderia ter um pouco de privacidade.
Acomodei-me em cima do futton, inspirando o aroma das diversas plantas que cobriam praticamente cada centímetro da pequena sacada. O sol ainda não tinha nascido completamente, então a rua estava parcialmente iluminada, o que me dava exatamente o tipo de privacidade que eu precisava.
Um vento gelado atingiu meu corpo pela abertura do roupão, mas eu não me importei em fechá-lo. Eu não estava realmente sentindo alguma coisa, ainda paralisada pelo choque. Apesar de tudo, não era nada fácil jogar um relacionamento de quase quatro anos pelos ares.
Puxei o ar gélido para dentro em uma lufada só, tomando coragem para abrir o bilhete em minhas mãos. Bastou ler apenas as primeiras palavras para saber que talvez fosse fácil jogar todos aqueles anos pelos ares. Como ela conseguia, eu não saberia explicar.
Terminar de ler aquelas palavras não foi fácil, e ao final da página eu estava ofegante e prestes a chorar. Precisando de algo para me acalmar, eu não hesitei em capturar um dos baseados do esconderijo não tão secreto de Lucy.
Estava quase o acendendo quando ouvi passos vindo em minha direção. Por um momento eu pensei que Lili poderia ter se arrependido e voltado para mim, mas, quando a voz de Lucy me chamou da porta, essa esperança sumiu.
— O que você está fazendo acordada a essa hora? — ela perguntou, aproximando-se e arrastando outro futton para se sentar na minha frente.
Eu não me importei em responder imediatamente, ocupando minhas mãos em acender o baseado. Ela continuou me encarando, a preocupação transparecendo por cima do cansaço. Seu dia anterior também não tinha sido um dos melhores. Terminei de acender o baseado e traguei profundamente, sendo observada atentamente por ela.
Foi apenas quando eu passei o cigarro para ela e soltei toda a fumaça dos meus pulmões que eu finalmente me senti relaxada o suficiente para começar a falar.
— Liliana foi embora.
Lucy, que tinha acabado de tragar o baseado, engasgou com a fumaça e tossiu violentamente. Assim que ela se recompôs, suas sobrancelhas subiram alto em sua testa e sumiram atrás da franja bagunçada.
— Ela foi? — perguntou incrédula. — Como assim?
Cansada, eu apenas estiquei o bilhete que ainda repousava em cima do meu colo. Minha vontade agora era apenas de queimar aquele pedaço de papel, mas me contive. Lucy tragou o baseado mais uma vez e o passou para mim, retirando o papel da minha mão em seguida.
Sua expressão passou de incrédula para confusa e para incrédula novamente conforme ela lia. Eu sentia meu corpo relaxando lentamente, mas a vontade de chorar ainda estava instalada na minha garganta, dificultando a entrada e saída da fumaça.
— Eu sinto muito, Roxie.
Voltei a focar em seu rosto, encontrando a pena que eu não queria. Mas provavelmente era tudo o que eu merecia, estando na situação miserável que estava. Eu não a culpava, também sentiria pena de mim mesma.
— No momento eu não posso fazer muita coisa... — dei de ombros, conformada.
Ela não questionou ou sequer se mexeu, deixando-me terminar o baseado e me dando o espaço que eu precisava. Depois de alguns minutos, eu já me sentia um pouco melhor.
— Eu posso sair, se você quiser, ai ela pode voltar. — ela disse depois de um tempo.
— Essa foi a coisa mais idiota que você já disse. — retruquei. — E eu convivo com você há muitos anos.
— É que eu sinto que isso é culpa minha. — ela encolheu os ombros.
— Você é família, Lucy. — apressei-me em dizer, antes que ela começasse a tomar toda a culpa para si. — Bros before hoes.
Com isso, ela se calou. Ainda me olhava com um pouco de pena no olhar, mas eu comecei a não me importar tanto. A vontade de chorar tinha passado, e eu considerei isso um avanço. As memórias e planos que tínhamos feitos pararam de me assombrar, a raiva foi tomando cada poro do meu corpo.
O sol já iluminava toda a rua quando eu finalmente me levantei do futton, sem me preocupar em fechar o roupão. Eu não podia me importar menos com o que os vizinhos veriam ou falariam.
— Eu conheço esse olhar. — Lucy disse, levantando-se e atraindo meu olhar. Um sorriso começou a se espalhar pelo meu rosto. —Você está pensando em aprontar algo, não está?
Uma risada escapou pelos meus lábios, eu não sabia dizer se era efeito do baseado ou puro desespero.
— Talvez...
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OLÁ SUNSHINE!!!
Espero que estejam gostando até aqui, digam o que estão achando e vejo vocês semana que vem!! Qualquer duvida estou sempre no twitter para responder!