APRESENTANDO: LUCY BROWN

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Mesmo o dia estando muito quente, o Starbucks estava lotado

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Mesmo o dia estando muito quente, o Starbucks estava lotado. Eu odiava ter que trabalhar ali, mas ficava pelo café de graça. Fazia poucos meses que eu atendia e preparava cafés, todos os dias iguais e cada vez mais entediantes.

E eu estava terminando de atender uma das mesas quando o vi do lado de fora. Jack e eu não tínhamos um relacionamento muito complicado, embora os últimos dois meses terem sido difíceis. Com a minha recente expulsão do loft, o emprego novo e o pequeno sucesso da banda dele, nós quase não tínhamos tempo para nos vermos.

Eu não me importava tanto com isso, mas para ele parecia ser o fim do mundo.

Soltei um suspiro cansado, porque já estava quase no fim do turno e porque sabia que ele estava ali para pedir desculpas. Mais uma vez. Terminei de servir as pessoas à mesa e me afastei com um aceno, indo direto para o balcão. Sofia, a garota que ficava no caixa durante o meu turno, estava me olhando com uma careta que eu só fui entender quando me virei para atender o próximo cliente.

— Boa tarde, o que deseja? — perguntei com um sorriso, porque era o que eu tinha que fazer.

— Lucy, por favor. — Jack suplicou, com aquele tom cansado que eu conhecia bem. Apenas o encarei, esperando minha resposta. — Um cappuccino venti.

Assenti e anotei seu pedido, mesmo que não precisasse que ele dissesse; eu sabia de cor o pedido que ele fazia todos os dias desde que nos conhecemos. Tinha sido naquele mesmo Starbucks, um acaso do destino, eu tinha pensado. Mal sabia na furada que tinha entrado.

Ambos ficamos em silêncio enquanto esperávamos Sofia terminar sua bebida. Por mais lotado que o local estivesse, não tinha uma alma viva atrás dele no caixa. E isso me irritou. Eu precisava de uma desculpa para não encará-lo, mas o meu turno já estava acabando e eu não teria mais como fugir.

Sofia voltou com seu copo e eu entreguei para ele, que deixou o dinheiro em cima do balcão. Ele sequer esperou que eu lhe desse o troco, afastando-se para sentar no banco ao lado. Continuou me encarando mesmo de longe, o que me causou certo desconforto. Quando me virei para sair do caixa, Sofia me abordou com um copo venti em mãos.

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