APRESENTANDO: EMILLY GOLDEN

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Eu soube que o verão estava realmente começando quando senti as gotículas de suor se juntando no meu buço naquela tarde

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Eu soube que o verão estava realmente começando quando senti as gotículas de suor se juntando no meu buço naquela tarde. As compras não estavam pesadas, e eu sequer estava usando roupas quentes, mas o suor insistiu em se instalar em cada poro do meu corpo.

Por isso fiquei extremamente feliz quando entrei em casa e o ar condicionado me abraçou; sequer lembrando que eu o tinha deixado desligado. Deixei as compras em cima do balcão da cozinha e me sentei em frente a elas, tomando algumas respirações revigorantes antes de começar a arrumar tudo.

E então eu ouvi.

Era um barulho constante e quando tinha entrado na casa poucos segundos antes, achei que vinha do ar condicionado; até que realmente prestei atenção. Não tinha como ser, porque logo em seguida o barulho começou a ficar mais alto.

— Isso! — alguém gritou do andar de cima, e eu me coloquei de pé rapidamente.

Eu sabia que se eu subisse aquela escada tudo estaria arruinado. Parte de mim queria sair de casa e continuar vivendo a fantasia do casamento perfeito. Mas quando eu pisei no primeiro degrau, já não tinha mais volta. Meus pés agiram sozinhos e contra todos os meus protestos, levaram-me escada acima.

Eu não precisava me localizar, conhecia aquela casa como a palma da minha mão. Eu mesma tinha escolhido cada detalhe dela, cada canto milimetricamente organizado ao meu bel prazer. Hugo tinha me dado aquilo. Todo o conforto e dinheiro que eu jamais poderia ter de qualquer outra pessoa.

Mas a cena que me esperava quando eu abri a porta nenhum dinheiro do mundo me faria esquecer.

No primeiro momento, meu cérebro não associou aquilo à realidade; parecia que eu estava em um sonho, prestes a acordar.

Eu tentei gritar, mas tudo que saiu foi uma lufada de ar assustada. Algo entre a dor e a raiva se instalou no meu estômago, um peso tão insuportável que eu quase cai de joelhos. Apoiei-me na maçaneta da porta, e isso deve ter feito algum barulho, porque logo os dois pares de olhos estavam sobre mim.

Mas eu não escutava, eu não sentia.

Eu tinha certeza de que Hugo estava falando algo, mas eu só conseguia observar sua boca se mexendo enquanto ele se aproximava, eu sequer enxergava algo.

Quando ele tocou meu braço foi como se me puxasse para fora do meu inconsciente. Seu toque me queimou, e tudo o que eu queria era me afastar.

Foi o que eu fiz.

Minha mão agiu antes de mim, voando em direção ao seu rosto. Atingi sua bochecha com um som agudo, e o baque enviou um formigamento pelos meus nervos. Mas era tão bom.

— Saia daqui. — eu consegui dizer, assustando com o meu próprio tom firme.

— Emilly... — ele tentou se reaproximar, mas eu me afastei.

— Vocês dois. Fora.

Ele não tentou retrucar. Ela pareceu ter entendido o recado muito antes dele, já vestida enquanto ele ainda lutava contra os botões da camisa. Quando terminaram de se arrumar, passaram por mim sem dizer uma palavra sequer. Eu preferia daquele jeito.

Antes de descer a escada, Hugo me lançou um último olhar, uma mistura de arrependimento e aceitação. Ele mesmo havia se colocado naquele buraco. Desviei o olhar quando ele começou a descer as escadas.

Olhar para a cama não era uma opção, então eu segui direto para o armário. Primeira porta a esquerda, todos os ternos dele estavam ali. Eu não me importava se aquela casa estava no nome dele e quem deveria estar fazendo as malas era eu.

Eu queria fazê-lo sofrer.

Arranquei todos os ternos dos cabides, fazendo um amontoado de tecido entre meus braços. Por sorte a janela já estava aberta, e eu não precisei de muito esforço para jogar todos por ela.

Ainda não satisfeita, eu sai do quarto e desci as escadas rapidamente, fazendo apenas uma parada na cozinha para pegar os fósforos antes de sair pela porta da frente. Hugo ainda não tinha ido embora, e estava parado ao lado do seu carro com os olhos arregalados.

Sorri cinicamente para ele e caminhei pelo gramado até seus ternos espalhados. Chutei-os para que ficassem todos empilhados, e então risquei um fósforo, jogando-o em cima dos tecidos.

Meus Armanis! — o ouvi gritar ao longe, mas quando ele chegou ao meu lado já era tarde demais.

Já era tarde demais para nós também.

Minha intuição dizia que aquela não tinha sido a primeira, e se eu não tivesse descoberto provavelmente não seria a última. Apesar de tudo, eu me sentia estúpida por ter acreditado nele.

Sua maluca! — ele continuava berrando.

Eu poderia colocar fogo nele também.

Ao invés disso, optei por uma opção que não me causaria alguns anos de cadeia. Caminhei até ele, provavelmente pela última vez, e lhe dei uma bela joelhada nas bolas.

— Canalha! — gritei por cima de seus gritos de dor e frustração.

Todos os vizinhos estavam observando de suas portas e janelas. Eu provavelmente parecia uma louca e seria fofoca por ali por um bom tempo, mas não estava dando a mínima.

Com toda classe que ainda me restava, recompus-me e voltei para dentro de casa, trancando a porta atrás de mim. Eu não queria ser incomodada até que juntasse minhas coisas e estivesse longe dali.

Mas antes eu queria acabar com o estoque de vinhos dele.

Duas garrafas de Chardonnay depois, eu já me sentia leve e feliz de novo. Já tinha chorado tudo o que podia ao final da primeira garrafa, e gritado a plenos pulmões.

Senti como se pudesse voar.

Jogada no canto da sala, arrastei-me até onde tinha deixado meu celular anteriormente. Eu precisava de mais apoio emocional além das garrafas de vinho, e sabia exatamente onde eu poderia encontrar.

O grupo estava meio parado desde as últimas brigas, mas eu sabia que elas sempre iriam me apoiar.

Cliquei no botão de ligação e apoiei o celular no ouvido, apenas esperando. Com a mão livre eu contornei a tatuagem no meu outro pulso e rezei para não ter estragado tudo da última vez.

 Com a mão livre eu contornei a tatuagem no meu outro pulso e rezei para não ter estragado tudo da última vez

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OLÁ SUNSHINE!!

Como prometido, hoje é sexta e dia de Route! O que estão achando até agora?? Pra quem será que ela ligou? Mais alguém ai morrendo de ódio do Hugo?

Bom, por hoje é só, qualquer coisa me mandem mensagem e até semana que vem!

mil beijos purpurinados ✨

ROUTE 66Onde histórias criam vida. Descubra agora