X - Uma Noite com o Capeta?

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─ Ela não vai gostar nem um pouco disso ─ ouço Dean dizer

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─ Ela não vai gostar nem um pouco disso ─ ouço Dean dizer.

─ Tem uma opção melhor? ─ rebate Sam.

Fiquei curiosa sobre o que os Winchester estavam falando. Resolvi seguir os dois, de fininho.

─ Não! Mas tenho certeza de que ela brava com a gente é pior do que o que a gente tá fazendo ─ continuou Dean, baixando o tom.

─ O que vocês aprontaram dessa vez? ─ pergunto, surgindo na frente deles e cruzando os braços diante do peito.

Os dois paralisam. Olham um para o outro e depois pra mim, revezando o olhar como se tentassem combinar quem ia responder.

─ Vamos lá, falem! ─ exijo.

Mas, antes que eles possam dizer qualquer coisa, alguém aparece por trás dos dois.

Um ser do qual eu tanto odeio se aproxima por entre as colunas da biblioteca.

─ Olá, querida ─ diz ele, com aquele tom debochado.

Arregalo os olhos, minha atenção se volta imediatamente para os irmãos.

─ Mas o que é isso?! O que o capeta tá fazendo aqui?! ─ minha voz se eleva. ─ Quero uma explicação, AGORA!

Dean dá um sorriso cínico e olha para o irmão, claramente empurrando a responsabilidade da resposta.

─ Pequena, calma ─ começa Sam, tentando me acalmar. ─ O Lúcifer vai ficar preso por uns dias aqui no Bunker, só até a gente conseguir mandá-lo de volta pra jaula.

─ Eu posso ouvir, sabia? ─ provoca o arcanjo, mexendo nas correntes que prendem seus pulsos, como se estivesse se divertindo com aquilo.

Nós três simplesmente o ignoramos.

─ Não vai demorar muito ─ Sam continua. ─ Hoje mesmo eu e o Dean vamos atrás da Rowena pra pedir ajuda.

Aquilo só podia ser piada. Das piores. Como assim eles trouxeram o Satanás pra ficar sob o mesmo teto que eu?! Eles foram longe demais.

Saí pisando firme, indo direto pro meu quarto. Bati a porta com força.

Nos dias seguintes, fiz o possível e o impossível para evitar qualquer encontro com Lúcifer pelo Bunker. Mas uma pergunta me corroía: aquelas correntes realmente estavam funcionando? Ou ele estava apenas fingindo submissão? Por que ainda não nos matou? Será que está só esperando a hora certa?

Minha cabeça fervilhava de perguntas. Aquilo estava me deixando louca... e faminta.

Resolvi sair do quarto e ir até a cozinha, vasculhando alguma coisa que me agradasse.

─ Com fome, querida? ─ ouvi a voz dele atrás de mim.

Levei um susto e bati a cabeça na porta do armário aberto acima de mim.

─ Filho da mãe! ─ resmunguei, esfregando a cabeça. ─ O que você quer?

─ Só estou observando o que você tá fazendo ─ disse ele, com um sorriso calmo.

─ Agora que já viu, pode dar o fora! ─ respondi, irritada.

Lúcifer ergueu as mãos como se estivesse se rendendo e saiu da cozinha, me deixando sozinha.

Depois de me empanturrar de bacon e algumas cervejas, fui de volta pro meu quarto. Mas, no caminho, ouvi um som absurdamente alto vindo do quarto do Dean.

Os Winchester ainda não tinham voltado. Então só podia ser ele.

Quanto mais eu me aproximava da porta, mais alto ficava o som da guitarra de Day of the Eagle.

─ QUER ABAIXAR ISSO AÍ?! ─ gritei, batendo na porta.

Lúcifer abriu a porta de repente, e eu quase fui ao chão. Ele me segurou pelo braço, firme.

Sem querer, fiquei presa nos olhos dele. Azuis. Brilhantes. Nunca tinha reparado no quanto eram bonitos... e penetrantes. Chegavam a ser quase reconfortantes, confiáveis até. Se não fossem os olhos do próprio Satã.

─ Disse alguma coisa? A música tava alta, não te ouvi ─ ele disse, com aquele sorriso de canto que me fez engolir seco.

Ajeitei minha postura, tentando não demonstrar o quanto estava... perdida no olhar dele. Mas acho que não adiantou. O olhar dele mudou. Ele sabia.

─ Eu sei o que tá rolando aqui. Você não me odeia ─ afirmou, seguro de si.

Comecei a rir, nervosa.

─ Odiar é pouco pro que eu sinto ─ rebati, me virando pra sair. ─ Agora dá licença, tenho mais o que fazer.

Mas ele agarrou meu braço.

Os olhos azuis agora estavam vermelhos. Era impressão minha ou aquele olhar mortal... tinha ficado mais sexy? Desde quando eu acho que ele é sexy? Ah, meu Deus, o que tá acontecendo comigo?

─ Você não me odeia ─ ele repetiu, chegando mais perto. ─ Você se sente atraída por mim. E eu não te culpo... Eu sou o pecado. Todos se atraem pelo pecado.

─ Eu não sei do que você tá falando ─ tentei me fazer de desentendida.

─ Ah, sabe sim. As vibrações do seu corpo não mentem.

Fiquei sem saber o que responder. As palavras sumiram.

─ Pra não te deixar tão constrangida... eu também sinto essa atração. Por isso ainda não matei nenhum de vocês. Por isso insisto em ficar nesse Bunker... por sua causa.

Aquilo me pegou de surpresa. Desde quando Lúcifer sentia atração por mim?

Ainda presa ao aperto dele, me aproximei. Fiquei tão perto que nossos rostos quase se tocavam. A distância entre nossos lábios era mínima.

Nem acredito no que estou prestes a fazer. Mas não precisei me dar o trabalho. Ele me puxou e colou nossos lábios.

O beijo foi selvagem. Sedento. Ambicioso. Insaciável. Era como se gritássemos por mais, famintos um pelo outro.

Lúcifer me ergueu no colo e me levou até a cama, deitando-se por cima de mim, sem permitir que o vínculo do beijo fosse quebrado.

[...]

─ Que barulho é esse? ─ perguntou Dean ao irmão, assim que os dois entraram no Bunker.

Eles se entreolharam, preocupados com o que estavam ouvindo.

Desceram as escadas correndo, atravessaram o corredor e seguiram os gritos.

─ PUTA QUE PARIU! ─ Dean berrou, parando na porta do quarto.

Me assustei e olhei rapidamente para a porta, aflita. Não esperava que eles voltassem tão cedo.

Os dois estavam ali, parados, completamente chocados ao nos ver deitados juntos na cama... na cama do Dean... debaixo de um lençol fino.

─ MAS QUE PORRA TÁ ACONTECENDO AQUI? E NA MINHA CAMA? NO MEU QUARTO?!

─ MAS QUE PORRA TÁ ACONTECENDO AQUI? E NA MINHA CAMA? NO MEU QUARTO?!

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