Cap III - The Party - parte 2

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" — Sabe, acho que meu pai e a sua mãe ficariam felizes por nós. Nunca te disse, mas sua mãe sabia que você iria se casar comigo...

[...]

— É claro que ela sabia! Tenho muita saudade dela. Sei que eles gostariam de estar aqui. "


DEPOIS DE MUITO TEMPO DANÇANDO, fui descansar um pouco e aproveitar para comer. Agora entendo o que as pessoas falam de que os noivos quase não aproveitam as coisas que organizam.

Enquanto comia, minha mãe veio sentar comigo.

— Você não sabe o quanto fico feliz de te ver aqui, filha. — Ela pega na minha mão — Sei que muitas vezes era "a chata", a que pegava no seu pé, mas saiba que é porque eu te amo. É porque eu vejo potencial em você.

Ela parou pra respirar.

— Olha onde você está hoje. Rainha. Minha filha, rainha de Illéa — ela diz quase chorando.

— Ah, mãe. Você sabe que eu te amo também. Sei o quanto você e o papai deram duro pra dar o que podiam pra todos nós. — Seguro a outra mão dela — e o fato de ser rainha não muda muita coisa. A diferença é que mais pessoas vão ver minhas teimosias.

Depois de conversar mais com ela, Kenna avisa que já precisa ir embora. Astra, que já tem quase 2 anos, precisa dormir. Minha mãe disse que também já vai.

"Está ficando tarde", ela justificou. Mas na verdade são quase dez horas da noite. Acho que ela só deve estar cansada.

— Mas mãe, eu não quero ir! — reclama May.

— Como você vai ir embora depois?

May olha para mim e pede:

— Posso dormir aqui, Ames?

Penso rapidamente e respondo para as duas:

— Acho que sim... Posso pedir para alguém te levar amanhã.

Rapidamente, May me abraça e fica dando pulinhos agradecendo.

Maxon, que está conversando com um casal mais velho que não conheço, me chama.

— Ames, esses são o Rei e Rainha da França.

Gelei ao receber essa informação. É claro que tínhamos enviado convites para eles (e para Daphne), mas não tínhamos recebido resposta. Achei que não viriam.

— Essa é minha esposa, America. — Ele continuou, aparentemente não percebendo a minha preocupação.

— Prazer conhecê-los — disse com uma reverência. Será que ela não tinha vindo?

Justo quando penso isso eu ouço:

— Papa, você comeu desse docinho? Está uma delíc... — Ela para quando vê Maxon e eu. — Err... Quanto tempo, Maxon. É um prazer te conhecer, Majestade. — Ela diz a última parte olhando pra mim.

— Igualmente — digo dando um beijinho nela. Não estava sendo falsa, apenas não sabia o que esperar. Pelo que eu saiba, o último encontro dos dois não foi muito bom.

Maxon dá um abraço nela.

— Há quanto tempo não nos falávamos! Senti sua falta — ela disse para Maxon.

— Também senti a sua — Ele respondeu.

Por alguns segundos existiu aquele famoso silêncio constrangedor. Eu não sabia se sentia ciúmes, se achava toda aquela tensão engraçada ou se saia de fininho.

O DEPOIS - conto depois de "A Seleção"Onde histórias criam vida. Descubra agora