Anjo caído, à luz trêmula de velas, que respira entre palavras como entre túmulos,

Neste relicário encontrarás manuscritos envolventes - mas condenados; velados por véus de poesia decadente.

Não te enganes com estas obras: elas não foram escritas para teu repouso, mas para tua vigília. Aqui encontrarás não consolo, mas espelhos. E neles - quem sabe? - teu próprio reflexo: distorcido, ampliado, sedento de nomear aquilo que vive em silêncio em ti.

Deixo-te, por ora, mas sigo contigo pelas veredas da sombra, qual obsidente sem trégua.

Nas masmorras do lusco-fusco,
Sr. Eduardo T. Prado
O espírito errante
  • 🌎 Ceará, Brasil.
  • JoinedMarch 9, 2019




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