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A notícia do desaparecimento da equipe da Missão Cérberos caiu como uma bomba na casa da família Whitlock. Começando pelo patriarca, cujo era muito amigo do piloto Takashi Shirogane e o considerava como um irmão, e também de Samuel Holt, o cientista da missão que era o padrinho de seu filho mais jovem.
Eli Whitlock pensava em formas menos dolorosas e traumáticas para contar a seus filhos o que estava acontecendo e que nem Diana e Ty iriam ver Matt e seu pai, e muito menos Shiro.
Sua filha mais velha era muito apegada ao piloto e a mesma tinha o sonho de ser piloto da Guarnição da Galáxia, e de seguir os passos do mentor e amigo.
— Ela vai ficar arrasada. — comentou Eli, com a voz embargada e os olhos marejados. A visão de sua primogênita sofrendo o abalou.
Os passos no corredor captaram a atenção do cientista e seus olhos se voltaram para a porta do escritório. Por uma fração de tempo, ele desejou que fosse sua mulher que vinha consolá-lo, mas a voz falha de sua filha lhe tirou as esperanças.
É agora ou nunca, pensou Eli.
Erguendo o tronco para cima e adotando uma postura apresentável e que não demonstrasse o quão fraco e abalado ele estava, Eli a deixou entrar.
A adolescente de longos cabelos negros adentrou o cômodo de cabeça baixa e correu para os braços de seu pai e ali chorou novamente.
Chorou até que toda aquela dor ser minimamente controlada e por não haver mais lagrimas para chorar.
— P-pai? — chamou Diana, ainda com a voz falha. — O tio Shiro se foi? E o Matt e o pai dele também? Para sempre?
Encarando os belos olhos cor de safira que sua filha havia herdado de sua falecida ex-esposa, Eli sentiu que não poderia adiar o inevitável, mas podia ameniza-lo.
— Diana, é muito cedo para dizer que eles se foram para sempre. — começou Eli, um pouco mais controlado. — Quem sabe eles não estão apenas perdidos no espaços, esperando que alguém vá resgata-los?
— Você acha que eles ainda estão vivos lá fora, naquela vastidão toda? — indagou Diana, um pouco confusa.
— Porquê não? Tudo é possível, filha. Basta ter fé e acreditar que tudo vai ficar bem. — garantiu Eli. — Se um dia você estiver perdida ou muito longe de casa e achar que tudo está perdido e que não vale a pena lutar, lembre-se das pessoas que te amam e que se importam com você. São eles, as lembranças deles que vão te trazer de volta para casa e quando a saudade te apertar, basta lembrar que você ainda tem um lar para onde regressar.
Pela primeira vez naquele dia terrível, Diana sorriu.
Sorriu para o amanhã, sorriu para as ideias que vinham em sua mente, sorriu para as possibilidades.
— Obrigada, pai. — declarou Diana, agora energizada pelo espírito da esperança. — Vou seguir o seu conselho. Vou ter fé e vou acreditar.
— Fico feliz com isso, filha.
Diana deu um último abraço em seu pai e saiu de seu escritório com uma certeza. Ela iria salvar seus amigos, custe o que custar.