Capítulo 12.

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Author's POV.

Maria correu para ajudar a loira enquanto Natasha olhava incrédula aquela interrupção. Aquela mulher a havia invadido novamente. Tentou permanecer impassível, mas a sua seriedade caiu por terra quando percebeu as folhas presas ao cabelo da mulher que tentava se levantar. Carolina parecia um espantalho trapalhão, fazendo as lágrimas de Nat se transformarem em um riso incontido.

O olhar de Carolina rapidamente seguiu o som e a única coisa que ela pôde enxergar foram as esmeraldas verdes da mais nova grudadas em si, fazendo o seu corpo se arrepiar. A loira sequer notou o quão dolorido o seu tornozelo estava até que Maria tentou colocá-la de pé. O grito estridente de Carolina despertou Natasha de seus devaneios e fez com que a loira se curvasse e instintivamente tocasse a mulher.

- Onde dói? - Natasha perguntou tentando ser o mais cuidadosa possível ao ver a loira tão vulnerável. Carolina mantinha os olhos fechados, tamanha a dor que sentia.

- Meu tornozelo, sinto como se ele estivesse a ponto de se partir. - Carolina respondeu ainda de olhos fechados. A essa altura as mulheres já estavam próximas o suficiente para que Carolina encostasse a testa no ombro de Natasha.

- Ela provavelmente deve ter torcido. - Maria comentou, tirando ambos do transe. - Natasha, vá buscar o kit de primeiros socorros no escritório, precisamos enfaixar o pé dela.

- Na verdade eu acho melhor você ir buscar, Maria. Você vai saber onde está e vai ser mais discreta, eu vou acabar me atrapalhando. - Natasha respondeu, a ansiedade pura em sua voz por saber que Maria não acreditaria numa só palavra que a loira havia dito. - Eu fico e ajudo a moça - falou em tom de interrogação - a se levantar.

- Meu nome é Carol. - a mais velha falou.

- Isso, Carol. Você vai e eu ajudo a Carol a levantar. - Natasha sorriu tímida, fazendo Maria rir internamente enquanto assentiu.

Maria cuidadosamente colocou Carolina no chão e saiu apressadamente em direção a casa. Natasha sentou-se ao lado da loira, ainda sem tirar as mãos de seu tornozelo, nenhuma das duas queria quebrar aquela conexão de pele que estava acontecendo. Ficaram em silêncio um bom tempo, Carolina estava concentrada na dor, e Natasha concentrada nas expressões que a mais velha fazia enquanto traçava seus dedos pelo tornozelo da mesma, mas nenhuma ousava encarar a outra, até que Carol tomou coragem para dizer algo.

- Me desculpe por interromper, vocês pareciam estar tendo uma conversa importante. - Carolina disse com as bochechas vermelhas de vergonha.

- Não se preocupe com isso, se aconteceu era porque a conversa não deveria continuar. Você deve pensar apenas no seu tornozelo agora, ainda dói muito? - a loira perguntou com o semblante preocupado.

- Dói muito menos agora, você tem mãos mágicas? - a mais velha brincou, fazendo com que Natasha arregalasse os olhos e imediatamente as mãos se retraísse, trazendo as suas mãos para junto de si. - Me desculpe, eu não quis ser desrespeitosa.

- Você não foi, é só estranho para mim. - Natasha falou ao suspirar.

- Se me permite perguntar, o que é estranho? - Carol franziu a testa.

- Alguém me dizer que tenho mãos mágicas. Quer dizer, as crenças de minha família não são segredo para ninguém, existe muito orgulho em servir os deuses, mas acho que estou longe de ser digna de fazer isso. - Natasha confessou. Não fazia ideia do motivo de estar sendo sincera com uma desconhecida, mas algo em si lhe dizia que podia confiar em Carolina, era como se a conhecesse por uma vida inteira.

- Eu creio que para servir a qualquer Deus é preciso apenas amá-lo. O amor nos torna puros, nos torna dignos. - Carolina disse encarando a face de Natasha.

Inner Circle - Season IIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora