Trisal???

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Acordei e achei que Shikamaru já tinha ido, mas me enganei. Olhei para ele, que ainda dormia, sorri e me levantei. Fui para o banheiro, entrei no box, fechei a porta e liguei o chuveiro. Deixei a água morna cair sobre o meu cabelo e, ainda de olhos fechados, consegui escutar os seus passos. Ele me abraçou por trás, desceu a mão até a minha intimidade e começou a me massagear.

— Assim de manhã? — perguntei, segurando seu braço direito e virando a cabeça para olhá-lo.

— Um ótimo bom dia — ele respondeu, curvando-se para me dar um selinho.

Tirei a mão dele dali e me virei de frente.

— Beijo logo de manhã? — Fiz uma careta. — nem escovamos os dentes.

Ele riu. Tomamos banho juntos, embora a gente tenha se pegado mais do que qualquer outra coisa. Ele continuou lá dentro enquanto saí do box, escovei os dentes e deixei o banheiro. Vesti uma camiseta e uma calça de moletom, estendi a toalha e fui para a cozinha. Preparei o meu café da manhã e, quando ia me sentar, Shikamaru apareceu.

— Preciso ir, foi incrível a noite — disse ele, dando-me outro selinho antes de sair. — você como eu imaginava, só que melhor.

Tentei processar tudo o que havia acontecido, mas logo voltei a comer. Meu dia foi tedioso e passou rapidinho — bem diferente de quando tenho que fazer alguma missão, que sempre vai em uma lerdeza só. Dormi cedo para acordar disposta no dia seguinte.

Acordei com alguém batendo à porta. Será que eu estava atrasada? Prendi o cabelo em um coque e corri para abrir.

— Eu já vou, só vou pôr uma roupa! — avisei, deixando a porta aberta sem nem ver quem era.

Fui para o quarto e abri o armário, até ouvir a voz de Shikamaru, seguida de uma risada.

— Relaxa, S/n. Só vim mais cedo porque acordei cedo demais — ele riu. — Vai tirar a roupa mesmo? — perguntou, jogando-se na cama.

— Saco, Shikamaru — resmunguei, tirando a parte de cima do pijama e jogando nele.

Procurei minha roupa de missão, vesti-me e fui escovar os dentes. Nem reparei se Shikamaru me olhava ou se desviava o olhar. Voltei ao quarto, deitei-me de bruços na cama e olhei para ele, que sorria.

— Tem algo sujo? — Ajoelhei-me e tentei limpar o seu rosto.

No entanto, parei assim que ele começou a se aproximar e segurou o meu rosto. Ele me acariciou e fomos nos aproximando lentamente, até que nossos lábios se uniram em um beijo. O seu jeito carinhoso me fez lembrar de como ele havia me tratado na cama, o que era totalmente diferente de sua postura habitual.

— A gente precisa ir — ele disse, afastando-se.

Ele se levantou e assumiu uma expressão séria. Ok, momento constrangedor. Peguei minha mochila, fechei as janelas e saí. Calcei minhas sandálias, tranquei a porta e guardei a chave. Shikamaru já não estava mais ali por perto.

Fui para a sala da Hokage e, depois de bater, entrei. Tsunade estava lá e me tratou formalmente.

— Adiantados — ela sorriu. — Mas vamos, temos que chegar ainda hoje. — Ela se levantou.

Assentimos e partimos. O silêncio predominou até o momento em que chegamos ao destino. De todos os shinobis que faziam a segurança dos Kages, eu conhecia apenas Temari e Kankuro.

— Linda como sempre — Kankuro sussurrou no meu ouvido.

— Obrigada — sorri. — Sem isso tudo... — referi-me à maquiagem roxa em seu rosto — você é uma obra de arte.

O sorriso dele era encantador. Kankuro e Shikamaru entraram no recinto, deixando apenas eu e Temari do lado de fora. Ela se sentou ao meu lado e começamos a conversar.

— Os Kages provavelmente vão fazer a festinha deles: bebida e muita falação — ela comentou, sorrindo. — É óbvio que nós vamos participar.

— Jura? Achei que iríamos embora logo.

— A primeira vez que vim também achei que seria um saco, mas você vai gostar — ela piscou e se afastou.

Pelo menos algo ia compensar ficar ali: bebida e comida de graça. Demorou cerca de duas horas até que nos mostrassem os quartos. Eu e Shikamaru ficamos no mesmo aposento, porém com duas camas de solteiro. A Hokage, claro, teve seus privilégios.

— Tá tudo bem? Você está estranho — comentei, colocando minha mochila sobre a cama.

— Sim. Vamos descer? — ele perguntou, erguendo as sobrancelhas.

— Não é cedo para beber?

— Eu não irei beber agora, mas se quiser ficar... — Ele caminhou até a porta.

— Tudo bem, eu fico aqui — respondi, deitando-me e falando de forma séria.

Ele estava tão estranho, e aquilo estava me deixando triste. Hoje cedo demonstrou tanto carinho e agora me tratava pior do que quando éramos apenas amigos. Fiquei ali deitada até o anoitecer, quando Kankuro entrou no quarto trazendo um copo na mão e um sorriso animado no rosto. Ajeitei-me, sentando-me na cama.

— A bebida te faz bem — sorri.

— Tá querendo ficar sozinha? — Ele se sentou na cama de Shikamaru, de frente para mim.

— Não. Na hora em que o Shikamaru desceu eu até ia, mas mas perde a vontade — menti, com um sorriso falso.

— Vem — ele estendeu o braço. — Me faça companhia, já que o Shikamaru e a Temari estão na maior pegação lá embaixo — ele fez uma careta de nojo.

— Tá bom — respondi, esticando o braço e pegando a sua mão.

Ele me puxou para fora do quarto. Ao descermos, vi Tsunade em uma mesa, gritando como louca. Sentei-me em um canto e Kankuro disse que ia buscar algo para mim. Fiquei observando o ambiente, até que meus olhos pararam em Shikamaru e Temari. No fundo, eles até que ficavam lindos juntos.

— Toma — Kankuro retornou, entregando-me um copo.

— Obrigada, Kankuro — sorri. Logo notei a aproximação do Kazekage. — Gaara... Se entediou com os Kages?

— Conversa séria demais — ele respondeu, sentando-se ao meu lado.

Acabou que nós três ficamos conversando. O Gaara fica bem legal quando bebe; ele e o Kankuro se soltam muito mais.

— Eu e a bebida já não nos damos tão bem — comentei, fazendo uma careta ao sentir o efeito do álcool.

— Entre nós, eu sou o que está mais sã. Vem, vou te levar para o quarto — Gaara disse, levantando-se.

— Não, eu consigo ir sozinha — contestei, levantando-me sem cambalear.

— Eu insisto — ele pegou na minha mão e me encarou de forma firme.

— Não, você está se divertindo aqui e eu não quero acabar com a sua noite — pisquei para ele.

Afastei-me, subi as escadas e entrei no quarto. No entanto, dei de cara com Temari e Shikamaru se pegando calorosamente. Notei que as duas camas de solteiro haviam sido jorradas e unidas.

— Acho que estou atrapalhando algo — comentei, já me preparando para fechar a porta e sair.

— Que isso, S/n! — Temari riu, fazendo-me parar e encará-la. — Vem participar também, eu não sou ciumenta.

— É, participa também — Shikamaru endossou, e o seu sorriso safado me tentou profundamente.

Com a bebida correndo pelo corpo e vendo Temari e Shikamaru deitados na cama, quase sem roupas, eu não me aguentei. Lá ia eu realizar o meu sonho de um sexo a três — e logo com o Shikamaru e a Temari. Senti que aquela noite realmente valeria a pena.

A Herdeira Uchiha +18 (EM REVISÃO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora