Chapter seven

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|Harry Pov|

Eu abri meus olhos e ainda estava meio escuro, um tom diferente. Parecia que eu tinha colado meu rosto ao travesseiro, pelo menos era confortável e quentinho.

Mas quando eu parei para pensar um pouquinho...eu fui para minha casa? A última coisa que eu lembro era de estar com o...

Harry: DRACO!

Empurrei a figura que antes me agarrava e quando vi ele estava com a expressão fechada, porém cansada. Ele estava querendo me comer vivo.

Draco: Posso saber... O que caralhas você pensa que está fazendo, Potter?!

Harry: Eu levei um susto demônio, eu sabia que era má ideia ficar ontem. Agora, eu fui sequestrado pelo meu vizinho maluco que quer que eu seja a Verônica dele.

Draco: Não parecia tão incomodado ontem quando me usou de travesseiro.

Harry: Nem você, você até deixou que eu dormisse aqui.

Draco: Na brotheragem.

Harry: Me polpa que eu sou de uva.

Draco: Você é o melhor gay dessa sala, faça as honras.

Harry: Você é irritante desse jeito com todo mundo?

Draco: E você é estressado assim com todo mundo?

Harry: Sinta-se honrado, guardei tudo para você.

Luna: Sem querer ser rude nem nada, mas o casal de velhas pode parar de fazer barulho? Draco, você sabe o que tem que ser feito em casos como esse, não sabe?

A pequena loira olha nos olhos do mais velho e o mesmo respira tentando se acalmar. Sem pensar duas vezes, a pequena loira pega na minha mão e na de Draco nos levando para o... Sótão.

Luna: Podem ir subindo, Dray vai ajudar você Harry. Então, para vocês... cinco horas devem bastar.

Harry: Alguém pode me explicar o motivo de estarmos aqui?

Luna: Sim, Draco explica para ele que eu já vou descer, boa sorte e não se matem.

A loira fechou a escotilha que levava até o sótão e logo eu estava sozinho com Draco. O sótão tinha divisões feitas por pano fino brancos como a neve. O espaço por dentro dos panos era colorido pelas luzes que enfeitavam o telhado. Tinha pufs espalhados por cima do tapete e uma pequena tv e um hack ainda menor com alguns livros, mas eu nem vi do que se tratava os mesmo, depois talvez eu fosse dar uma olhada.

Harry: Bom, agora o senhor pode fazer a gentileza de me dizer o que a gente tá fazendo aqui?

Draco: A Luna tem um plano para me ajudar a socializar. Ela não tem muitos amigos e eu não confio em quase nenhum deles, então... ela me já prendeu com alguns deles aqui, mas nunca dá certo.

Harry: Quanto tempo eles duram aqui?

Draco: Bom... 2 horas... esse foi o que mais durou, a maioria pula pela janela antes de começar.

Harry: Beleza... o que você faz para dar tanto medo neles?

Draco: Para ser bem sincero, nada, eu só fico olhando para o cara e ele corre. Tem medo de mim.

Harry: Medo de você? Sinceramente, eles tem medo da própria mãe também?

Draco: Eu me considero um cara assustador, eu sei dar medo.

Harry: Vai achando, vai achando.

Eu me joguei em um dos pufs e me deitei. Cinco horas com aquela loira oxigenada, eu não lembro de ter pedido para morrer.

Continuei sentado, porém sabia que o loiro me observava com aqueles olhos de tempestade, devo admitir, se eu pudesse olhar e admirar uma coisa naquele loiro, seria os seus olhos. Eu estava tentado a olhar para o mesmo, e cai na tentação, me virei e fiquei mirando o loiro enquanto ele fazia o mesmo, foi estranhos manter contato com ele, era estranho não querer separar seus olhos dos do loiro,mas... não... isso não está certo.

Voltei minha cabeça para baixo com o semblante claro de vergonha, eu perdi o olhar dele, eu pude sentir a tempestade rumando para algo maior, o sol veio em seguida, mas eu só queria dançar e cantar na chuva.

Um som ecoou pelo quarto, era a voz do loiro que ecoava com preguiça pelas paredes que pareciam tremer de acordo com a música.

Ele cantava como se estivesse distraído com algo, mas focado em tudo. Era difícil entender a cabeça daquele loiro.

Ele era algo que eu não conseguia decifrar, um enigma sem solução, um quebra-cabeça com uma peça faltando. Já ele, tinha sua própria forma de se penetrar na minha vida, eu me conectei com ele, tipo, eu poderia ser um amigo dele.

Ele é muito irritante? Sim! Tudo que eu mais queria era distância: Sim! Mas eu acho que não dá mais.

"na vida só resta seguir"

É isso, não tenho motivos para odiar a companhia daquele loiro tonto.

Me juntei e cantei com o mesmo, foi leve e gostoso a sensação de estar cantando com o menino. Era estranho mas bom...

Draco: Há um vilarejo ali

Harry: Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Draco: Pra acalmar o coração

Harry: Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá

Draco: Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Harry: Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Draco: Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Harry: Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos

Draco: E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

Enquanto cantávamos aquela doce melodia, a simples sinfonia, cheia de calmaria. Fomos nos aproximando cada vez mais, eu estava entretido pela música e nem percebi quando estávamos com as testas coladas e eu pude sentir sua respiração baixa colada a minha e logo tudo parecia certo, e foi aí que tudo deu errado.

Her brotherOnde histórias criam vida. Descubra agora