|Harry Pov|
Eu abri meus olhos e ainda estava meio escuro, um tom diferente. Parecia que eu tinha colado meu rosto ao travesseiro, pelo menos era confortável e quentinho.
Mas quando eu parei para pensar um pouquinho...eu fui para minha casa? A última coisa que eu lembro era de estar com o...
Harry: DRACO!
Empurrei a figura que antes me agarrava e quando vi ele estava com a expressão fechada, porém cansada. Ele estava querendo me comer vivo.
Draco: Posso saber... O que caralhas você pensa que está fazendo, Potter?!
Harry: Eu levei um susto demônio, eu sabia que era má ideia ficar ontem. Agora, eu fui sequestrado pelo meu vizinho maluco que quer que eu seja a Verônica dele.
Draco: Não parecia tão incomodado ontem quando me usou de travesseiro.
Harry: Nem você, você até deixou que eu dormisse aqui.
Draco: Na brotheragem.
Harry: Me polpa que eu sou de uva.
Draco: Você é o melhor gay dessa sala, faça as honras.
Harry: Você é irritante desse jeito com todo mundo?
Draco: E você é estressado assim com todo mundo?
Harry: Sinta-se honrado, guardei tudo para você.
Luna: Sem querer ser rude nem nada, mas o casal de velhas pode parar de fazer barulho? Draco, você sabe o que tem que ser feito em casos como esse, não sabe?
A pequena loira olha nos olhos do mais velho e o mesmo respira tentando se acalmar. Sem pensar duas vezes, a pequena loira pega na minha mão e na de Draco nos levando para o... Sótão.
Luna: Podem ir subindo, Dray vai ajudar você Harry. Então, para vocês... cinco horas devem bastar.
Harry: Alguém pode me explicar o motivo de estarmos aqui?
Luna: Sim, Draco explica para ele que eu já vou descer, boa sorte e não se matem.
A loira fechou a escotilha que levava até o sótão e logo eu estava sozinho com Draco. O sótão tinha divisões feitas por pano fino brancos como a neve. O espaço por dentro dos panos era colorido pelas luzes que enfeitavam o telhado. Tinha pufs espalhados por cima do tapete e uma pequena tv e um hack ainda menor com alguns livros, mas eu nem vi do que se tratava os mesmo, depois talvez eu fosse dar uma olhada.
Harry: Bom, agora o senhor pode fazer a gentileza de me dizer o que a gente tá fazendo aqui?
Draco: A Luna tem um plano para me ajudar a socializar. Ela não tem muitos amigos e eu não confio em quase nenhum deles, então... ela me já prendeu com alguns deles aqui, mas nunca dá certo.
Harry: Quanto tempo eles duram aqui?
Draco: Bom... 2 horas... esse foi o que mais durou, a maioria pula pela janela antes de começar.
Harry: Beleza... o que você faz para dar tanto medo neles?
Draco: Para ser bem sincero, nada, eu só fico olhando para o cara e ele corre. Tem medo de mim.
Harry: Medo de você? Sinceramente, eles tem medo da própria mãe também?
Draco: Eu me considero um cara assustador, eu sei dar medo.
Harry: Vai achando, vai achando.
Eu me joguei em um dos pufs e me deitei. Cinco horas com aquela loira oxigenada, eu não lembro de ter pedido para morrer.
Continuei sentado, porém sabia que o loiro me observava com aqueles olhos de tempestade, devo admitir, se eu pudesse olhar e admirar uma coisa naquele loiro, seria os seus olhos. Eu estava tentado a olhar para o mesmo, e cai na tentação, me virei e fiquei mirando o loiro enquanto ele fazia o mesmo, foi estranhos manter contato com ele, era estranho não querer separar seus olhos dos do loiro,mas... não... isso não está certo.
Voltei minha cabeça para baixo com o semblante claro de vergonha, eu perdi o olhar dele, eu pude sentir a tempestade rumando para algo maior, o sol veio em seguida, mas eu só queria dançar e cantar na chuva.
Um som ecoou pelo quarto, era a voz do loiro que ecoava com preguiça pelas paredes que pareciam tremer de acordo com a música.
Ele cantava como se estivesse distraído com algo, mas focado em tudo. Era difícil entender a cabeça daquele loiro.
Ele era algo que eu não conseguia decifrar, um enigma sem solução, um quebra-cabeça com uma peça faltando. Já ele, tinha sua própria forma de se penetrar na minha vida, eu me conectei com ele, tipo, eu poderia ser um amigo dele.
Ele é muito irritante? Sim! Tudo que eu mais queria era distância: Sim! Mas eu acho que não dá mais.
"na vida só resta seguir"
É isso, não tenho motivos para odiar a companhia daquele loiro tonto.
Me juntei e cantei com o mesmo, foi leve e gostoso a sensação de estar cantando com o menino. Era estranho mas bom...
Draco: Há um vilarejo ali
Harry: Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Draco: Pra acalmar o coração
Harry: Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Draco: Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Harry: Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Draco: Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Harry: Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
Draco: E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
Enquanto cantávamos aquela doce melodia, a simples sinfonia, cheia de calmaria. Fomos nos aproximando cada vez mais, eu estava entretido pela música e nem percebi quando estávamos com as testas coladas e eu pude sentir sua respiração baixa colada a minha e logo tudo parecia certo, e foi aí que tudo deu errado.
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Her brother
FanfictionHarry James Potter mudou de cidade junto com seus pais por causa de uma promoção de emprego. Harry entra em um nova escola e conhece Luna, sua atual amiga. Ele nem imaginava que um trabalho de artes na casa da amiga poderia lhe mostrar seu desejo a...
