fifty nine

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Stephanie Gray

Abri a porta da cobertura e não senti nada, o médico falou que fazendo coisas que já fiz eu posso lembrar de algumas coisas, porque isso não está acontecendo? Eu posso estar somente ansiosa.

Entrei olhei para todos os lados, todos os cantos. Tudo e muito lindo, moderno, iluminado, branco, preto, dourado, azul e rosa.

- o quarto é lá em cima. _subimos a escada_ antes era o apartamento de baixo mas sei lá porque você quis mudar.

Kio foi muito atencioso, ele é cavalheiro. Acho que foi um dos motivos por eu ter me apaixonado.









MESES DEPOIS

Eu não lembrava de nada, tive poucas lembranças, nada muito importante. Os dias se passavam rapidamente e eram entediantes, Kio deixava eles divertidos quando chegava do trabalho. Ele me contou tudo da minha vida, tudo que sabia pelo menos. Eu o compreendia e entendia minhas atitudes. Sim eu amo o Kio mas... simplesmente e complicado. Quase nunca nos tocamos, dormimos em quartos separados. Ele sempre vai trabalhar cedo e eu sempre acordo tarde.

Já vi meu pai, Louis, Lua, Scarlett, Nailea e Vinnie. Todos são perfeitos. Mas não me lembrei de nada com eles, somente com meu pai, mas quando eu era pequena.

Não consigo dormir, não sei o que fazer. Talvez não seja uma má ideia ir deitar com o Kio, né?

Levantei da cama, minhas meias arrastaram no chão até o quarto ao lado, estava frio.

Parei ao lado da cama, Kio dormia como um anjo. Sentei devagar na cama tentando não o acordar, mas falhei.

- Meu am... Ste. O que está fazendo aqui?

Ele sempre me chama de meu amor.

- não consigo dormir, posso deitar aqui? _perguntei juntando os braços

- claro, vem. _murmurou

Me deitei ao seu lado, me puxou para perto apoiei minha cabeça em seu peito. Sua mão estava em cima da sua barriga e outra mexia meu cabelo.

- Kio? No que você está pensando?

- Sobre como eu esperei você por tanto tempo, e você nunca veio. Tudo bem. Você está aqui agora.

Achei bonito, sorri com suas palavras. Kio pegou no meu pescoço, recuei. Não tá na hora ainda, ele está se apressando.

- você tem medo de mim? Eu não vou te machucar. Não vou fazer nada que você não queira. Tenho tanta saudade de tocar seus lábios. Achei que seria uma boa hora, desculpa.

- eu preciso de tempo, eu sinto que gosto de você mas deixa as coisas acontecerem, não me machuque mais. Por favor.

- tudo bem, durma princesa.

Era sábado de manhã, acordei sem Kio ao meu lado, mas com um bilhete na mesinha que dizia:

"Fui fazer compras, volto já para o café."

Resolvi tomar um banho enquanto o esperava. Cochilei assistindo filme na sala. Acordei com Kio me chamando.

- Stephanie _murmurou_ venha...

Pegou minha mão, levou até a mesa de jantar, um buquê no jarro, suco na taça, panquecas, ovos, bacon, cereal, frutas e um bolo de chocolate. Ele caprichou.
Nos sentamos. Kio pegou um pedaço do bolo e colocou no meu prato.

- Sei que você gosta de chocolate. _pegou uma garfada_ deixa eu colocar na sua boca?

O garfo estava na minha frente.

- não sou uma criança.

- então pare de agir como uma. Confie em mim. Por favor.

Depois de falar, percebeu que eu não ia comer. Então ele mesmo comeu e pegou outra garfada. Porque foi tão sexy o jeito que ele comeu?

- O ato de dar comida a alguém é o máximo de carinho e afeição. Compartilhar-se com alguém por meio da comida. Pense nisso. _comeu outra garfada

Nunca sei como reagir.

- Colocam a hóstia em nossa boca. Nossas mães nos alimentam na infância. E as vezes, nos alimentamos da alma um do outro.

Engulo seco. E o garfo está na minha frente novamente.

- Não quer que eu te alimente? Não quer se alimentar do meu corpo ao menos se alimente com o bolo.

Comi o bolo.

- não foi tão ruim, foi?

Passei os dedos sobre meus lábios, sentia estar sujo de chocolate.

- posso? _Kio perguntou pegando minha mão, assenti, mesmo não sabendo o que ele ia fazer

Chupou meus dedos. Meu Deus. Respirei fundo, minha respiração estava alterada.

- viu como é bom receber meu carinho?

Mas uma vez não consegui responder, ele me deixa sem palavras. Mas me deixa com muita vontade de beija-lo. Não posso fazer isso, assim do nada. Posso?

Terminei de tomar meu café, levantei afim de ir pra cozinha mas Kio me impediu, com um movimento rápido estava contra a parede, seus olhos nos meus. Suas mãos apoiadas na parede.

Minha respiração ofegou, seus dedos passaram pela minha bochecha.

- Sua pele lembra de mim, assim como seu coração.

Beijos por todo meu pescoço, como eu quero toca-lo. Passei minhas mãos pelo seu braço. Foi quando Kio segurou meu pescoço, suas mãos grandes iam até meu cabelo.

Ele vai me beijar. Ele vai... na testa? Delicado, romântico... posso sentir meu sangue queimando. O que tá acontecendo comigo? Não posso deixar isso assim.

- me beija. _murmurei com os olhos fechados

Escutei seu sorriso. Lentamente nos aproximamos, até nossos lábios se encontrarem.

Cenas de beijos que já tivemos passaram pela minha cabeça, meu Deus. Pelo menos todos que não tiveram língua.

Kio tirou a mão do meu pescoço esperando uma resposta.

- lembrou de algo?

- de algumas vezes que você me beijou, como uma vez em um quarto branco e muito vento.

- se eu tiver com o cabelo grande e a barba mal feita, foi na nossa viagem quando eu tava na cadeira de rodas.

Rimos. Fiquei feliz por ter lembrado de alguns dos nossos momentos, não foram muitos. Passaram como flash na minha cabeça.

- você está me deixando louco. _sussurrou me puxando pela cintura.

Recebi um selinho demorado.

- vamos à praia? _Kio perguntou, oxe do nada?

- claro, vamo comer camarão?

- nunca vi você comendo camarão.

- fiquei com vontade de comer _dei de ombros

friend ship - Kio Cyr Histórias para pegar e não largar. Descubra agora