Esse capítulo contém alguns gatilhos⚠️
(Capítulo não revisado)
Pov's Lili Reinhart
— posso pegar esse, Lili?- Addy ergueu um saco de balas
— amor, acho que já temos doces demais. Podemos levar esse quando os que tiverem lá em casa acabarem, tudo bem?- olho-a com carinho, esperando que ela compreenda
— tudo bem... eu vou devolver as balinhas no lugar, tá?
— ta bom, tome cuidado e não vá muito longe
Addy assente com a cabeça e sai correndo em direção ao corredor dos doces, mas pelo seu jeito distraída, acabou não vendo uma mulher a sua frente dando de cara com ela, quase caindo para trás com o impacto
— ai! Opa... desculpa moça...- disse envergonhada, pegando o pacote de balas que havia deixado cair
— Addy, mais cuidado da próxima vez...- alerto me aproximando, pegando sua mão e a afastando da moça- perdão, ela não viu você
Peço desculpas à mulher a minha frente, ela estava bem vestida, parecia viver em boas condições. Seu cabelo era escuro e ia até a altura dos ombros, os traços de seu rosto não me eram estranhos... ela me lembrava algo, ou melhor... alguém
— sem problemas- ela riu brevemente. Sua expressão se tornou indecifrável nos segundos seguintes- é sua filha?
Fui pega de surpresa. Addy me olhou atenta, esperando por uma resposta assim como a mulher morena. O que eu responderia?
— mais ou menos, ela é filha do meu namorado, na verdade- não foi tão ruim
Algo nessa mulher estava me incomodando, Addy já se encontrava distraída com os pacotes de bolacha à sua direita, então não parecia estar desconfortável com a situação. Eu a conhecia ou estava apenas delirando?
— ela... ela é muito linda- sorriu- tem quantos anos?
— eu tenho cinco- Addy respondeu mostrando seus dedinhos
Antes que a conversa pudesse se prolongar mais, sinto meu celular vibrar no bolso da minha calça. Ao pega-lo, vejo uma mensagem da nossa vizinha Helena, que foi em casa passar o dia com a minha mãe
Sinto minhas mãos suarem e meu coração acelerar ao ler a mensagem, era um recado curto e breve, porém, o suficiente para entender que minha mãe estava no hospital mais uma vez
— está tudo bem?- a mulher morena, na qual eu não sabia seu nome ainda, me fez sair do transe em que estava
— desculpe... nós precisamos ir agora. Addy, vamos
Seguro sua mão e caminho em passos rápidos para fora do supermercado. Addy não me fez perguntas, e eu estava tentando pensar que o estado da minha mãe poderia não ser tão grave. Eu tentava manter a calma, para não me estressar antecipadamente, ainda mais com a pequena garotinha ao meu lado
Havia tempo que minha mãe não passava mal, o tumor tinha diminuído, não podia ser nada grave. Nós faríamos os exames semana que vem para ter certeza de que o tratamento estava progredindo. Ela... ela não pode ter piorado, não é?
[...]
Uma, duas, três horas haviam se passado e nada de informações. Tudo o que eu sabia desde o momento em que cheguei, era que minha mãe precisou fazer uma cirurgia de emergência, não entendi o porquê, essas coisas pareciam ser difíceis de ser compreendidas quando somos "pacientes"
Quando Addy acabou dormindo em meus braços pelo cansaço, liguei para Camila vir buscá-la, não seria confortável para uma criança de 5 anos passar horas dentro de um hospital. Sem contar que eu não queria preocupa-la com todo esse caos
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𝐍𝐔𝐍𝐂𝐀 𝐃𝐄𝐒𝐈𝐒𝐓𝐀 𝐃𝐄 𝐀𝐌𝐀𝐑 ˢᵖʳᵒᵘˢᵉʰᵃʳᵗ
Romance"- Não tirem ela de mim, não arranquem o meu coração" Lili reinhart uma garota de apenas 22 anos e já com muitas dificuldades pela vida, precisa de um emprego para pagar as contas de casa e ajudar sua mãe que luta contra o câncer com o tratamento...
