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Joshua

Nós estávamos terminando de arrumar nossas coisas, ou melhor, eu estava, Heyoon já havia arrumado suas coisas.

Daqui a uma hora iríamos nos encontrar na empresa. Meu pai não havia falado nada sobre as passagens e a hora do vôo, eu estava estranhando isso.

- Já acabou? - Heyoon entra no quarto e fecha a porta.

Eu sorrio.

- Quase.

Ela vai até sua cama e se senta.

- Josh, seu pai ainda não falou nada sobre nosso vôo, será que ele desistiu e esqueceu de nos avisar?

Penso nessa possibilidade mas logo a descarto, meu pai nunca faria isso.

- Não.

Ela assente e se deita na sua cama e eu volto a arrumar minhas coisas.

-

- Pai porque estamos indo para o terraço? - Pergunto assim que ele aperta o botão do elevador em direção ao terraço da empresa.

Ele apenas sorri.

Heyoon e eu estavamos com nossas malas dentro do elevador.

A porta do mesmo se abre e logo saímos.

Assim que eu vejo o que havia no terraço, entendo o porque do meu pai nao ter falado  do nosso vôo até agora.

Nós iríamos no seu jatinho.

- Sério? - Pergunto sem acreditar para o meu pai.

- Tenho cara de quem está brincando? - Ele fala a caminho do seu jatinho. - Vocês chegaram de viagem ontem e já vão viajar hoje de novo, vocês merecem uma viagem de conforto. - Ele continua.

- Eu também não havia conseguido comprar as passagens a tempo, mas o hotel já está reservado.

Heyoon ri.

- Obrigada pai. - O agradeço estranhando sua atitude.

- Senhorita, me permite. - O sub piloto vai até  Heyoon e pega sua mala.

- Obrigada. - Ela agradece e logo o mesmo vem até mim me comprimentando e pegando minhas malas.

Depois de horas de viagem, finalmente havíamos chegado em São Paulo. Heyoon dormiu praticamente a viagem toda, não consegui pregar o olho, então fiquei escutando música.

-

Nós estávamos dentro do táxi em direção ao hotel, meu pai havia passado o endereço por e-mail, logo chegamos no mesmo.

Fomos super bem recepcionados, nosso quarto era no último andar, e assim que a moça que estava nos guiando até nosso quarto abre a porta do mesmo, somos deparados com um quarto super luxuoso. Ele ficava no centro da Avenida Paulista com direito a uma vista bonita da cidade.

A moça logo se retira do quarto deixando eu e minha "namorada" a sós.

- Eu só quero dormir. - Heyoon tira seu tênis e se joga na cama.

Reviro os olhos.

- Mentira, Heyoon. - Bufo - Você dormiu a viagem inteira.

- Eu ainda estou cansada. - Ela me olha. - Você que deveria estar cansado, não dormiu nada.

- Estou de boa. - Vou até a cama e me deito na mesma ao seu lado. - Pode ir dormir.

- Sério? - Ela se senta e me encara. - Não vai ficar bravo?

- Porque eu ficaria? - Dou de ombros e a puxo para mim. - Pode dormir. - A ajeito no meu peito.

Ela fica em silêncio e não fala mais nada.

Durante a viagem toda eu pensei em mim junto a Heyoon.

Eu queria ter algo sério com ela.

Eu pensei, pensei muito e resolvi que iria pedi-la em namoro.

Para todos, nós já namoramos, mas eu queria oficializar agora, somente eu e ela. E faria isso assim que nós voltarmos para casa.

Eu queria fazer dela minha.

Minha namorada.

Depois de um tempo pensando nisso, acabei pegando no sono, junto a Heyoon.

Heyoon

Assim que acordo vejo Josh dormindo. Rio assim que vejo ele com a boca aberta.

Para quem disse não estar cansado...

Mas logo o mesmo pensamento volta. A minha passagem. Eu não sabia o que fazer com ela, ela seria para daqui alguns dias, não queria contar nada para Josh agora.

Mas algo me diz para não me desfazer dessa passagem.

Passo a mão nos seus cabelos desgrenhados e o aliso. Ele era tão lindo, até assim, dormindo quase babando.

Logo ele abre seus olhos.

- Admirando minha beleza? - Fala baixo, com sua voz rouca de sono.

- Talvez. - Me deito por cima dele e beijo sua boca rapidamente. - Pra quem dizia não estar cansado, parece que você dormiu rápido demais né?

- Eu não dormi. Eu cochilei, bem diferente. - Ele passa as mãos pelos meus cabelos e beija meu rosto.

- Sei. - Deito no seu peito. - Que horas são?

- Não sei. Deve ser umas 21h00.

- Vamos sair para jantar?

- Sim. - Ele fica mechendo no meu cabelo.

- Mas agora não, aqui ta tão bom...

- Mas eu to com fome! - Levanto minha cabeça e o olho.

Ele ri.

- Você é chata hein. - Ele me joga para o outro lado da cama e se levanta. - Vamos então.

Eu sorrio e estico minha mão para ele me ajudar a levantar e ele logo me puxa me levantando.

𝗡𝗢 𝗠𝗘𝗦𝗠𝗢 𝗤𝗨𝗔𝗥𝗧𝗢, 𝗁𝖾𝗒𝗈𝗌𝗁 𝖺𝖽𝖺𝗉𝗍𝖺𝖼̧𝖺̃𝗈.Onde histórias criam vida. Descubra agora