Carta morfema

28 1 0
                                        

Dessa carta, só o remetente sabia,
Sabia tampouco começar;
Sabendo menos ainda prosseguia,
Nessa bela zonaria, sem cessar.

236.000 palavras,
E do palavreado abjetas;
De Palavrões, a'bracadabras,
Desequipa lavras dos poetas.

Ó amor meu,
Por que me conduz à morbidez?
Teus lábios me abraçam à Morfeu,
E em transe, a morte toma placidez.

Faz do riacho córrego hircoso,
E das iguarias, fel o sabor,
Seu menor sorriso indecoroso,
Que iridesce coração delator.

Prostrada defronte a máquina,
Detendo silábicos de velhos jargões,
Traio a toda astúcia e pose ladina,
Hoje apenas te quero, quero por mil estações.

Entorpe EssênciaOnde histórias criam vida. Descubra agora