Capítulo 12

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Coloquei um pagodinho e fui fazer a faxina na casa da tia. Terminei eram quase quatro horas e Martin não tinha acordado ainda então fui no quarto acordar a princesa.

Ariel: Bom dia neném acorda- deitei ao seu lado e lhe abracei

Martin: Bom dia preta- disse se espreguiçando- Sonhei com você

Ariel: Sonhou o que gato?

Martin: Que você tava limpando a casa  ouvindo pagode- eu dei risada- Mas se pá foi realidade

Ariel: Se pá foi - ri e ele me abraçou bem forte, e me colocou em cima dele.- aí que bafinho credo

Martin: Vou assoprar na sua boca

Ariel: Aí credo mano vai escovar os dentes e vai pra cozinha vai, fiz  almoço e café da manhã.

Martin: Por que tu quer cuidar de mim?- disse sério

Ariel:. A por que você é irmão da Lis e se ela descobrir que não cuidei bem de você já viu né - brinquei

Martin: A resposta é bem mais simples do que essa -disse e se levantou pra ir ao banheiro

Fui pra cozinha e ele foi logo depois e disse que queria tomar café e que mais tarde almoçava. Agradeceu ao meu cuidado com a casa e com o almoço e eu disse que não precisava, quis ajudar a tia e deixar seus bebês alimentados.
 Deitamos na sala pra ver uma série. Lembrei do celular do Felp que estava comigo e  devolvi pra ele que agradeceu mas não falou o que ia fazer com o celular. Tia Monica chegou do trabalho era umas quatro e meia e agradeceu por eu ter feito as coisas. Aproveitamos e almoçamos junto com ela. Martin terminou de comer e foi atender uma ligação lá fora, queria  saber o que era mas não fui atrás.

Uns minutos depois ele voltou e não disse o que era e não quis perguntar, não ia adiantar por que se ele não iria dizer nada se não quisesse, só iria me enrolar nas palavras e no fim, eu ia ficar saber menos o que antes. Fiz questão de não pensar mais sobre isso, se ele quiser contar estarei aqui mas caso ao contrário eu confio nele, não colocaria a vida da família em risco.  Enfim, eu fui pra casa um tempo depois pra avisar pra minha mãe que estava viva.

Helena: Oi sumida

Ariel: Oi mãe- Beijei sua testa- Por que você tá arrumada assim ? Vai sair é?

Helena: Sim, não é só você que pode passar a noite na rua- ajeitou o cabelo - Eu vou ver a Márcia de novo tá, termina de lavar as roupas pra mim

Ariel: Tá saindo muito com a Márcia né linda

Helena: Preciso me destrair né, desde a morte do seu pai eu mal me diverti, vivi pra tu e pro trabalho

Ariel: Eu sei mãezinha, Eu só quero que saiba que eu vou estar sempre do seu lado, ser sua companhia

Helena: Você é meu amor, e está no direito de curtir também mas com responsabilidade- beijou minha bochecha- Eai como foi o rolê ontem ?

Ariel: Menina você nem sabe- comecei a contar as coisas a ela.

Minha mãe era minha melhor amiga, só não contava os detalhes sórdidos, tipo a maconha e o Martin quase ter levado um tiro mas de resto, ela sabe tudo. Meu pai morreu a  dez anos, foi num tiroteio aqui na favela, foi tiro de bala perdida. É difícil pra minha mãe falar sobre isso, então deixo ela tocar no assunto e não pergunto muito sobre o meu pai. Eu tinha nove anos na época e entendi pouco do que estava acontecendo. Sinto muita falta do meu pai e sei que ele era o alicerce da minha mãe, por isso procuro ser o mesmo pra ela.

Depois que disse tudo, ela deu aquele sábio conselho de mãe e me falou para dar tempo ao tempo. Falamos sobre mais algumas coisas e ela saiu. Eu disse que talvez ia sair tambem e que avisava.

Fiz o que minha mãe pediu em relação a roupa e fui deitar. Acabei pegando no sono e acordei com o pessoal chamando no meu portão. Já eram quase sete horas da noite e estava todo mundo aqui dizendo que queriam fazer algo hoje.

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