Príncipe herdeiro

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Olá meus amores, como vocês estão?
Queria deixar avisado que, devido a algumas proporções, os próximos capítulos serão postados a um período maior do que estive postando até aqui. Estou me esforçando para que a escrita esteja digna da leitura de vocês, principalmente agora que estamos na reta final. Espero que estejam gostando, recomendem a fanfic para seus amigos, nunca é tarde para viciar novas pessoas em Young Royals.
Todo o amor do mundo para vocês! Bebam água e boa leitura.
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 Qual seria a maior loucura que você faria para provar o seu amor por alguém de extrema importância? Para mostrar ao mundo que o seu coração pertence à um único alguém?
 Você se sacrificaria se jogando na frente de um trem?
 Você atiraria para cima em meio a uma multidão?
 Pagaria uma quantia absurda ao mundo?
 Gritaria até seu último suspiro?
 O quão longe você iria para demonstrar isso?
 Wilhelm agora encarava uma imensidão de roupas chiques pendurada em seu closet, como se fosse uma dúvida, porque mais tarde ele escolheria o mesmo smoking que sempre fora sua opção preferida. E tudo isso por causa de uma bendita festa, ou uma noite embaixo das cobertas, abraçado com a mesma pessoa que o levaria o mais longe pensável, simplesmente por ser amado. E por amar.

- Este. Mas não tenho certeza se quero essa cor de gravata. - Ele fala, simples. Por que importava mesmo aquela bendita roupa, ou aquela gravata extremamente inútil, para uma body paint party?
 Ele estava planejando ir completamente vestido numa festa que o sentido depende de quanto menos vestes você estiver usando, e que possibilite mais pinturas em seu corpo, melhor. De onde aquela ideia tinha vindo?

- Vamos traze-lo algumas das cores possíveis, para que você as veja. - Um dos assistente fala, em seguida, o mesmo e os outros saem do quarto.
 Wilhelm se joga na cama, desbloqueando o celular e se deparando com uma mensagem do seu cacheado.

"Que tal?"

e logo em cima uma foto de uma bermuda de praia. Ele sorri.

"Qualquer peça fica linda quando é você quem está usando.
Aliás, você pretende usar ela mais tarde?"

o sorriso permanece em seu rosto, e qualquer um poderia se assegurar que Simon também estava sorrindo. Porque ele estava.

"Não quero deixar de ir na festa, é a Hailey."

passa alguns segundos, ele estava digitando.

"Ela entenderia, mas eu realmente quero estar lá para comemorar sua data."

era impossível, completamente impossível se deparar com Simon e não enxergar uma luz completamente própria. Ele era definitivamente uma pessoa enviada do mundo paralelo mais próximo do perfeito existente, ou simplesmente moldado pelas mesmas mãos que fizeram o martelo de Thor, a bendita e certeira flecha que despedaçou Aquiles em cada via ligada ao seu calcanhar.

 A porta abre, e ele desvia o olhar.

- Posso? - Dessa vez era a rainha. Ela parecia mais arrumada que o normal, vendo que ela era a rainha e nunca seria vista com roupas bem farofa. Se senta na cama, próxima ao filho. - Lyann estará aqui mais tarde, a viagem foi antecipada. Eles estão ansiosos para conhecê-lo. - Eles? Como assim eles? Haviam outros como aquela alemã solteira de canela fina? - Talvez estejam procurando por alguma proposta entre o governo deles com a gente. Não quer mesmo ficar para recebê-los? - Somente ela estava falando, era como se Wilhelm não estivesse ali, e simplesmente suas palavras fossem jogadas ao universo e devolvidas pelo mar. Sim, não faz um pingo de sentido, então ela continua. - Será especial, eles vão gostar de ti.

- Gostar de mim? - Ele fala, apenas agora. Era lúcido a parte em que ele era o herdeiro do trono, e que para levar o legado em diante precisaria se casar com alguém que o ajudasse a herdar. Mas ser alguém que precisava "ser gostado" por sabe lá quem fosse vindo de outro país? É realmente sério que ele estava sendo colocado numa vitrine? 

- Por que não gostariam? - Ela sorri, e acaricia seu cabelo. Ele ainda não havia se levantado da cama.

- Simon estará aqui amanhã, talvez eles gostem do Simon. O que acha? - Ele desbloqueia o celular, seus dedos levemente trêmulos.

- Simon quem? Não o convidamos! - Ela parece prestes a embaraçar em suas próprias palavras, como nunca antes.

- Eu o convidei. - Apesar de nervoso, apreensivo, ele mede seu tom. Agora se levantando a mesma altura que a rainha, e oferece o celular em uma outra foto recebida por Simon, esse era um smoking parecido ao seu, onde Simon planejaria vir combinando ao traje do príncipe - talvez essa fosse apenas uma "desculpa esfarrapada" para esconder que ele não fazia ideia de como escolher o smoking ideal para "Um almoço com a família real da Suécia".

- Filho, essa é uma tradição da nossa família. Nós não podemos permitir que um garoto qualquer simplesmente "apareça" em nossa ceia, precisamos resolver isso. - Ela fala, ora subindo o tom, ora baixando o numa cinegrafia completamente dramática.
No fundo, aquilo pouco estava afetando seus sentimentos, e ela estava apenas procurando um ponto específico que mudasse a ideia de Wilhelm sobre Simon vir para o palácio, ou eles continuarem naquele relacionamento imaturo de adolescentes. 

- Lyann não faz parte da nossa família. - Ele tenta.

- Ela é uma pretendente, eu a convidei! - Ela se levanta, agora estava tornando aquele cenário completamente instável.

- Eu o convidei... - Ele também se levanta, mas não ousa em se aproximar da mesma para respondê-la, e ela o invade.

- Wilhelm, você sabe muito bem como tem que ser. - Ela desvia o olhar, e volta para o filho uma última vez.

- Me desculpe, mãe, eu sei... - Ele enfim abaixa a cabeça, e o silêncio se instala. Ela se aproxima e acaricia seu cabelo, tinha o costume de fazer isso apesar de quaisquer as circunstâncias entre eles. Então, ele retorna seu olhar, parecia nulo e um pouco vibrante, nervoso. - Eu sou o herdeiro do trono. Simon virá amanhã, como meu convidado, e agiremos como uma boa família real.

- Wilhelm, filho, você sabe que isso é errado... - E pela primeira vez em todos os seus inteiros 18 anos de vida, ele a interrompe.

- Simon é meu namorado e virá amanhã como convidado do Príncipe herdeiro. - Ele olha para a porta meio aberta, e retorna aos profundos olhos castanhos da rainha. - E eu espero que tenhamos resolvido isso aqui. - Então ele sai, simplesmente abre a porta e sai.

𝐖𝐨𝐮𝐥𝐝𝐧'𝐭 𝐜𝐨𝐦𝐞 𝐛𝐚𝐜𝐤|Onde histórias criam vida. Descubra agora