No alto monte, uma torre está
Dentro dela, alguém chora em silêncio,
Fora dela alguém a fotografa
Longe dela,
Há alguém sendo assassinado.
Dentro da torre, o ser silêncioso sofre
São berros,
Gritos,
Um esperneio interno,
Ele vive um grande inferno,
Quem está fora não irá imaginar.
Sua pele faz contato com o sol,
Seu nariz capta todo o aroma das flores ao redor,
Mas, ele não consegue sair.
As pedras no chão são ameaçadoras,
As câmeras dos demais são armas contra aberrações,
Seres humanos tem mentes pequenas e línguas afiadas,
O mundo dentro da torre é sufocante e fora dela, mesquinho.
O menino na torre chora,
Pois sua amada lua está lá fora,
Brilhando lindamente,
Mas, ele não a pode tocar.
A felicidade vem quando a noite nasce,
Só que em uma madrugada,
Vai se desvencilhando dos seus dedos,
Se esvaindo com a chegada da manhã.
Alguém que fora da torre o observa,
Imagina seu inferno,
Presume o peso de sua dor,
Calcula quantos metros de escada precisará,
Pensa com altruísmo,
Está certo em o salvar.
O menino na torre está encolhido,
Há poças de lágrimas no chão,
Nada em sua mente parece bom,
Mas, a felicidade parece estar à sua espera,
Basta ele olhar pela janela.
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Despersonalizo
PuisiFora do corpo; Sentindo o peso da alma; Qual a razão pela qual nada o acalma? Está é a janela da minha alma.
