Toques sensíveis na pele,
Sonhos marcantes para a mente,
Um suco gelado pela tarde
E pela manhã, café quente.
A angústia pela ansiedade,
O tremor por se aproximar,
A agonia de sentir na hora,
A dor que parece não passar.
Sabemos que tudo passa,
Mas, é inevitável sentir o ardor,
Estamos fadados ao fracasso,
Condenados a sentir dor.
Hoje sou eu,
Já amanhã,
Desconheço quem seja este ser,
Será feliz por sorrir, ou chorará por sofrer?
Agora estou assim,
Mas o que isto significa?
Desconheço também minhas emoções,
Preciso que me ensine com você.
Não compreendo maioria dos apertos no peito,
Reconheço apenas o que tu me traz,
Aquele amor aconchegante,
E a falta que tu me faz.
Como manter na poesia um contexto?
Quando na verdade,
A alma carrega tanto peso,
Se o coração ainda está cheio.
Como traçar uma linha reta?
Se estou trilhando um caminho tão complexo,
Quando vivo dias mais loucos do que eu,
Se estou fadado a andar em círculos.
Como parecer sério com um texto?
Se apenas cuspo palavras para fora,
Quando não sinto falta de um berço,
Mas, aconchego-me nos cobertores de um futuro fim triste.
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Despersonalizo
PoesiaFora do corpo; Sentindo o peso da alma; Qual a razão pela qual nada o acalma? Está é a janela da minha alma.
